quinta-feira, 22 de abril de 2010
Venais 4
O amanhecer mostra que o espaço de acontecimentos, solidário apenas a matéria, faz sofrer mais uma vez justamente essa. Assim fazendo-o entender que é único, que como todos os outros tem total controle, e que sendo assim repulsa o tempo, e desentende o começo do fim. Que de fim só tem o começo.
Hector e Sr. Fox - Matemática ou parte 7
Das línguas diversas Sr. Fox aprendeu muita coisa, aprendeu a contar por exemplo. É aqui que tudo começa a ficar contraditório, o porque nem mesmo eu que sempre estive lá sei.
Hector e Sr. Fox - Breve período de transição ou capítulo 6 (cont)
Como dizia, Vida e Alma eram as que mais estavam presentes na vida do Sr. Fox. Afinal eram suas irmãs.
Depois de muito tempo, Sr. Fox entendeu do que se tratava, imagina alguém que você está acostumado a ver todos os dias da sua vida. Com quem conversa, com quem confessa, em quem sabe que pode confiar. Era exatamente isso, Hector era um amigo, um irmão, um agregado na família.
Que mesmo sem o mesmo sangue, dividia as mesmas ideias. Mas porque isso tomava tanto espaço em sua cabeça? Era a segurança. A segurança de ter um amigo que sem ser da família, não se preocuparia tanto na integridade física ou moral, mas que por compartilhar dos mesmos valores tornava a conversa interessante e alentadora.
Pronto era isso, era a insegurança. Como um amigo de longa data era então trocado por uma modelo. Que assuntos deveriam ter em comum? Nenhum de fato.
Justamente por isso a conversa era tão interessante. Hector e S.h. podiam discutir horas a fio sem ao menos chegarem a alguma conclusão, sem nem mesmo saber de onde começaram ou pra onde estavam indo. Mas algumas coisas eles sabiam.
Hector por exemplo sabia que o sorriso escondido debaixo dos lábios da menina era sincero. E S.h. sabia que frente a ela se encontrava alguém de coragem indestrutível. Mas Hector sabia mais, sabia que a pele da amada era suave, que seus cabelos eram da mais perfeita linha de seda. Sabia que qualquer piada contada por ela poderia alegrar sua semana inteira, e que aquele olhar se contivesse uma lágrima, lhe cortaria a alma.
Enfim Hector e S.h. estavam se conhecendo, e foi no primeiro toque de mãos que uma coisa diferente aconteceu. Hector pela primeira vez na vida percebeu seu coração batendo, não que ele não pulsasse antes, mas era a primeira vez que ele batia. Parecia lhe estourar o peito, a respiração aumentava para dar conta da nova função.
Era toda a descarga de adrenalina que ele nunca havia sentido, era toda a segurança que ela nunca havia vivido. Era algo novo, era ****, ou algo parecido.
Voltando ao Sr. Fox, esse agora se enterrava em livros, em línguas diversas, essas conhecidas, desconhecidas e as nunca antes imaginadas. Ele estava em uma realidade paralela, mas extremamente consciente da vida real. O problema era que Sr. Fox não se conhecia. Era isso! Sr. Fox tinha então no amigo alguém com quem não precisava se conhecer, não precisava se mostrar, Hector olhava pro amigo e entendia. Foram criados desde sempre juntos oras.
Então Sr. Fox entendeu que pra poder seguir deveria adquirir confiança, saber quem era e o que lhe importava. Começa então a busca de si mesmo. Extremamente clichê, mas afinal, todo clichê tem um fundamento. É a exteriorização do pensamento comum à massa humana. Há sociedade, única dúvida.
Depois de muito tempo, Sr. Fox entendeu do que se tratava, imagina alguém que você está acostumado a ver todos os dias da sua vida. Com quem conversa, com quem confessa, em quem sabe que pode confiar. Era exatamente isso, Hector era um amigo, um irmão, um agregado na família.
Que mesmo sem o mesmo sangue, dividia as mesmas ideias. Mas porque isso tomava tanto espaço em sua cabeça? Era a segurança. A segurança de ter um amigo que sem ser da família, não se preocuparia tanto na integridade física ou moral, mas que por compartilhar dos mesmos valores tornava a conversa interessante e alentadora.
Pronto era isso, era a insegurança. Como um amigo de longa data era então trocado por uma modelo. Que assuntos deveriam ter em comum? Nenhum de fato.
Justamente por isso a conversa era tão interessante. Hector e S.h. podiam discutir horas a fio sem ao menos chegarem a alguma conclusão, sem nem mesmo saber de onde começaram ou pra onde estavam indo. Mas algumas coisas eles sabiam.
Hector por exemplo sabia que o sorriso escondido debaixo dos lábios da menina era sincero. E S.h. sabia que frente a ela se encontrava alguém de coragem indestrutível. Mas Hector sabia mais, sabia que a pele da amada era suave, que seus cabelos eram da mais perfeita linha de seda. Sabia que qualquer piada contada por ela poderia alegrar sua semana inteira, e que aquele olhar se contivesse uma lágrima, lhe cortaria a alma.
Enfim Hector e S.h. estavam se conhecendo, e foi no primeiro toque de mãos que uma coisa diferente aconteceu. Hector pela primeira vez na vida percebeu seu coração batendo, não que ele não pulsasse antes, mas era a primeira vez que ele batia. Parecia lhe estourar o peito, a respiração aumentava para dar conta da nova função.
Era toda a descarga de adrenalina que ele nunca havia sentido, era toda a segurança que ela nunca havia vivido. Era algo novo, era ****, ou algo parecido.
Voltando ao Sr. Fox, esse agora se enterrava em livros, em línguas diversas, essas conhecidas, desconhecidas e as nunca antes imaginadas. Ele estava em uma realidade paralela, mas extremamente consciente da vida real. O problema era que Sr. Fox não se conhecia. Era isso! Sr. Fox tinha então no amigo alguém com quem não precisava se conhecer, não precisava se mostrar, Hector olhava pro amigo e entendia. Foram criados desde sempre juntos oras.
Então Sr. Fox entendeu que pra poder seguir deveria adquirir confiança, saber quem era e o que lhe importava. Começa então a busca de si mesmo. Extremamente clichê, mas afinal, todo clichê tem um fundamento. É a exteriorização do pensamento comum à massa humana. Há sociedade, única dúvida.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Contradições
Dando uma pausa no Hector e Sr Fox, vamos as contradições da vida.
Parado na copa do café com uma colega de trabalho (linda, loira e alta), disse brincando: - Café mancha os dentes, vc vai tomar isso?
E fui surpreendido com um: - MEU, tá tudo errado!
E saquei o porque, vc faz algo pra ser saudável, outra pra ser ecologicamente correto, outra pra ficar bonito e pronto, deixou de viver 25 anos da sua vida. Só pra exemplificar começamos uma listagem:
Açucar engorda (tá todo mundo sabe)
Sal retem líquido (é, verdade 36g = 1 litro)
Não coma gordura (bacon te amo tanto, amo vc...)
Cuidado com fibras em excesso (diminui a absorção de cálcio colega!)
Conclusão: Coma tudo sem nada! ( hospital feelings? oba, sou hipocondríaco mesmo, rehab é a nova yoga)
Tomar banho (okay, até aí é higiênico, e ainda fica cheirosinho hein, hein)
Não usar sabonetes em determinadas áreas para não alterar o PH natural da pele (até no meu banho conseguiram complicar???)
Shampoo só sem sal
Xixi no banho?! (principal da tríplice coroa, HELL YEAH)
Solução: Gaste mais tempo no banho pensando nisso, e gaste mais água??? Não! gastar mais água não. A água tá acabando poxa! (mais uma coisa inconclusiva no meu dia-a-dia. GRATO)
Não tomar café
Não tomar coca-cola
Tomar café e coca-cola pra ficar acordado, tomar café com coca-cola.
Ai porra, que confusão. E aí tomo ou não cafeína?
Conclusão final: Nenhuma.
Qualquer dúvida entre em contato
Obrigado
abs!
Rodolfo arouca!
Parado na copa do café com uma colega de trabalho (linda, loira e alta), disse brincando: - Café mancha os dentes, vc vai tomar isso?
E fui surpreendido com um: - MEU, tá tudo errado!
E saquei o porque, vc faz algo pra ser saudável, outra pra ser ecologicamente correto, outra pra ficar bonito e pronto, deixou de viver 25 anos da sua vida. Só pra exemplificar começamos uma listagem:
Açucar engorda (tá todo mundo sabe)
Sal retem líquido (é, verdade 36g = 1 litro)
Não coma gordura (bacon te amo tanto, amo vc...)
Cuidado com fibras em excesso (diminui a absorção de cálcio colega!)
Conclusão: Coma tudo sem nada! ( hospital feelings? oba, sou hipocondríaco mesmo, rehab é a nova yoga)
Tomar banho (okay, até aí é higiênico, e ainda fica cheirosinho hein, hein)
Não usar sabonetes em determinadas áreas para não alterar o PH natural da pele (até no meu banho conseguiram complicar???)
Shampoo só sem sal
Xixi no banho?! (principal da tríplice coroa, HELL YEAH)
Solução: Gaste mais tempo no banho pensando nisso, e gaste mais água??? Não! gastar mais água não. A água tá acabando poxa! (mais uma coisa inconclusiva no meu dia-a-dia. GRATO)
Não tomar café
Não tomar coca-cola
Tomar café e coca-cola pra ficar acordado, tomar café com coca-cola.
Ai porra, que confusão. E aí tomo ou não cafeína?
Conclusão final: Nenhuma.
Qualquer dúvida entre em contato
Obrigado
abs!
Rodolfo arouca!
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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Hector e Sr. Fox - Breve capítulo de transição ou parte 6
De breve esse capítulo não tem nada. É apenas um monte de coisa reunida, sem muito sentido.
É cada lembrança dos dois que não existe mais, mas é cada amigo como André e Lucas que revive cada sentimento. Sem ao menos saber que no fundo algumas pessoas querem tudo isso de volta, em especial Vida e Alma.
As irmãs são quem acabam figurando esse capítulo quase todinho, que de quase não tem nada, acaba tomando a maior parte do texto. Porque ainda por cima devemos aceitar, que o período de tansição é na verdade a maior parte de nossas vidas, sempre temos que aceitar algo, sempre temos que entender algo.
Bom mais esse capítulo não fala de mim. Fala de um monte de gente, um monte de gente que Sr. Fox conheceu com o namoro do amigo. Do tempo que passou sozinho no espaço de tempo entre o começo e o final de namoro de Hector. (depois continuo)
É cada lembrança dos dois que não existe mais, mas é cada amigo como André e Lucas que revive cada sentimento. Sem ao menos saber que no fundo algumas pessoas querem tudo isso de volta, em especial Vida e Alma.
As irmãs são quem acabam figurando esse capítulo quase todinho, que de quase não tem nada, acaba tomando a maior parte do texto. Porque ainda por cima devemos aceitar, que o período de tansição é na verdade a maior parte de nossas vidas, sempre temos que aceitar algo, sempre temos que entender algo.
Bom mais esse capítulo não fala de mim. Fala de um monte de gente, um monte de gente que Sr. Fox conheceu com o namoro do amigo. Do tempo que passou sozinho no espaço de tempo entre o começo e o final de namoro de Hector. (depois continuo)
Hector e Sr. Fox - O namoro ou Parte 5
Hector namora, a gente já sabe. Mas o quanto isso machuca Sr. Fox, ah! Isso é novidade. Sr. Fox disfarça, finge que está tudo bem, vez ou outra até conversa com Hector, apenas para vomitar depois. Hector namora.
A menina mais linda da cidade, sente vergonha, sente muito. Algumas senhoras de meia idade sentem que ela é a última a ser tão linda, depois disso deus há de impedir tal sacrilégio.
Mas era muito tempo, pouca gente. Aqueles primeiros 5 dias matavam Sr. Fox. Ele ocupava seu tempo com jogos, com estratégias de xadrez, com a falta de amor dos pais, dos dois. Era tudo culpa.
Sr. Fox com olheiras enormes finge amar a vida, mas desde que se sente tão sozinho não entende nem sequer sua própria alma (dessas que a gente conhece mesmo, mas uma de suas irmãs gêmeas). Mas falando em suas irmãs gêmeas pode-se dizer que Vida ajudou muito o irmão.
Como já comentei Sr. Fox era muito sozinho e ainda agora sem o amigo, se sentira ainda pior. Nem Vida nem o sucesso de S.h. eram o suficiente para distrair tal garoto. Ele até tentava.
Seus irmãos ajudavam, e com isso Sr. Fox ficou um tempo longe dos holofotes da cidade, cerca de 1 ano (não sei se já disse, mas Sr. Fox era da família mais rica da cidade) e ser da família mais rica mais era um fardo que uma vantagem. Ele fugia dos próprios pais.
Sr. Fox viveu o pior ano de sua vida, com Hector longe, e sem nenhum amigo perto ao não ser Vida que se aproximara tanto nesse momento, ***** não podia sequer tentar algo diferente. Com tantos holofotes, Sr. Fox agora era uma celebridade das redes sociais. Culpa do tempo de sobra em suas mãos.
O garoto de apenas 15 anos era um gênio, era um fato não havia como resistir. Cada estratégia que ele inventava era mais inusitada. A primeira empresa que contratou seus serviços foi a padaria do bairro. Seguida pela maior loja de departamentos e pelo shopping, seu primeiro grande cliente. E sem comentar que foi com o shopping que conseguiu destaque abrangente, e conquistou sua primeira conta nacionail.
Era uma conta simples, uma loja de departamentos com grande visão de futuro. Algo tão novo que fosse o suficiente pra fechar seus olhos para o sofrimento, e para pagar suas parcas contas.
Hector vivia uma vida estranha, diferente, sem amigos. Enquanto Sr. Fox vivia algo como uma bronca perene, sempre escutando algo que não gostasse. Era na verdade uma enorme auto crítica.
Mas para não fugir ao tema, na verdade era uma falta de emoção, que Hector até tentava disfarçar, mas não conseguia.
Hector respirava, mas parecia que nenhuma molécula de oxigênio entrava em seu corpo, era um ato mecânico. Sem nenhuma interferência nas necessidades mundanas. Algo puro como tudo que sentia, pela humanidade, na verdade não sabia ao certo.
Ah! Essa humanidade, que coisa mais horrivel, se pudesse contar nas mãos nem sequer precisaria. Sabia que havia no mundo apenas um em quem acreditava sem questionar: Lucas.
Lucas tinha a mesma idade dos dois, e desde a segunda série era amigo de ambos, até a festa de quinze anos. Nessa Lucas teve que tomar algum partido, e tomou o da verdade. Lucas terminou amizade com ambos.
Lucas deveria ser uma das poucas pessoas que sabia que os dois não tinham apenas uma amizade, mas uma relação de dependencia. Sr. Fox sofria na verdade porque Hector não estava mais sempre lá.
Mas uma vantagem que Sr. Fox conseguiu extrair foi a sorte, sorte de escrita. Agora André patrocina os posts e tudo o mais que Sr. Fox produzia, que diga-se de passagem não é pouco.
Sr. Fox começou a escrever pois corria, e para correr há de se pensar, para pensar há de existir algo. E esse algo no caso era a vida (não a irmã gêmea, mas sim o espaço de tempo).
Bom, Hector infeliz namora S.h, a 10 meses. E ela não sabe mais o que quer. Hector confuso acha que namora a modelo, acha sem saber!
A menina mais linda da cidade, sente vergonha, sente muito. Algumas senhoras de meia idade sentem que ela é a última a ser tão linda, depois disso deus há de impedir tal sacrilégio.
Mas era muito tempo, pouca gente. Aqueles primeiros 5 dias matavam Sr. Fox. Ele ocupava seu tempo com jogos, com estratégias de xadrez, com a falta de amor dos pais, dos dois. Era tudo culpa.
Sr. Fox com olheiras enormes finge amar a vida, mas desde que se sente tão sozinho não entende nem sequer sua própria alma (dessas que a gente conhece mesmo, mas uma de suas irmãs gêmeas). Mas falando em suas irmãs gêmeas pode-se dizer que Vida ajudou muito o irmão.
Como já comentei Sr. Fox era muito sozinho e ainda agora sem o amigo, se sentira ainda pior. Nem Vida nem o sucesso de S.h. eram o suficiente para distrair tal garoto. Ele até tentava.
Seus irmãos ajudavam, e com isso Sr. Fox ficou um tempo longe dos holofotes da cidade, cerca de 1 ano (não sei se já disse, mas Sr. Fox era da família mais rica da cidade) e ser da família mais rica mais era um fardo que uma vantagem. Ele fugia dos próprios pais.
Sr. Fox viveu o pior ano de sua vida, com Hector longe, e sem nenhum amigo perto ao não ser Vida que se aproximara tanto nesse momento, ***** não podia sequer tentar algo diferente. Com tantos holofotes, Sr. Fox agora era uma celebridade das redes sociais. Culpa do tempo de sobra em suas mãos.
O garoto de apenas 15 anos era um gênio, era um fato não havia como resistir. Cada estratégia que ele inventava era mais inusitada. A primeira empresa que contratou seus serviços foi a padaria do bairro. Seguida pela maior loja de departamentos e pelo shopping, seu primeiro grande cliente. E sem comentar que foi com o shopping que conseguiu destaque abrangente, e conquistou sua primeira conta nacionail.
Era uma conta simples, uma loja de departamentos com grande visão de futuro. Algo tão novo que fosse o suficiente pra fechar seus olhos para o sofrimento, e para pagar suas parcas contas.
Hector vivia uma vida estranha, diferente, sem amigos. Enquanto Sr. Fox vivia algo como uma bronca perene, sempre escutando algo que não gostasse. Era na verdade uma enorme auto crítica.
Mas para não fugir ao tema, na verdade era uma falta de emoção, que Hector até tentava disfarçar, mas não conseguia.
Hector respirava, mas parecia que nenhuma molécula de oxigênio entrava em seu corpo, era um ato mecânico. Sem nenhuma interferência nas necessidades mundanas. Algo puro como tudo que sentia, pela humanidade, na verdade não sabia ao certo.
Ah! Essa humanidade, que coisa mais horrivel, se pudesse contar nas mãos nem sequer precisaria. Sabia que havia no mundo apenas um em quem acreditava sem questionar: Lucas.
Lucas tinha a mesma idade dos dois, e desde a segunda série era amigo de ambos, até a festa de quinze anos. Nessa Lucas teve que tomar algum partido, e tomou o da verdade. Lucas terminou amizade com ambos.
Lucas deveria ser uma das poucas pessoas que sabia que os dois não tinham apenas uma amizade, mas uma relação de dependencia. Sr. Fox sofria na verdade porque Hector não estava mais sempre lá.
Mas uma vantagem que Sr. Fox conseguiu extrair foi a sorte, sorte de escrita. Agora André patrocina os posts e tudo o mais que Sr. Fox produzia, que diga-se de passagem não é pouco.
Sr. Fox começou a escrever pois corria, e para correr há de se pensar, para pensar há de existir algo. E esse algo no caso era a vida (não a irmã gêmea, mas sim o espaço de tempo).
Bom, Hector infeliz namora S.h, a 10 meses. E ela não sabe mais o que quer. Hector confuso acha que namora a modelo, acha sem saber!
Hector e Sr. Fox - Hector namora ou Parte 4
Hector começa a namorar, bem digamos que não foi algo muito sensato, mas é uma realidade. Hector e Sr. Fox estavam na época com 15 anos.
Lembra que eu disse que não sabia o porque de no terceiro aniversário juntos eles brigarem e Hector quebrar o óculos do Sr. Fox com um copo de creme de leite fresco? Então. Todo mundo sabia o motivo, mas a gente fingia que não. E esse foi o principal motivo.
Eu sinceramente não gosto dessa parte da história, mas tenho que aceitar que é necessária. Lembram da garota modelo da escola, que o Hector havia amarelado quando tinha cerca de doze anos? S.h. bem, ela continuou gostando dele em segredo pelos próximos 3 anos, antes de se declarar.
O que aconteceu é que S.h. era mais velha e tinha passado uma temporada toda em milão e outra em Nova York, e era récem chegada de volta ao Brasil.
Bom melhor começar do começo. No dia que Hector não conseguiu beijar S.h. e foi correndo para o Sr Fox.
No dia seguinte aquele turbilhão de emoções, Hector e Sr. Fox dormiam e nem desconfiavam da tramóia que se armava no quarto ao lado, Vida e Alma iriam atacar em pouco tempo. Hector era um velho conhecido da família, as gêmeas tinham liberdade até demais com ele, tratavam-o como irmão.
Vida nas pontas dos pés flutuou até o quarto do irmão, se curvou frente a porta e espiou pela fechadura, alguns raios de sol invadiam o quarto, não deveria ser mais que sete da manhã. Os dois garotos dormindo nem sequer imaginavam a movimentação traquina do lado de fora. Vida se encheu de si mesma e com um grito ensurdecedor correu pra dentro do quarto.
Risos de crianças e xingamentos mau humorados transbordavam do quarto. Hector foi o primeiro atacado, era o alvo principal de Alma que num sopetão partiu na frente da irmã e pulou no convidado.
Hector mal sonhava quando um pé se chocou contra suas costas, era Alma pisoteando e rindo por sobre ele. Mas o garoto adora aquelas duas, tão cheias de alegria, sempre armavam algo para surpreender o irmão. E como a visita de Hector era frequente, frequentemente vislumbrava aquelas cenas.
Mas as gêmeas logo foram pegas por Caio, que também acordava cedo, e fora atraído por aquele barulho delicioso de brincadeira. Caio era bem mais velho que as pequenas e bancando o monstro entrou no quarto gritando, pegou Vida no braço direito e Alma no esquerdo, e com as duas pequenas saiu do quarto aos berros.
Mas enfim, toda essa gritaria fora o suficiente pro Sr. Fox ter um imenso mau humor matinal, grunhindo seis palavras se levantou coçou a bunda (me desculpem mas isso é um fato, Sr. Fox fez isso) e foi até o banheiro, trancou a porta e um imenso silêncio pairou no quarto. Hector apenas se ergueu e cruzando as pernas sobre uma enorme almofada ficou imóvel, enquanto esperava o amigo.
Sr. Fox foi rápido, saiu do banheiro em pouco tempo ainda com a cara molhada, e um cheiro enorme de verbena. Hector adorava aquele cheiro, correu pro banheiro alegando estar apertado, mentira, queria mesmo era se lavar com aquele cheiro maravilhoso. O garoto se demorou dez minutos no banheiro e saiu todo molhado mas com um sorriso enorme no rosto.
Sr. Fox já havia colocado uma bermuda e o esperava sentado na cama. Os dois se comprimentaram com um olhar e sem trocar uma palavra desceram os 27 degraus de escada até a cozinha, estavam prontos para o café da manhã.
Mas isso foi o dia seginte, voltando agora ao namoro de Hector.
S.h. virou enfim uma modelo "profissional" aos 13 anos, se é que pode-se dizer isso à alguém nessa idade. Mas a menina já recebia ofertas de fora do país, que só foi aceitar 2 anos mais tarde. S.h. aos 15 sim era uma modelo profissional, desfilava na sua primeira New York Fashion Week. Mas em cada sorriso da garota e em cada olhar enigmático, era possível ver a determinação e a necessidade.
Necessidade desde afetiva a monetária, só pensava nas irmãs que deixará no Brasil, mas isso não era o suficiente de afastar S.h. de ser a mais nova brasileira a pisar numa passarela de Nova York (dizem que houve uma russa que mentiu a idade, mas não se sabe ao certo).
Mas algum tempo depois com a doença da mãe, S.h. e a tia Anita tiveram que voltar para o Brasil. A modelo não suportaria estar longe da mãe em uma hora dessas, mesmo com tia Anita insistindo que seria apenas um resfriado comum. S.h. temia.
Voltou ao Brasil seis meses depois de completar 16 anos, e tentando voltando ao ritmo habitual de uma criançã dessa idade, a mulher-modelo se matriculou no mesmo colégio, revendo seus colegas de classe logo no começo do ano. Dentre seus colegas de classe e fans estava Hector.
(S.h. ficará sem estudar um ano, e como Hector era adiantado ambos cairam na mesma classe. Obra do destino ou da matemática, os dois se reencontraram)
E foi na festa de aniversário de 15 anos de Hector e Sr. Fox que S.h. deu seu primeiro beijo, a menina havia negado seus desejos e sonhos infantis para seguir uma carreira séria, e por isso mesmo aos 17 anos nunca havia tocado outros lábios. Ao contrário do que as colegas de classe gritavam aos corredores.
Hector havia brilhado olhos aos ver S.h. entrando no Buffet, sorriu e sem graça derrubou um pedaço de coxinha no chão. Ah! Era o amor. Hector não conseguiria dizer o próprio nome naquele momento (não que eu ache isso, mas um menino Lucas vendo a cena fez-lhe a pergunta. Sem resposta).
O menino estava perplexo, boquiaberto (sim com aquele frango ainda mal mastigado na boca, que tratou de engolir em cinco segundos) cumprimentou a modelo e sem pestanejar a acompanhou até a parte de fora do salão. Pegou-lhe a mão para começar a dizer o quanto ela estava linda e como ele havia acompanhado a carreira dela a distância. Mas S.h. calou-o com um beijo, e pela primeira fez uma língua estranha lhe invadiu a boca.
Hector não entendeu nada, ele só sabe que gostou. E muito. Gostou o suficiente pra se "apaixonar". Maldita hora do parabéns, Sr. Fox percorria o salão soltando fogo pelas ventas quando encontrou o outro aniversariante de namorico. Ah! Sr. Fox ficou puto, correu até a varanda tomando um atalho pela cozinha. Hector quase entendeu o que estava acontecendo, quando fora subitamente puxado pela mão e arrastado no caminho de volta.
Nesse momento Hector agarrando o primeiro "qualquer coisa" atingiu Sr. Fox bem nos óculos, e como em câmera lenta os estilhaços das lentes se espalharam pelo chão. Creme de leite, vidro e poliuretano se misturavam.
Sr. Fox nervoso fechou a mão e novamente em câmera lenta derrubou o então ex-amigo. Os garçons corriam de um lado pro outro, alguns pra atiçar mais brigas, poucos para separar. O furdunço continuou por 5 minutos até S.h. sumir da festa.
Hector e Sr. Fox não se falaram por 1 ano, e o primeiro bravamente defendeu S.h., sua namorada por 11 meses.
Lembra que eu disse que não sabia o porque de no terceiro aniversário juntos eles brigarem e Hector quebrar o óculos do Sr. Fox com um copo de creme de leite fresco? Então. Todo mundo sabia o motivo, mas a gente fingia que não. E esse foi o principal motivo.
Eu sinceramente não gosto dessa parte da história, mas tenho que aceitar que é necessária. Lembram da garota modelo da escola, que o Hector havia amarelado quando tinha cerca de doze anos? S.h. bem, ela continuou gostando dele em segredo pelos próximos 3 anos, antes de se declarar.
O que aconteceu é que S.h. era mais velha e tinha passado uma temporada toda em milão e outra em Nova York, e era récem chegada de volta ao Brasil.
Bom melhor começar do começo. No dia que Hector não conseguiu beijar S.h. e foi correndo para o Sr Fox.
No dia seguinte aquele turbilhão de emoções, Hector e Sr. Fox dormiam e nem desconfiavam da tramóia que se armava no quarto ao lado, Vida e Alma iriam atacar em pouco tempo. Hector era um velho conhecido da família, as gêmeas tinham liberdade até demais com ele, tratavam-o como irmão.
Vida nas pontas dos pés flutuou até o quarto do irmão, se curvou frente a porta e espiou pela fechadura, alguns raios de sol invadiam o quarto, não deveria ser mais que sete da manhã. Os dois garotos dormindo nem sequer imaginavam a movimentação traquina do lado de fora. Vida se encheu de si mesma e com um grito ensurdecedor correu pra dentro do quarto.
Risos de crianças e xingamentos mau humorados transbordavam do quarto. Hector foi o primeiro atacado, era o alvo principal de Alma que num sopetão partiu na frente da irmã e pulou no convidado.
Hector mal sonhava quando um pé se chocou contra suas costas, era Alma pisoteando e rindo por sobre ele. Mas o garoto adora aquelas duas, tão cheias de alegria, sempre armavam algo para surpreender o irmão. E como a visita de Hector era frequente, frequentemente vislumbrava aquelas cenas.
Mas as gêmeas logo foram pegas por Caio, que também acordava cedo, e fora atraído por aquele barulho delicioso de brincadeira. Caio era bem mais velho que as pequenas e bancando o monstro entrou no quarto gritando, pegou Vida no braço direito e Alma no esquerdo, e com as duas pequenas saiu do quarto aos berros.
Mas enfim, toda essa gritaria fora o suficiente pro Sr. Fox ter um imenso mau humor matinal, grunhindo seis palavras se levantou coçou a bunda (me desculpem mas isso é um fato, Sr. Fox fez isso) e foi até o banheiro, trancou a porta e um imenso silêncio pairou no quarto. Hector apenas se ergueu e cruzando as pernas sobre uma enorme almofada ficou imóvel, enquanto esperava o amigo.
Sr. Fox foi rápido, saiu do banheiro em pouco tempo ainda com a cara molhada, e um cheiro enorme de verbena. Hector adorava aquele cheiro, correu pro banheiro alegando estar apertado, mentira, queria mesmo era se lavar com aquele cheiro maravilhoso. O garoto se demorou dez minutos no banheiro e saiu todo molhado mas com um sorriso enorme no rosto.
Sr. Fox já havia colocado uma bermuda e o esperava sentado na cama. Os dois se comprimentaram com um olhar e sem trocar uma palavra desceram os 27 degraus de escada até a cozinha, estavam prontos para o café da manhã.
Mas isso foi o dia seginte, voltando agora ao namoro de Hector.
S.h. virou enfim uma modelo "profissional" aos 13 anos, se é que pode-se dizer isso à alguém nessa idade. Mas a menina já recebia ofertas de fora do país, que só foi aceitar 2 anos mais tarde. S.h. aos 15 sim era uma modelo profissional, desfilava na sua primeira New York Fashion Week. Mas em cada sorriso da garota e em cada olhar enigmático, era possível ver a determinação e a necessidade.
Necessidade desde afetiva a monetária, só pensava nas irmãs que deixará no Brasil, mas isso não era o suficiente de afastar S.h. de ser a mais nova brasileira a pisar numa passarela de Nova York (dizem que houve uma russa que mentiu a idade, mas não se sabe ao certo).
Mas algum tempo depois com a doença da mãe, S.h. e a tia Anita tiveram que voltar para o Brasil. A modelo não suportaria estar longe da mãe em uma hora dessas, mesmo com tia Anita insistindo que seria apenas um resfriado comum. S.h. temia.
Voltou ao Brasil seis meses depois de completar 16 anos, e tentando voltando ao ritmo habitual de uma criançã dessa idade, a mulher-modelo se matriculou no mesmo colégio, revendo seus colegas de classe logo no começo do ano. Dentre seus colegas de classe e fans estava Hector.
(S.h. ficará sem estudar um ano, e como Hector era adiantado ambos cairam na mesma classe. Obra do destino ou da matemática, os dois se reencontraram)
E foi na festa de aniversário de 15 anos de Hector e Sr. Fox que S.h. deu seu primeiro beijo, a menina havia negado seus desejos e sonhos infantis para seguir uma carreira séria, e por isso mesmo aos 17 anos nunca havia tocado outros lábios. Ao contrário do que as colegas de classe gritavam aos corredores.
Hector havia brilhado olhos aos ver S.h. entrando no Buffet, sorriu e sem graça derrubou um pedaço de coxinha no chão. Ah! Era o amor. Hector não conseguiria dizer o próprio nome naquele momento (não que eu ache isso, mas um menino Lucas vendo a cena fez-lhe a pergunta. Sem resposta).
O menino estava perplexo, boquiaberto (sim com aquele frango ainda mal mastigado na boca, que tratou de engolir em cinco segundos) cumprimentou a modelo e sem pestanejar a acompanhou até a parte de fora do salão. Pegou-lhe a mão para começar a dizer o quanto ela estava linda e como ele havia acompanhado a carreira dela a distância. Mas S.h. calou-o com um beijo, e pela primeira fez uma língua estranha lhe invadiu a boca.
Hector não entendeu nada, ele só sabe que gostou. E muito. Gostou o suficiente pra se "apaixonar". Maldita hora do parabéns, Sr. Fox percorria o salão soltando fogo pelas ventas quando encontrou o outro aniversariante de namorico. Ah! Sr. Fox ficou puto, correu até a varanda tomando um atalho pela cozinha. Hector quase entendeu o que estava acontecendo, quando fora subitamente puxado pela mão e arrastado no caminho de volta.
Nesse momento Hector agarrando o primeiro "qualquer coisa" atingiu Sr. Fox bem nos óculos, e como em câmera lenta os estilhaços das lentes se espalharam pelo chão. Creme de leite, vidro e poliuretano se misturavam.
Sr. Fox nervoso fechou a mão e novamente em câmera lenta derrubou o então ex-amigo. Os garçons corriam de um lado pro outro, alguns pra atiçar mais brigas, poucos para separar. O furdunço continuou por 5 minutos até S.h. sumir da festa.
Hector e Sr. Fox não se falaram por 1 ano, e o primeiro bravamente defendeu S.h., sua namorada por 11 meses.
domingo, 31 de janeiro de 2010
Hector e Sr. Fox - Alcatéia ou parte 3
Não sei se era a lua cheia, ou o cheiro de dama da noite. Mas era certo que nessas noites Hector ficava ainda mais esquisito que o normal (se é que se poderia definir por normal algo vindo do Hector, mas naquela época eu ainda não sabia disso, talvez nem mesmo ele soubesse).
Mas enfim, o que vou contar vem de uma certa noite, numa certa localidade perto da casa do Sr. Fox.
Correndo pelo caminho de pequenos blocos de cimento, envoltos por toda aquela grama do majestoso (majestoso talvez não, mas certamente grandioso) jardim da casa dos Fox vinha Hector.
Os poucos minutos ofegante desviando dos pinheiros retorcidos pareceram uma eternidade. Hector estava acostumado a correr, mas não a ter seu coração tão acelerado assim. Precisava contar tudo para o Sr. Fox, e precisava disso rápido.
Sr. Fox dormindo não imaginava o que se passava a poucos metros dalí, na verdade não estava bem dormindo, estava sim era deitado. Sr. Fox não dorme bem desde pequeno e foram poucas as vezes que dormiu sozinho no escuro, mas conto melhor disso depois.
Hector tinha uma altura consideravel para seus 12 anos, e era o suficiente para se puxar pela mão na grade de plantas do muro principal e pular pra dentro do terreno do casarão. Descendo pela continuação da grade sem fazer alarde.
Não sei como explicar exatamente essa grade, era um desenho do estágiário de arquitetura Pedro, algo realmente interessante e com muitas linhas retas. Quadriculado com cerca de um metro de largura que começava na parte de dentro do muro, logo ao lado do portão da frente. Subia até o alto e continuava do outro lado até cerca de 1,80m do solo. O suficiente pro Hector num salto agarrar a ponta e com ajuda do pé na textura do muro, ter firmeza pra escalar.
Bom a grade ainda era nova, mas novos mesmo eram os sentimentos do garoto. Correndo pelas plantas no caminho de cimento chegou na janela do lado esquerdo, a janela de ****** (nessa época ele ainda chamava o Sr. Fox pelo primeiro nome algumas vezes, coisa que nos próximos 3 anos se extinguiria).
Parando quase derrapando, apoiando as mãos no joelho, respirou ofegante mais algumas vezes. Levantou a cabeça pro alto e mirando a lua começou a uivar. Sabia que o amigo não estava dormindo.
O primeiro uivo foi tímido, mas o segundo. Ah! O segundo deixou Hector famoso naquela residência. Toda janela e todo o telhado ouviram aquilo, mas foram apenas os objetos. As pessoas dormiam um sono profundo. O famigerado uivo começou baixinho, mas logo aumentou violentamente sua intensidade e trouxe de dentro toda a pressão de um sentimento.
3 horas da manhã, num pulo Sr. Fox saiu da cama e com uma coragem desmedida abriu a janela. Não fazia ideia o que estava acontecendo alí, e pior ainda quando viu o amigo num estado quase lunático uivando no jardim da frente. Jogou-lhe uma borracha e fez sinal para que fosse a porta dos fundos. Hector entrou pela cozinha e subiu a escada de serviço na ponta dos pés segurando vez ou outra na barra do pijama do companheiro da frente, como um animal assustado.
Hector vinha de seu primeiro encontro, com a menina mais linda da escola. S.h. (melhor não falar o nome) era mais velha, tinha 14 anos e era modelo. Eram raras as vezes que frequentava todos os dias as aulas, seu trabalho ajudava a mãe a sustentar ela e a irmã, seu pai morrera quando pequena e os estudos naquela escola chique eram custeados pelo seguro que ele havia feito meses antes de dar entrada no hospital.
A história de vida triste e a beleza irradiante, davam ao seu olhar uma espécie de brilho distante. Algo de um sentimento verdadeiro que não deveria caber em um simples olhar.
Mas nem a história de vida, nem o sentimento abundante em seus olhos fizeram com que Hector conseguisse de fato tocar-lhe os lábios. A beleza talvez lhe atraisse a isso mas a insegurança e ingenuidade lhe arrastavam pro lado oposto sem levantar dúvida sequer.
Ou seja, Hector sempre tão impulsivo com todos, tão pegajoso, tão galanteador. Travou em frente a menina que lhe segurava a mão. Ele só conseguia pensar que não seria capaz de fazer mal algum aquela pequena, que não queria decepcionar ela de forma alguma. Esse medo lhe congelava a alma e os movimentos. E impediu o tão esperado beijo.
Mas o que seria o beijo afinal, um simples encontro de bocas. O que valia era a intenção, e intenção era o que não faltava. O garoto queria proteger S.h. o tempo todo, frequentemente arranjava brigas na escola para honrar o nome da menina, partia pra cima de quem a ofendesse.
Como sabemos que uma grande beleza é carregada com uma grande inveja, ofensas eram comumente lançadas contra a menina. Além do trabalho pouco entendido pelas crianças do colégio, que frequentemente confundiam com outras coisas mais pesadas. Aumentando os petardos de inveja.
Hector era e continuaria a ser o protetor de S.h. , mas depois daquela noite, iria se manter mais distante. Mas sempre alerta.
O Sr. Fox ao saber de tudo aquilo apenas jogou duas almofadas no tapete alto do chão e disse:
- Dorme Hector, sua noite foi agitada, e invadir minha casa e uivar no jardim não ajuda em nada.
Sr Fox estava com sono, só poderia ser, nem um abraço, nem um conselho frio e certeiro naquela hora? Sono!
Hector já estava mais calmo, a adrenalina havia baixado. Naquela hora mil toneladas pesavam sobre os olhos e o tapete mais almofadas se mostraram um combo fantástico.
Mas enfim, o que vou contar vem de uma certa noite, numa certa localidade perto da casa do Sr. Fox.
Correndo pelo caminho de pequenos blocos de cimento, envoltos por toda aquela grama do majestoso (majestoso talvez não, mas certamente grandioso) jardim da casa dos Fox vinha Hector.
Os poucos minutos ofegante desviando dos pinheiros retorcidos pareceram uma eternidade. Hector estava acostumado a correr, mas não a ter seu coração tão acelerado assim. Precisava contar tudo para o Sr. Fox, e precisava disso rápido.
Sr. Fox dormindo não imaginava o que se passava a poucos metros dalí, na verdade não estava bem dormindo, estava sim era deitado. Sr. Fox não dorme bem desde pequeno e foram poucas as vezes que dormiu sozinho no escuro, mas conto melhor disso depois.
Hector tinha uma altura consideravel para seus 12 anos, e era o suficiente para se puxar pela mão na grade de plantas do muro principal e pular pra dentro do terreno do casarão. Descendo pela continuação da grade sem fazer alarde.
Não sei como explicar exatamente essa grade, era um desenho do estágiário de arquitetura Pedro, algo realmente interessante e com muitas linhas retas. Quadriculado com cerca de um metro de largura que começava na parte de dentro do muro, logo ao lado do portão da frente. Subia até o alto e continuava do outro lado até cerca de 1,80m do solo. O suficiente pro Hector num salto agarrar a ponta e com ajuda do pé na textura do muro, ter firmeza pra escalar.
Bom a grade ainda era nova, mas novos mesmo eram os sentimentos do garoto. Correndo pelas plantas no caminho de cimento chegou na janela do lado esquerdo, a janela de ****** (nessa época ele ainda chamava o Sr. Fox pelo primeiro nome algumas vezes, coisa que nos próximos 3 anos se extinguiria).
Parando quase derrapando, apoiando as mãos no joelho, respirou ofegante mais algumas vezes. Levantou a cabeça pro alto e mirando a lua começou a uivar. Sabia que o amigo não estava dormindo.
O primeiro uivo foi tímido, mas o segundo. Ah! O segundo deixou Hector famoso naquela residência. Toda janela e todo o telhado ouviram aquilo, mas foram apenas os objetos. As pessoas dormiam um sono profundo. O famigerado uivo começou baixinho, mas logo aumentou violentamente sua intensidade e trouxe de dentro toda a pressão de um sentimento.
3 horas da manhã, num pulo Sr. Fox saiu da cama e com uma coragem desmedida abriu a janela. Não fazia ideia o que estava acontecendo alí, e pior ainda quando viu o amigo num estado quase lunático uivando no jardim da frente. Jogou-lhe uma borracha e fez sinal para que fosse a porta dos fundos. Hector entrou pela cozinha e subiu a escada de serviço na ponta dos pés segurando vez ou outra na barra do pijama do companheiro da frente, como um animal assustado.
Hector vinha de seu primeiro encontro, com a menina mais linda da escola. S.h. (melhor não falar o nome) era mais velha, tinha 14 anos e era modelo. Eram raras as vezes que frequentava todos os dias as aulas, seu trabalho ajudava a mãe a sustentar ela e a irmã, seu pai morrera quando pequena e os estudos naquela escola chique eram custeados pelo seguro que ele havia feito meses antes de dar entrada no hospital.
A história de vida triste e a beleza irradiante, davam ao seu olhar uma espécie de brilho distante. Algo de um sentimento verdadeiro que não deveria caber em um simples olhar.
Mas nem a história de vida, nem o sentimento abundante em seus olhos fizeram com que Hector conseguisse de fato tocar-lhe os lábios. A beleza talvez lhe atraisse a isso mas a insegurança e ingenuidade lhe arrastavam pro lado oposto sem levantar dúvida sequer.
Ou seja, Hector sempre tão impulsivo com todos, tão pegajoso, tão galanteador. Travou em frente a menina que lhe segurava a mão. Ele só conseguia pensar que não seria capaz de fazer mal algum aquela pequena, que não queria decepcionar ela de forma alguma. Esse medo lhe congelava a alma e os movimentos. E impediu o tão esperado beijo.
Mas o que seria o beijo afinal, um simples encontro de bocas. O que valia era a intenção, e intenção era o que não faltava. O garoto queria proteger S.h. o tempo todo, frequentemente arranjava brigas na escola para honrar o nome da menina, partia pra cima de quem a ofendesse.
Como sabemos que uma grande beleza é carregada com uma grande inveja, ofensas eram comumente lançadas contra a menina. Além do trabalho pouco entendido pelas crianças do colégio, que frequentemente confundiam com outras coisas mais pesadas. Aumentando os petardos de inveja.
Hector era e continuaria a ser o protetor de S.h. , mas depois daquela noite, iria se manter mais distante. Mas sempre alerta.
O Sr. Fox ao saber de tudo aquilo apenas jogou duas almofadas no tapete alto do chão e disse:
- Dorme Hector, sua noite foi agitada, e invadir minha casa e uivar no jardim não ajuda em nada.
Sr Fox estava com sono, só poderia ser, nem um abraço, nem um conselho frio e certeiro naquela hora? Sono!
Hector já estava mais calmo, a adrenalina havia baixado. Naquela hora mil toneladas pesavam sobre os olhos e o tapete mais almofadas se mostraram um combo fantástico.
Hector e Sr. Fox - Prelúdio ou Parte 2
Então Hector disse:
- Pena o Sr. Fox ser tão novo, seria um grande pensador no século retrasado.
Sr. Fox é chamado assim não pela sua idade, mas pela forma de encarar a vida. Apenas 22 anos e já tão preocupado com o futuro da nação mundial. Seus amigos enchem-lhe o saco - "Sr. Fox nasceu aos 38 anos!" bradam. Mas Sr. Fox não se importa, conta-lhe a si mesmo os problemas e não espera solução.
Mesmo sem esperar essas frequentemente vêm.
Hector e Sr. Fox eram grandes amigos, é tudo que posso dizer-lhes por ora.
Sobre Vida e Alma, bem, elas aos 5 anos viram Hector pela primeira vez, seria uma paixão que as gêmeas só iriam revelar anos mais tarde.
_______________
Mas voltando ao Sr. Fox, sujeito interessante. Bonito, simpático, inteligente e graças a deus, além desse pacote básico vinha a loucura. Senão seria um grande clichê, 22 anos e tudo isso. Impossível, ou melhor, improvável.
Sr. Fox vinha de família média, com riquezas muito mais inteligiveis do que tangiveis. Casa boa no centro da cidade, assobradada, 5 quartos, biblioteca e uma imensa cozinha. Mas nínguem comia naquela casa e poucos liam.
Os 4 irmãos constituiam-se por 2 irmãos mais velhos, Caio de 25 e Pedro de 30, e duas irmãs mais novas, Vida de 20 anos e Alma de 20 anos e 2 minutos. Era estranho mas frequente, elas vinham sempre nessa mesma ordem, primeira a Vida e depois a Alma, mesmo a segunda sendo a mais velha.
Já o nome verdadeiro do Sr. Fox muita gente não sabe, só era pronunciado dentro de casa, pelos seus pais em cólera.
Novamente, Sr. Fox seria um grande clichê ambulante se não fosse sua dosagem erudita de loucura.
Quanto ao Hector, bem, ele era seu melhor amigo, mesma idade, mesmo porte físico e mentalidade próxima, mas suficientemente distante pra tornar a amizade produtiva. Eram tidos por irmãos diversas vezes em restaurantes e barzinhos, mas também prefiro manter as informações sobre essa amizade num grau raso de profundidade, por enquanto.
Vejamos o que mais contar. Fizeram festas de aniversário juntos durante 3 anos, mas desistiram quando Hector, num golpe certeiro quebrou o óculos do amigo com um copo de creme de leite fresco. Agora como o creme de leite fresco foi parar dentro de um copo, no meio de uma festa num buffet, na mão de um menino de 15 anos, isso ninguém sabe.
Hector já experienciou a morte uma vez. Sua planta mais verdinha secou do dia pra noite. já o Sr. Fox o máximo que viu foram insetos caindo ao chão, durante o vôou da morte em torno de lâmpadas. Nisso não experienciou nada, na hora, semanas depois caiu no choro logo na véspera de seu 8º natal.
Hector é bobo, Sr. Fox é louco. Ambos gostam de animais.
- Pena o Sr. Fox ser tão novo, seria um grande pensador no século retrasado.
Sr. Fox é chamado assim não pela sua idade, mas pela forma de encarar a vida. Apenas 22 anos e já tão preocupado com o futuro da nação mundial. Seus amigos enchem-lhe o saco - "Sr. Fox nasceu aos 38 anos!" bradam. Mas Sr. Fox não se importa, conta-lhe a si mesmo os problemas e não espera solução.
Mesmo sem esperar essas frequentemente vêm.
Hector e Sr. Fox eram grandes amigos, é tudo que posso dizer-lhes por ora.
Sobre Vida e Alma, bem, elas aos 5 anos viram Hector pela primeira vez, seria uma paixão que as gêmeas só iriam revelar anos mais tarde.
_______________
Mas voltando ao Sr. Fox, sujeito interessante. Bonito, simpático, inteligente e graças a deus, além desse pacote básico vinha a loucura. Senão seria um grande clichê, 22 anos e tudo isso. Impossível, ou melhor, improvável.
Sr. Fox vinha de família média, com riquezas muito mais inteligiveis do que tangiveis. Casa boa no centro da cidade, assobradada, 5 quartos, biblioteca e uma imensa cozinha. Mas nínguem comia naquela casa e poucos liam.
Os 4 irmãos constituiam-se por 2 irmãos mais velhos, Caio de 25 e Pedro de 30, e duas irmãs mais novas, Vida de 20 anos e Alma de 20 anos e 2 minutos. Era estranho mas frequente, elas vinham sempre nessa mesma ordem, primeira a Vida e depois a Alma, mesmo a segunda sendo a mais velha.
Já o nome verdadeiro do Sr. Fox muita gente não sabe, só era pronunciado dentro de casa, pelos seus pais em cólera.
Novamente, Sr. Fox seria um grande clichê ambulante se não fosse sua dosagem erudita de loucura.
Quanto ao Hector, bem, ele era seu melhor amigo, mesma idade, mesmo porte físico e mentalidade próxima, mas suficientemente distante pra tornar a amizade produtiva. Eram tidos por irmãos diversas vezes em restaurantes e barzinhos, mas também prefiro manter as informações sobre essa amizade num grau raso de profundidade, por enquanto.
Vejamos o que mais contar. Fizeram festas de aniversário juntos durante 3 anos, mas desistiram quando Hector, num golpe certeiro quebrou o óculos do amigo com um copo de creme de leite fresco. Agora como o creme de leite fresco foi parar dentro de um copo, no meio de uma festa num buffet, na mão de um menino de 15 anos, isso ninguém sabe.
Hector já experienciou a morte uma vez. Sua planta mais verdinha secou do dia pra noite. já o Sr. Fox o máximo que viu foram insetos caindo ao chão, durante o vôou da morte em torno de lâmpadas. Nisso não experienciou nada, na hora, semanas depois caiu no choro logo na véspera de seu 8º natal.
Hector é bobo, Sr. Fox é louco. Ambos gostam de animais.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Venais 3
Esse tempo em brasa anuncia que o céu, sem piedade do couro, tortura a alma. Que assim verás que és por dentre vós apenas nenhum, que sem forças desnuda nesse interim entre o começo e o épico. Que de prelúdio não conhece nada.
domingo, 24 de janeiro de 2010
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Venais 2
Esse novo dia anuncia, sem piedade da alma, os mal tratos a esse pobre coitado. Que assim verás que és por dentre vós apenas mais um, que bravamente luta, nesse periodo de tempo entre o começo e o fim. Que de fim não conhece nada.
Venais
Esse céu em brasa anuncia que o tempo, sem piedade da alma, maltrata mais uma vez esse pedaço de couro. Que assim verás que és por dentre vós apenas mais um, que bravamente luta nesse interim entre o prelúdio e o épico. Que de épico não conhece nada.
domingo, 17 de janeiro de 2010
Combustível
E essa criatura detestável faz o que ao seu lado?
Expurga tal alma vil com olhos falsos de ternura.
- Não! Deixe-a aqui.
Ah! Como gosta de quem te ama?
Quem ama-te é vil e egoísta. O amor devor'alma, com tamanha avidez que só poderia ser naquilo que mais te odeia, o combustível.
Expurga tal alma vil, com olhos falsos de ternura.
Expurga tal alma vil com olhos falsos de ternura.
- Não! Deixe-a aqui.
Ah! Como gosta de quem te ama?
Quem ama-te é vil e egoísta. O amor devor'alma, com tamanha avidez que só poderia ser naquilo que mais te odeia, o combustível.
Expurga tal alma vil, com olhos falsos de ternura.
breve prelúdio
Levanta-te defunto em vida.
Acorda e vai ver a vida, antes que a vida te veja, te perceba e te mate.
Como faz com tantos sonhadores.
Então deita-te e sonha, mas sonha pouco, e seja breve.
Acorda e vai ver a vida, antes que a vida te veja, te perceba e te mate.
Como faz com tantos sonhadores.
Então deita-te e sonha, mas sonha pouco, e seja breve.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Invólucro humano
Ah! Os sentidos o que são, se não crédulos sensatos
sob os olhos vis de quem sem saber o que sente
sente em vida o fim de um amor perene.
E as emoções, rojões da alma em vida
que se já sem vida sobrevive, a cada senão
sem ter em seu invólucro humano algo de terno.
sob os olhos vis de quem sem saber o que sente
sente em vida o fim de um amor perene.
E as emoções, rojões da alma em vida
que se já sem vida sobrevive, a cada senão
sem ter em seu invólucro humano algo de terno.
domingo, 10 de janeiro de 2010
fato 2
Ah! Se eu pudesse controlar metade do que sinto.
Alguém que te amou tanto que hoje sente constrangimento, por metade dos sentimentos.
Algo do passado.
Alguém que te amou tanto que hoje sente constrangimento, por metade dos sentimentos.
Algo do passado.
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