De tudo, ao meu amor serei desatento
Antes, e com desprezo, e nunca, e falho
Que mesmo em frente a um novo encanto
Dele se afaste mais meu pensamento.
Quero matá-lo em todo vão momento
E em seu fingir, hei de sufocar meu canto
Sem rir meu riso, só derramar meu pranto
Ao seu pensar e meus contestamentos.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, lisura de quem vive
Ou a sofreguidão, fardo de quem ama
Eu possa dizer do seu amor (se tive):
Por mais que seja imortal, arde e é chama
Então não seja infinito o seu perdure.
(releitura do mais lindo soneto de Vinícius de Moraes)
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terça-feira, 16 de novembro de 2010
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Ostacoli
E ela me pergunta, "Pra que ficar 3 dias sem comer?". Porque meu coração bate mais forte a partir da quadragésima nona hora.
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terça-feira, 26 de outubro de 2010
Infected
I'm living other's people life,
I'm telling them some lies
exposing cries beneath their lives
To somehow me, and just me and I
search for the inner light
from the shameful and dearest eyes
But, all I get from being aside
is a huge pain in the heart,
and a bunch of tears in my eyes
And now to fullfill my engine
I need again the loving stampede
to warm me up on freezing nights.
That's all that lies within my heart,
just not sure if I'm obsessed,
but I'm blessed, to row so far.
I'm telling them some lies
exposing cries beneath their lives
To somehow me, and just me and I
search for the inner light
from the shameful and dearest eyes
But, all I get from being aside
is a huge pain in the heart,
and a bunch of tears in my eyes
And now to fullfill my engine
I need again the loving stampede
to warm me up on freezing nights.
That's all that lies within my heart,
just not sure if I'm obsessed,
but I'm blessed, to row so far.
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quinta-feira, 9 de setembro de 2010
She says don't let go, never give up in such a wonderful life
Não sou desses que vai a festas de formatura, nem desses primeiros a confirmar idas a aniversários ou almoços de último dia. Não me importo.
Eu sou desses que gosta do óbvio, de sair pra conversar num dia comum, de escutar quando tudo é tão normal. Gosto de enxugar as lágrimas, de abraçar sem dizer nada, de apertar contra o corpo, de olhar nos olhos.
Gosto de abrir o vidro quando paro no semáforo, de dizer que não tenho nada com um sorriso.
Luto pra menosprezar a cada dia um preconceito e a cada hora um egoísmo. Não gosto do correto, da lei, ou do que é imposto. Gosto do choro e do riso. E as vezes quando parece que tudo é demais, a vida é otima, os amigos demais, as ideias idem, tenho nojo de eufemismos.
Gosto do gosto da conquista, da tensão da vitória, do grito. E a cada abrir de olhos deixo o passado pra traz, a medida que a pele morta invisível cai do meu corpo adormecido. Tenho que mudar enquanto o oxigênio envelhece minhas células, pra entender que não sou o mesmo. E tenho que ver através do vidro do espelho, pra enxergar que é igual ao de todos, o olhar que tem em mim.
Eu sou desses que gosta do óbvio, de sair pra conversar num dia comum, de escutar quando tudo é tão normal. Gosto de enxugar as lágrimas, de abraçar sem dizer nada, de apertar contra o corpo, de olhar nos olhos.
Gosto de abrir o vidro quando paro no semáforo, de dizer que não tenho nada com um sorriso.
Luto pra menosprezar a cada dia um preconceito e a cada hora um egoísmo. Não gosto do correto, da lei, ou do que é imposto. Gosto do choro e do riso. E as vezes quando parece que tudo é demais, a vida é otima, os amigos demais, as ideias idem, tenho nojo de eufemismos.
Gosto do gosto da conquista, da tensão da vitória, do grito. E a cada abrir de olhos deixo o passado pra traz, a medida que a pele morta invisível cai do meu corpo adormecido. Tenho que mudar enquanto o oxigênio envelhece minhas células, pra entender que não sou o mesmo. E tenho que ver através do vidro do espelho, pra enxergar que é igual ao de todos, o olhar que tem em mim.
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segunda-feira, 28 de junho de 2010
Sua
É a face nua,
a carne crua,
verdade sua.
Dos versos montes,
amores ternos,
deveras grandes.
No seu semblante,
da carne crua
mentiras nuas,
de outrora um instante.
Doravante.
a carne crua,
verdade sua.
Dos versos montes,
amores ternos,
deveras grandes.
No seu semblante,
da carne crua
mentiras nuas,
de outrora um instante.
Doravante.
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domingo, 27 de junho de 2010
Estações
Mais um domingo típico, amor fraterno, espaço místico. Ar, que respirar cansou. 179cm de quilos indefinidos.
E a mim, me encantam os trocadilhos, os crocodilos, e os breves lampejos, e os finos trajes de algodão. Que me acompanham desde altas noites de inverno e dias longos de verão. Olhando o mar, a forca, a fina linha tênue entre o quinto, e o quarto, e o aspecto da vida.
Dos algoritmos lúdicos, os exemplos de somas, mais luxos mais pecados sujos e límpidos astutos. Mas, mas. Mais.
Contradições das ações que impedem os corações, de amores em ventos quentes, de quentes leitos de verão. De amores frios de invernos secos, de sangues quentes, palpitações. De coração. Dos corações enfermos, de luas grandes de emoção. Da sexta alvejada parte do corpo, do torto. Do tratado.
E a mim, me encantam os trocadilhos, os crocodilos, e os breves lampejos, e os finos trajes de algodão. Que me acompanham desde altas noites de inverno e dias longos de verão. Olhando o mar, a forca, a fina linha tênue entre o quinto, e o quarto, e o aspecto da vida.
Dos algoritmos lúdicos, os exemplos de somas, mais luxos mais pecados sujos e límpidos astutos. Mas, mas. Mais.
Contradições das ações que impedem os corações, de amores em ventos quentes, de quentes leitos de verão. De amores frios de invernos secos, de sangues quentes, palpitações. De coração. Dos corações enfermos, de luas grandes de emoção. Da sexta alvejada parte do corpo, do torto. Do tratado.
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segunda-feira, 7 de junho de 2010
5 quilometros em 100 metros
Nunca tive, nunca vou ter e adoro não ter controle sobre o meu carro.
Pareceria algo completamente estranho a primeira vista, mas é real. Meu carro tem sentimentos. Não desses que um individuo tem por si próprio, mas daqueles em que um imputa ao outro. Eu sei que então os sentimentos não seriam dele, poderia ainda afirmar que são meus, e sou eu quem os adiciona a ele. Mas eu estaria mentindo.
Meu carro parece perceber as coisas antes de mim, mesmo antes de eu me dar conta de algo meu carro avisa. Apresenta defeitos simples, defeitos esses que me incomodam, digo mais, defeitos esses que me irritam, me colocam em um estado pleno de ira no princípio, mas a medida que sou obrigado a conviver com eles, tudo começa a fazer algum sentido.
Um leitor de CD que só funciona quando estou de bom humor, ou ainda mais, janelas que emperram quando está na hora de deixar algo entrar, e hodometros que travam quando preciso me dar mais tempo pra entender o mundo. Meu mundo.
Tudo começou a um ano e meio, quando meu rádio tinha medo que eu ficasse deprimido, começou a se recusar a tocar CDs que não fossem originais, era um traço da minha personalidade que o rádio estava adquirindo? Só poderia estar louco. Mas era de fato isso, meu rádio a partir de então só toca álbuns originais. Meu respeito e valor a arte. Até aí tudo bem, simpatizei com ele.
Depois, minha janela travou exatamente no dia em que me apaixonara pela segunda vez. Fui obrigado a entender que não precisava ter medo de rodar por aí com ela semi aberta, que poderia deixar novos ares entrarem. Estava começando a gostar disso quando tudo desandou, a janela caiu de repente e não vedava mais, me deixei levar rápido demais. Fui obrigado a mandar consertar antes que alguma coisa mais séria acontecesse.
A janela ainda viria a "quebrar" várias vezes, sem o mínimo efeito ou eu ignorava, ou mandava consertar. Não era hora.
Agora era vez do leitor de CDs desandar de vez, só pra me mostrar que nem dentro do meu próprio carro eu posso garantir o controle de tudo. Por mais trancos que eu desse, mais jeitinhos inventasse, um dia ele tocava na hora, em outros demorava mais de 40 minutos pra me deixar ouvir o que queria. Quando não fazia birra de vez e me obrigava a escutar estações de rádio.
Foi então que meu velocímetro parou pela primeira vez, no meio da estrada. Marcava 0km mesmo eu estando a 120km por hora e novamente não adiantava eu brigar, enfezar, gritar ou esmurrar o volante. O marcador indicava o número que ele bem queria. Era hora de entender que eu tinha que desacelerar, por mais que eu amasse a vida em velocidade, meu carro estava mandando eu diminuir o ritmo. Isso se repetiu várias vezes nos meses seguintes, tinham dias ou mesmo semanas que ele funcionava normalmente, mas em outros nem sequer mexia o ponteiro.
Por último foi a vez do hodômetro, agora era ele que parava de marcar os quilômetros que rodávamos, fazia 5 quilômetros e marcava apenas 100 metros. Era meu carro me dando um pouco mais de tempo. Tempo que eu preciso e que agora eu aceito.
Isso tudo me serviu pra entender que eu não controlo nada, nem mesmo meu carro, que é um conjunto de metal, plástico e conduites eu consigo prever os atos. E todos os sentimentos são sim dele, mas são sentidos através de mim, de coisas que meu inconsciente me revela quando é hora. Por isso repito:
Nunca tive, nunca vou ter e adoro não ter controle sobre o meu carro.
Pareceria algo completamente estranho a primeira vista, mas é real. Meu carro tem sentimentos. Não desses que um individuo tem por si próprio, mas daqueles em que um imputa ao outro. Eu sei que então os sentimentos não seriam dele, poderia ainda afirmar que são meus, e sou eu quem os adiciona a ele. Mas eu estaria mentindo.
Meu carro parece perceber as coisas antes de mim, mesmo antes de eu me dar conta de algo meu carro avisa. Apresenta defeitos simples, defeitos esses que me incomodam, digo mais, defeitos esses que me irritam, me colocam em um estado pleno de ira no princípio, mas a medida que sou obrigado a conviver com eles, tudo começa a fazer algum sentido.
Um leitor de CD que só funciona quando estou de bom humor, ou ainda mais, janelas que emperram quando está na hora de deixar algo entrar, e hodometros que travam quando preciso me dar mais tempo pra entender o mundo. Meu mundo.
Tudo começou a um ano e meio, quando meu rádio tinha medo que eu ficasse deprimido, começou a se recusar a tocar CDs que não fossem originais, era um traço da minha personalidade que o rádio estava adquirindo? Só poderia estar louco. Mas era de fato isso, meu rádio a partir de então só toca álbuns originais. Meu respeito e valor a arte. Até aí tudo bem, simpatizei com ele.
Depois, minha janela travou exatamente no dia em que me apaixonara pela segunda vez. Fui obrigado a entender que não precisava ter medo de rodar por aí com ela semi aberta, que poderia deixar novos ares entrarem. Estava começando a gostar disso quando tudo desandou, a janela caiu de repente e não vedava mais, me deixei levar rápido demais. Fui obrigado a mandar consertar antes que alguma coisa mais séria acontecesse.
A janela ainda viria a "quebrar" várias vezes, sem o mínimo efeito ou eu ignorava, ou mandava consertar. Não era hora.
Agora era vez do leitor de CDs desandar de vez, só pra me mostrar que nem dentro do meu próprio carro eu posso garantir o controle de tudo. Por mais trancos que eu desse, mais jeitinhos inventasse, um dia ele tocava na hora, em outros demorava mais de 40 minutos pra me deixar ouvir o que queria. Quando não fazia birra de vez e me obrigava a escutar estações de rádio.
Foi então que meu velocímetro parou pela primeira vez, no meio da estrada. Marcava 0km mesmo eu estando a 120km por hora e novamente não adiantava eu brigar, enfezar, gritar ou esmurrar o volante. O marcador indicava o número que ele bem queria. Era hora de entender que eu tinha que desacelerar, por mais que eu amasse a vida em velocidade, meu carro estava mandando eu diminuir o ritmo. Isso se repetiu várias vezes nos meses seguintes, tinham dias ou mesmo semanas que ele funcionava normalmente, mas em outros nem sequer mexia o ponteiro.
Por último foi a vez do hodômetro, agora era ele que parava de marcar os quilômetros que rodávamos, fazia 5 quilômetros e marcava apenas 100 metros. Era meu carro me dando um pouco mais de tempo. Tempo que eu preciso e que agora eu aceito.
Isso tudo me serviu pra entender que eu não controlo nada, nem mesmo meu carro, que é um conjunto de metal, plástico e conduites eu consigo prever os atos. E todos os sentimentos são sim dele, mas são sentidos através de mim, de coisas que meu inconsciente me revela quando é hora. Por isso repito:
Nunca tive, nunca vou ter e adoro não ter controle sobre o meu carro.
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quinta-feira, 20 de maio de 2010
Em busca da primavera
Eu vou engolindo os problemas, sem fazer nada sobre isso, exceto continuar. Eu estou apenas voando. Mas voa ave para onde? Ninguém sabe, ninguém. Supõem-se que para longe, num lugar mais quente.
Esse era o plano. Esse era o plano, dizia andorinha.
Primavera e Sul? Apenas neblina, não estão por aqui. Desorientou-se.
Para onde vais andorinha? Por enquanto apenas sigo, respondeu.
Pois é isso, é isso. Não quer saber para onde vai. Simplesmente não quer, entende? Mas os ventos... Os ventos não são favoráveis.
Abortar missão? Não, um segundo, por favor. Um suspiro, pára pra pensar. Andorinha volta, ela precisa voltar. Agradeço se a compreendesse, pois ao contrário disso os ventos ocidentais fazem.
Pobre andorinha.
De volta a sua casa, o manto branco da morte. Ninguém esta em casa Srta. Andorinha.
Passados alguns momentos, o frio e a neve mataram-na de desgosto. Pobre andorinha, mal sabia que sua casa havia ficado para trás.
Esse era o plano. Esse era o plano, dizia andorinha.
Primavera e Sul? Apenas neblina, não estão por aqui. Desorientou-se.
Para onde vais andorinha? Por enquanto apenas sigo, respondeu.
Pois é isso, é isso. Não quer saber para onde vai. Simplesmente não quer, entende? Mas os ventos... Os ventos não são favoráveis.
Abortar missão? Não, um segundo, por favor. Um suspiro, pára pra pensar. Andorinha volta, ela precisa voltar. Agradeço se a compreendesse, pois ao contrário disso os ventos ocidentais fazem.
Pobre andorinha.
De volta a sua casa, o manto branco da morte. Ninguém esta em casa Srta. Andorinha.
Passados alguns momentos, o frio e a neve mataram-na de desgosto. Pobre andorinha, mal sabia que sua casa havia ficado para trás.
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quinta-feira, 22 de abril de 2010
Venais 4
O amanhecer mostra que o espaço de acontecimentos, solidário apenas a matéria, faz sofrer mais uma vez justamente essa. Assim fazendo-o entender que é único, que como todos os outros tem total controle, e que sendo assim repulsa o tempo, e desentende o começo do fim. Que de fim só tem o começo.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Adveniat regnum tuum
Este blog quer formatar pensamentos, mostrando os adventos da vida moderna, entendendo-se por isso a tecnologia e o comportamento humano (mais o comportamento).
Explicar o motivo (diferente de entender) de termos tantas nuances de emoções e uma gama tão sensível de motivações, quando de fato só temos uma necessidade, viver.
Pois parece que quanto mais aumenta a velocidade das informações e os níveis de interação, mais nuances e mais motivações aparecem, e cá entre nós, quem nunca quis dar um google num livro, confessar o amor por msn ou ver fotos da viagem dos amigos antes mesmos de voltarem. Novos comportamentos para velhas vontades.
A tecnologia não traz nada diferente, apenas facilita nossa vida (tenho lá minhas dúvidas), altera nossa percepção e impacta no nosso comportamento; e é esse que pretendo explorar mais nos próximos posts. Os comportamentos que foram impactados na nossa vida moderna.
(O mundo é delimitado por lugares em que não se está, pelas coisas que não se viu e por tudo que se desconhece)
Explicar o motivo (diferente de entender) de termos tantas nuances de emoções e uma gama tão sensível de motivações, quando de fato só temos uma necessidade, viver.
Pois parece que quanto mais aumenta a velocidade das informações e os níveis de interação, mais nuances e mais motivações aparecem, e cá entre nós, quem nunca quis dar um google num livro, confessar o amor por msn ou ver fotos da viagem dos amigos antes mesmos de voltarem. Novos comportamentos para velhas vontades.
A tecnologia não traz nada diferente, apenas facilita nossa vida (tenho lá minhas dúvidas), altera nossa percepção e impacta no nosso comportamento; e é esse que pretendo explorar mais nos próximos posts. Os comportamentos que foram impactados na nossa vida moderna.
(O mundo é delimitado por lugares em que não se está, pelas coisas que não se viu e por tudo que se desconhece)
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