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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Ma como?

Id: - Se você tivesse um desejo, o que pediria?

Ego: - Paz mundial.

Id: - Tá, tá bom, é sim viu. Sério, um pedido, o que seria?

Ego: - Tô falando, paz mundial. Não tô falando daquela paz medíocre ao qual as misses se referem quando questionadas, estou falando de uma paz em todos os aspectos. Não haver mais guerras, não haver mais intolerâncias de nenhum tipo, haver uma preservação dos direitos civis, tudo isso. Ou seja, o respeito a vida acima de tudo e a preservação dos seus direitos.

Id: - Hmmm, tô sentindo uma pitada de problemas com auto aceitação. Ego, você precisa se valorizar mais, e não ficar perseguindo a paz mundial só pra se aceitar. Você pouco se importa com as outras pessoas, se elas não te julgassem, ou te repreendessem quando anda por aí igual um louco, você estaria feliz e daria de ombros pra paz mundial. Pensa nisso.

Ego: - Não. Hmmm. Pera, acho que...

Superego: - Paro a palhaçada, os dois deveriam estar dormindo AGORA. Corta já esse papinho idiota e cama, seus porra!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

i don't like to see you cry

Aqueles poucos que não se perdem, ficam frustrados buscando o eterno, eternamente. E os que não se frustam completamente tem uma fração de chance de serem felizes. E algumas vezes a felicidade perdura por mais que o tempo de um sonho. Então acaba por virar um sonho, vivido ad aeternum e deixa de ser uma vida sonhada para sempre.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Infected

I'm living other's people life,
I'm telling them some lies
exposing cries beneath their lives

To somehow me, and just me and I
search for the inner light
from the shameful and dearest eyes

But, all I get from being aside
is a huge pain in the heart,
and a bunch of tears in my eyes

And now to fullfill my engine
I need again the loving stampede
to warm me up on freezing nights.

That's all that lies within my heart,
just not sure if I'm obsessed,
but I'm blessed, to row so far.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

She says don't let go, never give up in such a wonderful life

Não sou desses que vai a festas de formatura, nem desses primeiros a confirmar idas a aniversários ou almoços de último dia. Não me importo.

Eu sou desses que gosta do óbvio, de sair pra conversar num dia comum, de escutar quando tudo é tão normal. Gosto de enxugar as lágrimas, de abraçar sem dizer nada, de apertar contra o corpo, de olhar nos olhos.

Gosto de abrir o vidro quando paro no semáforo, de dizer que não tenho nada com um sorriso.

Luto pra menosprezar a cada dia um preconceito e a cada hora um egoísmo. Não gosto do correto, da lei, ou do que é imposto. Gosto do choro e do riso. E as vezes quando parece que tudo é demais, a vida é otima, os amigos demais, as ideias idem, tenho nojo de eufemismos.

Gosto do gosto da conquista, da tensão da vitória, do grito. E a cada abrir de olhos deixo o passado pra traz, a medida que a pele morta invisível cai do meu corpo adormecido. Tenho que mudar enquanto o oxigênio envelhece minhas células, pra entender que não sou o mesmo. E tenho que ver através do vidro do espelho, pra enxergar que é igual ao de todos, o olhar que tem em mim.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Sua

É a face nua,
a carne crua,
verdade sua.

Dos versos montes,
amores ternos,
deveras grandes.

No seu semblante,
da carne crua
mentiras nuas,
de outrora um instante.

Doravante.

domingo, 27 de junho de 2010

Estações

Mais um domingo típico, amor fraterno, espaço místico. Ar, que respirar cansou. 179cm de quilos indefinidos.

E a mim, me encantam os trocadilhos, os crocodilos, e os breves lampejos, e os finos trajes de algodão. Que me acompanham desde altas noites de inverno e dias longos de verão. Olhando o mar, a forca, a fina linha tênue entre o quinto, e o quarto, e o aspecto da vida.

Dos algoritmos lúdicos, os exemplos de somas, mais luxos mais pecados sujos e límpidos astutos. Mas, mas. Mais.

Contradições das ações que impedem os corações, de amores em ventos quentes, de quentes leitos de verão. De amores frios de invernos secos, de sangues quentes, palpitações. De coração. Dos corações enfermos, de luas grandes de emoção. Da sexta alvejada parte do corpo, do torto. Do tratado.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

5 quilometros em 100 metros

Nunca tive, nunca vou ter e adoro não ter controle sobre o meu carro.

Pareceria algo completamente estranho a primeira vista, mas é real. Meu carro tem sentimentos. Não desses que um individuo tem por si próprio, mas daqueles em que um imputa ao outro. Eu sei que então os sentimentos não seriam dele, poderia ainda afirmar que são meus, e sou eu quem os adiciona a ele. Mas eu estaria mentindo.

Meu carro parece perceber as coisas antes de mim, mesmo antes de eu me dar conta de algo meu carro avisa. Apresenta defeitos simples, defeitos esses que me incomodam, digo mais, defeitos esses que me irritam, me colocam em um estado pleno de ira no princípio, mas a medida que sou obrigado a conviver com eles, tudo começa a fazer algum sentido.

Um leitor de CD que só funciona quando estou de bom humor, ou ainda mais, janelas que emperram quando está na hora de deixar algo entrar, e hodometros que travam quando preciso me dar mais tempo pra entender o mundo. Meu mundo.

Tudo começou a um ano e meio, quando meu rádio tinha medo que eu ficasse deprimido, começou a se recusar a tocar CDs que não fossem originais, era um traço da minha personalidade que o rádio estava adquirindo? Só poderia estar louco. Mas era de fato isso, meu rádio a partir de então só toca álbuns originais. Meu respeito e valor a arte. Até aí tudo bem, simpatizei com ele.

Depois, minha janela travou exatamente no dia em que me apaixonara pela segunda vez. Fui obrigado a entender que não precisava ter medo de rodar por aí com ela semi aberta, que poderia deixar novos ares entrarem. Estava começando a gostar disso quando tudo desandou, a janela caiu de repente e não vedava mais, me deixei levar rápido demais. Fui obrigado a mandar consertar antes que alguma coisa mais séria acontecesse.

A janela ainda viria a "quebrar" várias vezes, sem o mínimo efeito ou eu ignorava, ou mandava consertar. Não era hora.

Agora era vez do leitor de CDs desandar de vez, só pra me mostrar que nem dentro do meu próprio carro eu posso garantir o controle de tudo. Por mais trancos que eu desse, mais jeitinhos inventasse, um dia ele tocava na hora, em outros demorava mais de 40 minutos pra me deixar ouvir o que queria. Quando não fazia birra de vez e me obrigava a escutar estações de rádio.

Foi então que meu velocímetro parou pela primeira vez, no meio da estrada. Marcava 0km mesmo eu estando a 120km por hora e novamente não adiantava eu brigar, enfezar, gritar ou esmurrar o volante. O marcador indicava o número que ele bem queria. Era hora de entender que eu tinha que desacelerar, por mais que eu amasse a vida em velocidade, meu carro estava mandando eu diminuir o ritmo. Isso se repetiu várias vezes nos meses seguintes, tinham dias ou mesmo semanas que ele funcionava normalmente, mas em outros nem sequer mexia o ponteiro.

Por último foi a vez do hodômetro, agora era ele que parava de marcar os quilômetros que rodávamos, fazia 5 quilômetros e marcava apenas 100 metros. Era meu carro me dando um pouco mais de tempo. Tempo que eu preciso e que agora eu aceito.

Isso tudo me serviu pra entender que eu não controlo nada, nem mesmo meu carro, que é um conjunto de metal, plástico e conduites eu consigo prever os atos. E todos os sentimentos são sim dele, mas são sentidos através de mim, de coisas que meu inconsciente me revela quando é hora. Por isso repito:

Nunca tive, nunca vou ter e adoro não ter controle sobre o meu carro.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Em busca da primavera

Eu vou engolindo os problemas, sem fazer nada sobre isso, exceto continuar. Eu estou apenas voando. Mas voa ave para onde? Ninguém sabe, ninguém. Supõem-se que para longe, num lugar mais quente.

Esse era o plano. Esse era o plano, dizia andorinha.

Primavera e Sul? Apenas neblina, não estão por aqui. Desorientou-se.
Para onde vais andorinha? Por enquanto apenas sigo, respondeu.
Pois é isso, é isso. Não quer saber para onde vai. Simplesmente não quer, entende? Mas os ventos... Os ventos não são favoráveis.

Abortar missão? Não, um segundo, por favor. Um suspiro, pára pra pensar. Andorinha volta, ela precisa voltar. Agradeço se a compreendesse, pois ao contrário disso os ventos ocidentais fazem.

Pobre andorinha.

De volta a sua casa, o manto branco da morte. Ninguém esta em casa Srta. Andorinha.
Passados alguns momentos, o frio e a neve mataram-na de desgosto. Pobre andorinha, mal sabia que sua casa havia ficado para trás.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Contradições

Dando uma pausa no Hector e Sr Fox, vamos as contradições da vida.

Parado na copa do café com uma colega de trabalho (linda, loira e alta), disse brincando: - Café mancha os dentes, vc vai tomar isso?

E fui surpreendido com um: - MEU, tá tudo errado!

E saquei o porque, vc faz algo pra ser saudável, outra pra ser ecologicamente correto, outra pra ficar bonito e pronto, deixou de viver 25 anos da sua vida. Só pra exemplificar começamos uma listagem:

Açucar engorda (tá todo mundo sabe)
Sal retem líquido (é, verdade 36g = 1 litro)
Não coma gordura (bacon te amo tanto, amo vc...)
Cuidado com fibras em excesso (diminui a absorção de cálcio colega!)

Conclusão: Coma tudo sem nada! ( hospital feelings? oba, sou hipocondríaco mesmo, rehab é a nova yoga)

Tomar banho (okay, até aí é higiênico, e ainda fica cheirosinho hein, hein)
Não usar sabonetes em determinadas áreas para não alterar o PH natural da pele (até no meu banho conseguiram complicar???)
Shampoo só sem sal
Xixi no banho?! (principal da tríplice coroa, HELL YEAH)

Solução: Gaste mais tempo no banho pensando nisso, e gaste mais água??? Não! gastar mais água não. A água tá acabando poxa! (mais uma coisa inconclusiva no meu dia-a-dia. GRATO)

Não tomar café
Não tomar coca-cola
Tomar café e coca-cola pra ficar acordado, tomar café com coca-cola.

Ai porra, que confusão. E aí tomo ou não cafeína?

Conclusão final: Nenhuma.

Qualquer dúvida entre em contato
Obrigado
abs!

Rodolfo arouca!

sexta-feira, 23 de maio de 2008

iPhones are so last week

iPhone é coisa do passado, beleza as funcionalidades são novas, mas e as necessidades atendidas? São as mesmas de sempre, as mesmas do último smartphone, do último carro de luxo, e do pigmento vermelho do pau-brasil (na sua época de sucesso, claro).

Os motivos mudam, com o tempo, com as facilidades que aparecem, com os estilos de vida.

Qual carro ter, quantas roupas, em que restaurantes comer, como saberemos o quanto ter de cada coisa? Não temos como saber e de quebra a propaganda só faz com que queiramos mais, transforma nossas pequenas necessidades em desejos incontroláveis.

Mas também não sei até que ponto manipular é possível, okay. Ninguém compra algo sem querer, sem ter julgado importante nem por um momento. E quem dera a propaganda tivesse todo esse poder (a vida dos publicitários seria muito mais fácil). Na maior parte das vezes o que vale mesmo é o boca a boca, o senso comum. A propaganda diz que o iPhone é legal, tá! Mas quem dá veracidade para isso são as reportagens, seus amigos, seu cunhado, o artista legal, o super empresário. Todo mundo que te interessa!

E o motivo não é o mesmo pra todo mundo, nesse caso pode ser desde medo, vergonha até vaidade. Todos afunilando para as mesmas necessidades, status (emocional) e ou praticidade (funcional). E justamente por ter esses dois fatores, o emocional e o funcional é que ele é tão desejado. Pois pode-se comprar devido a um impulso oriundo de um motivo que gerou uma necessidade emocional, e para fechar ainda ter uma base funcional que justifique a compra (o contrário também existe, funcional com justificativa emocional).

Tira-se a vergonha de se adquirir algo apenas para se destacar, pois o iPhone é mais, é inovador, possui features diferenciadas. E é um Apple (com reconhecida qualidade e design superior).


Para mim o iPhone é muito parecido com Omo, traz conforto na compra, no uso, e na reputação intrínseca.

Ps: Nem flash para a câmera ele tem!