segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Volé

Se eu não me posicionar na sociedade, se ficar me escondendo. Eu vou apenas ser tratado como eu me vejo.
Algo tão errado que deve ser escondido.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Matt Alber - Slow Club

lying in the halfway, singing lullabies
frozen by whatever we unrecognized
keeping with convention are declined to hesitate
rushing into everything, but always running five minutes late
I barely know you, but baby would you mind if we just meet in a slow club
would you beat in a slow club

falling into treadmills
trying to keep up the pace
front running the hit parade
keeps a smile on the face
with my favorite t-shirt I'll try to turn your head,
but what makes me a better man, can hardly be determined in bed

so what would happen instead, if we just meet in a slow club
would you beat in a slow club

you could be good for me
if we take our time
I knew before the kiss
by the way you spend your sunshine

if we just meet in a slow club
would you beat in a slow club
if we just meet in a slow club
would you beat in a slow club

domingo, 3 de julho de 2011

back in line again

And then I realized, I need to stay out of going out on the weekends.
I gotta stay inside and fulfill other needs than the ones I fill on getting out.

But I confess, I still dance by myself, and keep making the persistent indagation.
"Don't you wanna be dangled over?"

segunda-feira, 20 de junho de 2011

wait

E ele entendeu o seu olhar apaixonado.
Compreendeu a volatilidade do sentimento, cansou-se do inteligível.

Por mais que fosse essa fixação no inteligível que lhe trouxera todas as coisas boas até então, tudo que ele usa para subir e se apoiar não precisa disso, é só se colocar em primeira pessoa.

E eu entendi meu olhar apaixonado.
Compreendi a volatilidade desse sentimento, cansei-me do inteligível.

Por mais que tenha sido essa fixação no inteligível que me trouxera todas as coisas boas até então, tudo em que subo e me apoio, não precisa disso de se colocar em terceira pessoa.

E eu entendi Tenho consciência do meu olhar apaixonado.
(Penso que) Compreendi a volatilidade desse do meu sentimento, (finjo que) cansei-me do inteligível.

Por mais que tenha sido Foi essa fixação no inteligível que me trouxera todas as coisas boas até então, tudo em que subo e me apoio, (mas) não precisa disso de se colocar em terceira pessoa.

domingo, 15 de maio de 2011

caminho

i ain't going home
but i'm moving and i'm striving on my own
trying my best to deserve my inherited body
breathing the air into my also inherited lungs

forming my indefinite self,
as the ever changing world  surrounds me
constantly modifying my weight
but i know i'll make it, if i just go on keeping the pace

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Sono già solo

Tá, eu gosto desse tempo errado.
Desse compasso desandado, acelerado.

Desse caos sonoro,
desses ritmos descompassados

Sou amante desses caos, não só sonoros
desses de viver nesse passo acelerado

com pensamentos alhures e estagnados
dentre faltas de pontos finais, dentre achados

fatto ovvio

duvido alguém no prédio abrir e fechar a janela tantas vezes

tentando adormecer olhando a luz
tentando adormecer no quarto
tentando adormecer com a luz da lua
tentando adormecer com a escuridão do quarto

tentando a dor de ser, negando um fato óbvio 

terça-feira, 26 de abril de 2011

and the sewers erupting life in gold

e vc não pode me fazer entender
se, aposto, nem mesmo vc pode entender tanto quanto diz

porque entender o tanto que diz, parece-me tão frio, tão frívolo
e prefiro te ver como um louco, do que maquiavélico

ou pode ser apenas o meu ego, que prefere não se ver como enganado

quarta-feira, 20 de abril de 2011

en colo

am i that predictable?
am i liable, in that predictable way?

am i boring?
am i that pitiful, in a mostly boreful way?

NEXT

num planeta alienígena

Pega na mão da sua amiga e vai embora. 
Não é por mal, mas não quero vocês aqui. Não me sinto bem quando vocês por perto.

Eu sei que eu te conheço, mas mesmo assim, não me sinto bem. Não é um sentimento bom.
Toda essa ansiedade, entende?
Não me faz bem.

Agora você aí, vem mais perto. Respira aqui próximo. Deixa eu saber quem você é, te entender melhor. Sabe?
Porque só assim posso saber se te quero tanto.


domingo, 17 de abril de 2011

stereo

Oi lua cheia.
Olá emoções, como vão?
Bem.
Parecem um tanto apreensivas no entanto.
É.
Boa noite.
Boa noite lua.

sábado, 9 de abril de 2011

autoimune

Sabe os devaneios e frustrações
dos sempre doces amores furtos?
São cavidades, são reduções
de um músculo frágil e autoimune

terça-feira, 29 de março de 2011

if i could stand up mean, for all the things that i believe

Id: Eu só quero ser o melhor, só isso.

Ego: Não, você se boicota. Você gasta demais, tempo demais, pensando demais. Criando.

Id: Não vejo mal nenhum em não se contentar em ser apenas mais um, em ser medíocre.

Ego: Você só quer ser o melhor porque não pode ter o medíocre.

Id: Mas...

Ego: Mais nada, medíocre mesmo. Por isso você espera demais de si mesmo, pois não acredita que pode ser medíocre. Mas pode. E sendo não vai drenar todas suas competências e qualidades, elas vão continuar lá. Você vai continuar sendo quem é.

Superego: Alguém me explica o que é isso de novo? DE NOVO?

Ego: Espera, dessa vez deixa eu concluir. Id, é o que falei, você vive demais, em tempo de menos porque não sabe até quando vai aguentar sendo mais, esperando mais de si mesmo. E não consegue ver que um dia vai ser medíocre, e que isso não é um problema. Isso é bom na verdade. Pois você pode sim, ser medíocre. E viver sem levar tudo aos extremos. Sem viver as pessoas ao extremo.

Id: Mas...

Superego: Sem mais.

segunda-feira, 28 de março de 2011

in the darkness comes, another, another

Ego: Calma, você precisa ir com mais calma, pegar mais leve.

Id: Oi?

Ego: Estou falando sério, você tem vivido com muita intensidade.

Id: Tá.

Ego: Você precisa viver tudo de um modo mais supérfluo, viver as experiências e as pessoas de um modo mais superficial. Isso mesmo, principalmente as pessoas. Não precisa viver tudo de um vida em meses, de semanas em dias, de dias em minutos. Isso te faz mal, te suga a alma.

Id: Mas não sinto nada agora.

Ego: Por isso. Por viver tão intensamente tudo. Uma hora se está em cima, outra embaixo com as frustrações e não realizações.

Id: Não, você não entendeu. Não sinto nada. Não é estar na fossa, é nada. Simples assim.

Ego: Hmmm, como assim?

Id: Sei lá, não estou triste nem alegre. Apenas estou. Entende?

Ego: Pera, você não está triste? Não estou entendendo.

Id: Como? É você, você tem que entender.

Ego: Mas eu não sei o que dizer, não faço ideia do que possa ser. Você vive tudo com tanta intensidade e de uma hora pra outra some todo e qualquer tipo de emoção? É demais até pra mim. Não consigo te ajudar, estou tentando. Mas você está bem em não sentir nada?

Id: Não sei, nem isso eu sei.

Superego: Mas de novo! Porra Ego, para de questionar. Id para de ser intenso, é simples, você condensou tanta emoção em tão pouco tempo que nosso corpo cansou, não consegue sentir nada. Mas pelo jeito o puto do Ego ainda consegue ter força pra questionar. Agora todos dormem.

terça-feira, 22 de março de 2011

one life with one dream on repeat

Permeando sonhos
desatando nós
alcançando metas
desfazendo laços

Num sonhar sem lua
deitado ao leito
olhando os tecidos
escolhendo um lado

Trechos caminhados
passos todavía
pés descompassados
profissional.

Pensando um dia
quem sabe inverno
primavera ou maio
(em) estar geminado.

domingo, 20 de março de 2011

a realidade

Era mais um. E mais um dia, e a solidão. Um a um todos iam abandonando-a. Ela não era a mais linda, muito menos inteligente, mas tinha sua função. Mas por mais que se esforçasse, no final do dia, estaria sempre sozinha, com o seu fardo. Já estava acostumada. E não culpava as pessoas, ela sempre soube que a realidade é dura de ser encarada.

Abandonar a realidade faz parte do crescimento humano.

it say you are a dinosaur

Ah, eu aqui vivendo sossegado a minha existência. Quietinho. Pensando de receitas com carne até o fim do mundo. Imaginando o planeta entrando em colapso e eu parado aqui nessa vista linda.

Pensando nas massas de manobra, pensando em mim como mais um. Pensando no photoshop e nas novelas, pensando na venda de imóveis, pensando na família.

Fazendo planos para os filhos que ainda não existem, pensando na aposentadoria que ainda está longe, enfim fazendo planos.

Pensando longe, imaginando perto. Ficando triste e ficando alegre. De novo, apenas mais um vivendo, e o mundo em colapso.

domingo, 13 de março de 2011

are you free or are you tired of?

O mesmo cabelo comprido que viu os amigos de escola irem embora, lhe dá o ar sensual. Construído por sobre algo que cresceu durante seus anos de inocência, seu visual deixa dúvidas, suas atitudes deixam dúvidas, mas seu olhar não deixa alguma, é uma menina de 17 anos, e não uma mulher.

E é com esse cabelo e o olhar que ela chama a atenção, na esperança de alguém libertá-la da prisão imaginária. São os cabelos claros, ondulados e naturais, que a diferencia das outras meninas. Meninas essas que ela não está acostumada a lidar, sempre preferiu as brincadeiras brutas.

Agora rodeada por elas, a menina-mulher usa a sua brutalidade para sobreviver, mesmo parecendo leve o ambiente da sua profissão é pesado. Encolhida como um animal acuado se concentra antes de cada entrada. E seu ar tão diferente, misto de delicadeza e agressividade, encanta as lentes.

quarta-feira, 9 de março de 2011

ride on a big jet plane

Construir esse castelinho de areia, o problema é que ele é feito de areia de praia. Clara, bonita e fraca. E esse castelinho sempre desmorona, e eu insisto em reconstruir de novo, e de novo, e de novo. Só pra ele cair.
Essa areia é fraca, e linda.

...

E de novo polissíndetos. Breves e lívidos. E esperas intermináveis.

give it up

Posso falar? Qualquer um. Qualquer coisa. Nem existe tanta restrição assim quanto parece. Já disse.
É tudo uma questão de percepção.