Vem do medo de perder alguém.
Como pode ser perder algo que nem meu é, algo que não pode ser de ninguém, que não dele mesmo.
Algo que nem algo é, é alguém.
Objetos que mesmo de desejo, não passam de coisas.
E como coisa, têm na sua essência a posse, mas não esqueceis que somos alguéns, não algo.
E esse medo de ficar sem "o alguém".
E o que é o alguém, senão um alguém que se quer.
Título concebido pelo simples querer. Atribuído por vontades próprias.
Somos todos uns alguéns.
E o único medo que resta é o de se perder de alguém.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Você
Não era o voo mais longo, nem o destino mais lindo, nem o mais esperado, mas era o momento ideal. O aviao decolava com quase 30 minutos de atraso, novamente nada demais, quase metade dos voos daquele aeroporto atrasam, sem contar os cancelados.
Mas foi naquele voo, logo apos a decolagem, enquanto o aviao ainda acelerava pra atingir a velocidade de cruzeiro, ele pendeu para o lado oposto a mim ao passar pela camada de nuvens e pude ver durante o crepusculo o ceu, de azul denso porem claro, degrade, brilhante proximo a linha do horizonte e cada vez mais forte a medida que se afastava, com cada ponto luminoso, cada estrela extremamente luminosa em suspensao. Pela primeira vez na vida tive a percepcao do que apenas se le nos livros, de que as estrelas sao sois e planetas cada um a uma distancia diferente na imensidao do universo, cada qual unica, com luminescencias diferentes.
Nao eram apenas luzes de natal pregadas em um veludo escuro. Eram corpos vivos.
E ao olhar mais pra baixo, uma lava branca queimando luzes por nuvens densas de algodao. Todo predio, poste, estadio, shopping center era agora reduzido a uma luz disforme, filtrada pelo principio de chuva logo abaixo.
Uma cidade vivia ali embaixo, sem a consciencia de tudo que existia ali em cima, e alem.
Voltando o olhar mais pra frente pude ver que iamos em direcao ao por do sol, o que fez com que aquele azul brilhante e as estrelas em suspensao ficassem se locomovendo na mesma velocidade que eu, exatamente ao meu lado por 5 minutos. Era o infinito como companheiro de viagem, em direcao ao por de um sol.
Mas foi naquele voo, logo apos a decolagem, enquanto o aviao ainda acelerava pra atingir a velocidade de cruzeiro, ele pendeu para o lado oposto a mim ao passar pela camada de nuvens e pude ver durante o crepusculo o ceu, de azul denso porem claro, degrade, brilhante proximo a linha do horizonte e cada vez mais forte a medida que se afastava, com cada ponto luminoso, cada estrela extremamente luminosa em suspensao. Pela primeira vez na vida tive a percepcao do que apenas se le nos livros, de que as estrelas sao sois e planetas cada um a uma distancia diferente na imensidao do universo, cada qual unica, com luminescencias diferentes.
Nao eram apenas luzes de natal pregadas em um veludo escuro. Eram corpos vivos.
E ao olhar mais pra baixo, uma lava branca queimando luzes por nuvens densas de algodao. Todo predio, poste, estadio, shopping center era agora reduzido a uma luz disforme, filtrada pelo principio de chuva logo abaixo.
Uma cidade vivia ali embaixo, sem a consciencia de tudo que existia ali em cima, e alem.
Voltando o olhar mais pra frente pude ver que iamos em direcao ao por do sol, o que fez com que aquele azul brilhante e as estrelas em suspensao ficassem se locomovendo na mesma velocidade que eu, exatamente ao meu lado por 5 minutos. Era o infinito como companheiro de viagem, em direcao ao por de um sol.
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
someone here tonight
nothing more to say that day, nothing left to care
no one home at night that time, no one i could find
none of us was fine apart, something i should know
then i thought about our pride and about settling down
about the pinch of happiness, we thought we found alive
about the truth, the lies, the nodding undefined
the undisclosed fireflies, that lighted our selfish selves
on the very very start, not so far behind
i entered (and would enter again) your lonely life
that gave me the strength to let me go, to let me dive inside
my own self, my fears, my lies, my now dry and fast lines
so (again) let me fill your narrow mind, your id, your soul, your heart
domingo, 14 de outubro de 2012
Instagram for me is not about what I'm eating, but what I'm feeling. The pictures are the graphical registration of my mood (I truly believe it is the same for most of the people). Said that, a closer look on the pictures it selves reveals the more frequent assortment of emotions I put myself through daily. On my personal pictures more geometrical elements with a lot of blue mixed to a touch of vibrant red can be seen. Analyzing not only the colors and geometrical elements aspects, but the lack of people says a lot about what I like to call "my melancholic essence", that or I just live in Sao Paulo, I just can't decide.
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
I want to come home, to celebrate
A confianca, a busca, a seguranca.
E a montanha russa de novo, e o looping.
E o conjunto de palavras avessas, cravadas na carne ja nao tao espessa?
E as unhas, as veias, as mesas. E as janelas, os hiatos, os carros?
E a volta incessante, e a busca? E a luta?
E a briga. Feia. E a espera. Nada.
A lua, o sol, o carro. A musica, as nuvens, a raiva.
E a temperanca, a duvida e a navalha. E a carne ja nem tao espessa.
E a luta diaria da confianca, e a mesa.
E o prover esperanca, e a crenca. E a saude, e as mesmas brigas expostas na mesa.
E a falta das lutas internas, das minhas, das suas.
E a montanha russa de novo, e o looping.
E o conjunto de palavras avessas, cravadas na carne ja nao tao espessa?
E as unhas, as veias, as mesas. E as janelas, os hiatos, os carros?
E a volta incessante, e a busca? E a luta?
E a briga. Feia. E a espera. Nada.
A lua, o sol, o carro. A musica, as nuvens, a raiva.
E a temperanca, a duvida e a navalha. E a carne ja nem tao espessa.
E a luta diaria da confianca, e a mesa.
E o prover esperanca, e a crenca. E a saude, e as mesmas brigas expostas na mesa.
E a falta das lutas internas, das minhas, das suas.
Once I get up i feel better
E o superfoco em sintoma em detrimento da causa?
E o imediatismo?
E a irracionalidade, e a raiva?
E a raiva de que? de si mesmo? de um mundo?
De todo mundo.
E a possessao? E o ego?
E a vida, a rima, o subconsciente e o tragico?
E o amargo?
E o forte, e o fraco?
E os padroes, os focos e os desejos?
E os medos?
E os erros que nem mesmo eu reconheco?
E os pelos? Os meus, os seus, os recomecos. E os termos?
E o imediatismo?
E a irracionalidade, e a raiva?
E a raiva de que? de si mesmo? de um mundo?
De todo mundo.
E a possessao? E o ego?
E a vida, a rima, o subconsciente e o tragico?
E o amargo?
E o forte, e o fraco?
E os padroes, os focos e os desejos?
E os medos?
E os erros que nem mesmo eu reconheco?
E os pelos? Os meus, os seus, os recomecos. E os termos?
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
L'amour n'aime pas hésiter
Naquele exato momento em que o mundano começa a destruir o inteligível.
E a noção, e consciência disso tem um gosto tão bom.
E a noção, e consciência disso tem um gosto tão bom.
domingo, 29 de julho de 2012
behind a disguise
e o que eu faco com essa vontade tremenda de quebrar todo o castelo de cristal?
estilhacar em mil pedacos, quebrar a gritos, a marretadas, socos.
e sair correndo, pra esse novo castelo que se coloca ao horizonte
e o que eu faco com a razao, que me segura aqui, e me faz tomar ainda mais cuidado?
e o que eu faco com a vontade (com a mesma intensidade da primeira) de ficar aqui, cuidar e confiar?
hein, o que eu faco?
estilhacar em mil pedacos, quebrar a gritos, a marretadas, socos.
e sair correndo, pra esse novo castelo que se coloca ao horizonte
e o que eu faco com a razao, que me segura aqui, e me faz tomar ainda mais cuidado?
e o que eu faco com a vontade (com a mesma intensidade da primeira) de ficar aqui, cuidar e confiar?
hein, o que eu faco?
quarta-feira, 25 de julho de 2012
in the words can you feel my love?
de todos os lados a reprodução, se aproximando o fim.
fim do pensamento individual, fim dos tempos.
vem na superexposição, vem na repetição.
vem no ganho. vem na imagem, na fala, no texto. a venda.
nasce dele o inconsciente coletivo, nasce o preconceito, o medo.
nascem milhares de crencas, nascem crianças.
acorrenta o consciente, deprime a mente. transforma de fora pra dentro.
e de dentro pra fora controla. cria sua massa de manobra.
domingo, 15 de julho de 2012
quarta-feira, 11 de julho de 2012
the whole world wanna dance
A previsibilidade dos fatos é resultado do conhecimento profundo das variáveis e dinâmicas previamente analisadas. A insistência dos fracos deriva do sucesso dos fortes, dos pontos em comum encontrados. De ambos os casos, das pontes.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Laisse moi
O texto foi escrito com uma calma absurda, num ambiente caotico. Num dia atipico e positivamente diferente.
O texto fala de um amigo, de si mesmo e de um ponto desconhecido, o amago.
O texto e demasiado comprido.
Estranho.
O texto e meu. Do meu intimo e do que estou ********.
Schrodinger Cat
Levanta pela quinta vez, abre a carteira e tira 11 reais, 3 notas de 2 e uma de cinco. Coloca no bolso de tras, esquerdo. Tosse pela terceira vez, na parte de tras da mao direita um pingo de sangue, pequeno, mas de sangue.
Desce os 38 degraus, puxa a porta usando a forca do corpo penso para tras, para e respira. Olha pro teto e respira de novo. Passa pela porta de vidro, alcanca o bolso, pega o dinheiro e no momento em que vai entregar a moca loira, desmaia.
Acorda na sala do rh, deitado em 2 cadeiras enfileiradas, 3 pessoas olhando para o seu rosto. Fecha e abre o olho de novo. Sao 3 pessoas, 2 cadeiras e a sala do rh.
Levanta pela sexta vez, ainda nao escuta nada, visao semi turva, balanca a cabeca com um "tudo bem" e sai da sala. Ninguem lhe segue.
Empurra a porta com o ombro, sobe 9 dos 38 degraus e cai, segura no corrimao inutilmente e cai. Deita no chao, vira de rosto pra cima e respira, e desfalece, lembrando de um sonho recorrente na semana.
Ceu limpo, mesas de piquenique antigas pintadas de branco, bancos da mesma cor e com o mesmo aspecto nos dois lados, conjuntos espalhadas por todo o gramado, lona cobrindo parcialmente, mas nao as laterais, como se fossem varios circos com palcos estranhamente pequenos. Continua andando, encontra um tigre branco amarrado num toco baixo, continua andando em sua direcao, sem vontade de desviar.
O tigre encara-o nos olhos e levanta calmamente a cabeca, puxa fortemente o ar com a boca entreaberta e solta o ar num so sopro, que produz um barulho parecido com um rugido. O homem nao desvia, mesmo com medo, sua mao vai em direcao a boca do animal.
Ele acorda.
Levanta rapido, arruma a camisa e sobe sem correr os outros 31 degraus, parando para respirar a cada 6 mais ou menos.
O resto do dia acontece como num dia normal, 18 horas em ponto levanta pela ultima vez, fecha o computador, levanta cambaleando, apoia na mesa, respira e continua andando. Consegue alcancar o elevador que quase fechava a porta e aperta o botao do subsolo.
O trajeto do 11 andar ate o subsolo leva o dobro do tempo normal, mas antes que ele pudesse pensar nisso sua visao turva novamente. O homem se apoia nas laterais do elevador com uma das maos e com a outra protege a boca e tosse novamente, agora na parte de tras da mao esquerda uma gota de sangue, maior que o pingo anterior. Leva a mao ao nariz e limpa mais o que achava ser algo sujo, mas era seu sangue.
Passa pela porta de vidro do subsolo e entra no carro, fecha a porta, respira ofegante por 2 minutos, se acalma e gira a ignicao. Pe na embreagem com cuidado, engata a primeira marcha e acelera aos poucos. Ao soltar o pe da embreagem sua respiracao volta ao normal.
Planeja fazer todo o caminho ate sua casa ao telefone, varias pessoas diferentes, pois assim, se passar mal na direcao consegue avisar alguem antes de desfalecer. Mas subitamente a ligacao cai, e seu celular fica sem rede. Um rapido momento de panico que nao culmina em nada. Consegue dirigir ate o destino sem problemas, apenas uma leve tristeza.
Estaciona o carro na garagem mais calmo, menos triste e com um som alto no radio. Entra no elevador pensando em nada, abre a porta do apartamento e como de costume retira tudo do bolso, deposita simetricamente na bancada e vai ao banheiro.
Ao abaixar as calcas pensa em varias coisas diferentes, trabalho, amigos e musica. Terminando o que havia comecado a fazer, vai se limpar. Mas no papel enrolado e amassado ao inves do esperado encontra mais cor vermelha.
Nao consegue imaginar o que seria se nao sangue.
Sem desespero e com um auto controle desconhecido se limpa e levanta. Encara seu rosto no espelho e percebe na narina direita uma mancha vermelha. Se aproxima um pouco mais, olhando nos proprios olhos e percebe seu coracao parar lentamente.
Respira pela ultima vez e se deita. Calmamente suas narinas liberam sangue suficiente para cobrir com uma fina camada todo o piso do banheiro.
Sua cabeca pensa por mais 7 minutos. Ele nao sabe se esta dormindo.
terça-feira, 1 de maio de 2012
i can say i hope
Desde a minha ultima contagem, das 6 bilhoes de pessoas no mundo que eu poderia escolher. Eu ainda escolheria vc. Se eu ainda pudesse escolher.
Eu sei que eh dificil, mas eu queria ainda que desse certo. Muito certo. Que nao houvesse nenhum minuto de inseguranca, de falta de carinho. Que tudo fosse mais que perfeito.
E mesmo se fora perfeito, como ser, uma vez humano?
Sem citar o amor humano, logo imperfeito. Logo minhas tentativas de controle, de auto controle, e minha intransigencia nao sao amor.
Sao falhas tentativas de forcar uma perfeicao, que pelo simples fato de existir, descaracteriza o meu amor.
Eu sei que eh dificil, mas eu queria ainda que desse certo. Muito certo. Que nao houvesse nenhum minuto de inseguranca, de falta de carinho. Que tudo fosse mais que perfeito.
E mesmo se fora perfeito, como ser, uma vez humano?
Sem citar o amor humano, logo imperfeito. Logo minhas tentativas de controle, de auto controle, e minha intransigencia nao sao amor.
Sao falhas tentativas de forcar uma perfeicao, que pelo simples fato de existir, descaracteriza o meu amor.
terça-feira, 24 de abril de 2012
domingo, 15 de abril de 2012
worth the fight
Essa vontade de chegar perto, te vendo nos detalhes.
Tocar seu braco macio, sentir sua temperatura.
Entender metade da metade que voce mostra.
E com um abraco afastar seu medo.
Na sutileza das maos sozinhas.
E saber porque discursa sobre inseguranca se a metade que mostra é perfeita.
Tocar seu braco macio, sentir sua temperatura.
Entender metade da metade que voce mostra.
E com um abraco afastar seu medo.
Na sutileza das maos sozinhas.
E saber porque discursa sobre inseguranca se a metade que mostra é perfeita.
don't wanna know
E se agora eu me transformo em um castelo de cristal? Se sou promessas eternas (com prazo de validade)?
Se estiver sufocando alguem aqui dentro, ameacando quebrar e machucar?
E se a pessoa em questao tambem hesita em fugir, ainda lembra porque quis entrar e nao esta disposta a abrir mao.
E se eu, em condicao de castelo de cristal, nao quiser quebrar?
E se eu sorrir?
Se estiver sufocando alguem aqui dentro, ameacando quebrar e machucar?
E se a pessoa em questao tambem hesita em fugir, ainda lembra porque quis entrar e nao esta disposta a abrir mao.
E se eu, em condicao de castelo de cristal, nao quiser quebrar?
E se eu sorrir?
sábado, 14 de abril de 2012
the stampede crushes you
E agora olho a fragilidade desse castelo de cristal, sei que qualquer estilhaco pode e vai machucar, mas antes de sair correndo e fugir daqui, prefiro lembrar o motivo que me fez entrar pela primeira vez.
Ora lindo e majestoso, esse castelo é, e somente é um castelo. De cristal.
De fato qualquer pessoa de fora, incluido eu, em algum momento se entrega ao impeto de entrar. é um senso comum, estatizado, pasteurizado no discurso. Complexo e multifacetado no tratamento diario. Dificil na pratica.
Mas mesmo aqui de dentro, olhando pra essa aboboda transparente e fragil acima de mim, ainda acho (e vou continuar achando) ele lindo.
Ora lindo e majestoso, esse castelo é, e somente é um castelo. De cristal.
De fato qualquer pessoa de fora, incluido eu, em algum momento se entrega ao impeto de entrar. é um senso comum, estatizado, pasteurizado no discurso. Complexo e multifacetado no tratamento diario. Dificil na pratica.
Mas mesmo aqui de dentro, olhando pra essa aboboda transparente e fragil acima de mim, ainda acho (e vou continuar achando) ele lindo.
sexta-feira, 13 de abril de 2012
i will take you to another height
E a discrepância entre o discurso e a ação, cria o questionamento, e dentro do questionamento cabe entender quanto desse abismo sou eu quem cava. Cabe entender quantos questionamentos cabem (se cabem), dentro desse abismo. Resta ainda entender se são válidos, se não são só a tendência natural à digressão.
Vale analisar qual a profundidade que cavo (se cavo), e se preocupar com o fundo. Prestando atenção nos parênteses.
Vale analisar qual a profundidade que cavo (se cavo), e se preocupar com o fundo. Prestando atenção nos parênteses.
quinta-feira, 22 de março de 2012
bacana
e comeca aquela ideia idiota
de por carinha feliz, sorriso babaca
no final de cada frase bacana
aquela fase sozinha
egoista
safada
bacana e babaca
de por carinha feliz, sorriso babaca
no final de cada frase bacana
aquela fase sozinha
egoista
safada
bacana e babaca
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