terça-feira, 17 de setembro de 2013

make your mind, i never will

eu amava quando vc era o primeiro.
nao é mais.
é isso.

if we fall apart at the same time, and i come undone at the same lines, it doesn't mean that i'm falling in love, i never have and never will

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Standing blinded closing off the space I'm in

Minha paz saiu de mim. As respostas que eu não queria, de perguntas que nunca fiz, vieram. As respostas que eu sempre quis, nunca chegaram.

Todas as dúvidas se juntaram pra me infernizar.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

I can't run and I can't hide, I'll be wasted by the light, I'm undone but I'm alive

Benvinda sensação de impotência.
Joga minha segurança no lixo, e me mostra o quanto tenho e temos capacidades limitadas.

Me mostra que nem tudo que eu quero, eu consigo.
Me mostra que nem tudo que faz bem, está comigo.

Mostra que somos seres humanos sem regras claras, com interesses complexos.
Mostra que mudamos, eu e todo mundo, de ideia.

Mostra que não sabemos direito nem quem somos.

Desconstrói a segurança e reconstrói, mantendo partes, sem medo de novos caminhos.

Caminhos que nem foram explorados, que nem sequer existem. E por isso são infinitos.

Vi pessoas irem embora forçosamente, vi pessoas aparecerem e irem, mais de uma vez.
Vi até meu pé não poder mais tocar o solo. Tudo isso sem poder fazer nada, a não ser ficar triste. Sem ser suficiente dentro de mim mesmo pra mudar a situação, só saber que se é impotente.

Me fechei num quarto escuro procurando o interruptor, e tive que aprender a confiar sem a segurança de um plano.

Continuo querendo tudo o que há de melhor, hoje e sempre, só estou adquirindo novas capacidades.

terça-feira, 4 de junho de 2013

eu nem sei

eu nem sei de onde vem o tiro, de que lado vem a dor
eu nem sei

eu nem sei porque fiz tudo isso, me entreguei
eu tentei

eu nem sei pra que passar tudo isso, exatamente igual
sempre

todo esse complexo sistema neurologico, pra que?
pra fazer tudo igual, todo dia, sempre do mesmo jeito

e ainda teimar

eu nem sei de onde vem o tiro
eu nem sei o que eu sinto falta
eu não sei de nada

segunda-feira, 22 de abril de 2013

nuclear season

Então todo esse período dessa vibe baixa, vem da perda do exoesqueleto? Beleza e agora? Acabou, é isso? Tenho grandes dúvidas, grandes inseguranças, mas nada diferente de todo mundo. Nada fora do comum.

A única diferença é que essas inseguranças são minhas e portanto pra mim, elas são enormes. Tomam todo meu mundo conhecido.

E o que fazer agora? O que fazer, senão ficar bem?

O que fazer senão deixar o exoesqueleto ir embora e não definhar por isso? O que fazer senão mudar de cor, se adaptar. Entender que uma vez a camada protetora indo embora, as intempéries bater direto na pele e endurecer vai apenas criar um novo exoesqueleto, que vai esconder mais uma vez quem se é.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

to aprendendo a viver sem você

Sem alguém pra dividir, sem alguém pra brigar, sem alguém pra sentir.
Sem dividir sonhos, sem discordar, sem discorrer por horas e horas e horas.

Sem abrir mão de nada, sem saber agradar, sem se machucar.
De uma assepsia estúpida, sem aquela necessidade absurda.

Sem alguém pra somar, sem se arrepender, sem surpreender.
Sem tentar, só conseguir.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

we cannot weather

Sou eu tentando convencer o outro que assim me convenço, sou eu que me faço acreditar nos meus ideais, que apaixono por tudo que me é trivial.

E é a mim, e somente a mim, por quem me apaixono (mas só quando tenho o outro).

Sou eu, tão inseguro, que lhe acalmo e assim me asseguro, pelo simples poder de acalmar por quem me acalmo.

Me faz veramente forte esse paradoxo.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Addormentato

Não fui eu, foi ela.

Ela fez todos os pequenos atos de carinho sumirem, todas as ligações bobas serem esquecidas, todos os bom dias virarem boa noite. Ela foi impiedosa, veio sem a gente perceber e destruiu tudo por dentro. Foi ela, a segurança, que corroeu o sentimento.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Cheiro

As vezes eu sinto cheiro de pretensão, de desamor, de desafeto.

Muitas vezes de egoísmo e sempre de medo, e medo tem um cheiro nojento. O medo de ser quem se é, é amargo, podre. Encoberto de falsidade e dissimulação, engana por alguns segundos, mas não por muito tempo.

Palavras tem cheiro, ações tem cheiro, pensamentos tem cheiro.

E tem alguns cheiros que eu tenho ojeriza.

Est

O amor não pede permissão, não pede nada. O amor não retribui, o amor dá, sem pesar o amanhã. O amor não tem interesse, o amor não joga fora, o amor guarda. 

O amor é decidido, sabe o que quer. Se não sabe, se tem medo, não é amor. 

E ao mesmo tempo, o amor é egoísta, só faz o que faz porque fazer o bem a quem se ama, te faz bem. 

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Alguéns

Vem do medo de perder alguém.
Como pode ser perder algo que nem meu é, algo que não pode ser de ninguém, que não dele mesmo.
Algo que nem algo é, é alguém.


Objetos que mesmo de desejo, não passam de coisas.
E como coisa, têm na sua essência a posse, mas não esqueceis que somos alguéns, não algo.


E esse medo de ficar sem "o alguém".
E o que é o alguém, senão um alguém que se quer.
Título concebido pelo simples querer. Atribuído por vontades próprias.

Somos todos uns alguéns.
E o único medo que resta é o de se perder de alguém.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Você

Não era o voo mais longo, nem o destino mais lindo, nem o mais esperado, mas era o momento ideal. O aviao decolava com quase 30 minutos de atraso, novamente nada demais, quase metade dos voos daquele aeroporto atrasam, sem contar os cancelados.

Mas foi naquele voo, logo apos a decolagem, enquanto o aviao ainda acelerava pra atingir a velocidade de cruzeiro, ele pendeu para o lado oposto a mim ao passar pela camada de nuvens e pude ver durante o crepusculo o ceu, de azul denso porem claro, degrade, brilhante proximo a linha do horizonte e cada vez mais forte a medida que se afastava, com cada ponto luminoso, cada estrela extremamente luminosa em suspensao. Pela primeira vez na vida tive a percepcao do que apenas se le nos livros, de que as estrelas sao sois e planetas cada um a uma distancia diferente na imensidao do universo, cada qual unica, com luminescencias diferentes.

Nao eram apenas luzes de natal pregadas em um veludo escuro. Eram corpos vivos.

E ao olhar mais pra baixo, uma lava branca queimando luzes por nuvens densas de algodao. Todo predio, poste, estadio, shopping center era agora reduzido a uma luz disforme, filtrada pelo principio de chuva logo abaixo.

Uma cidade vivia ali embaixo, sem a consciencia de tudo que existia ali em cima, e alem.

Voltando o olhar mais pra frente pude ver que iamos em direcao ao por do sol, o que fez com que aquele azul brilhante e as estrelas em suspensao ficassem se locomovendo na mesma velocidade que eu, exatamente ao meu lado por 5 minutos. Era o infinito como companheiro de viagem, em direcao ao por de um sol.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

someone here tonight

nothing more to say that day, nothing left to care
no one home at night that time, no one i could find
none of us was fine apart, something i should know

then i thought about our pride and about settling down 
about the pinch of happiness, we thought we found alive

about the truth, the lies, the nodding undefined

the undisclosed fireflies, that lighted our selfish selves 
on the very very start, not so far behind

i entered (and would enter again) your lonely life

that gave me the strength to let me go, to let me dive inside
my own self, my fears, my lies, my now dry and fast lines 

so (again) let me fill your narrow mind, your id, your soul, your heart

domingo, 14 de outubro de 2012

Instagram

Instagram for me is not about what I'm eating, but what I'm feeling. The pictures are the graphical registration of my mood (I truly believe it is the same for most of the people). Said that, a closer look on the pictures it selves reveals the more frequent assortment of emotions I put myself through daily. On my personal pictures more geometrical elements with a lot of blue mixed to a touch of vibrant red can be seen. Analyzing not only the colors and geometrical elements aspects, but the lack of people says a lot about what I like to call "my melancholic essence", that or I just live in Sao Paulo, I just can't decide.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

I want to come home, to celebrate

A confianca, a busca, a seguranca.
E a montanha russa de novo, e o looping.

E o conjunto de palavras avessas, cravadas na carne ja nao tao espessa?
E as unhas, as veias, as mesas. E as janelas, os hiatos, os carros?

E a volta incessante, e a busca? E a luta?

E a briga. Feia. E a espera. Nada.
A lua, o sol, o carro. A musica, as nuvens, a raiva.

E a temperanca, a duvida e a navalha. E a carne ja nem tao espessa.
E a luta diaria da confianca, e a mesa.

E o prover esperanca, e a crenca. E a saude, e as mesmas brigas expostas na mesa.
E a falta das lutas internas, das minhas, das suas.

Once I get up i feel better

E o superfoco em sintoma em detrimento da causa?

E o imediatismo?

E a irracionalidade, e a raiva?

E a raiva de que? de si mesmo? de um mundo?
De todo mundo.

E a possessao? E o ego?
E a vida, a rima, o subconsciente e o tragico?
E o amargo?

E o forte, e o fraco?
E os padroes, os focos e os desejos?

E os medos?

E os erros que nem mesmo eu reconheco?

E os pelos? Os meus, os seus, os recomecos. E os termos?

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

L'amour n'aime pas hésiter

Naquele exato momento em que o mundano começa a destruir o inteligível.
E a noção, e consciência disso tem um gosto tão bom.

domingo, 29 de julho de 2012

behind a disguise

e o que eu faco com essa vontade tremenda de quebrar todo o castelo de cristal?
estilhacar em mil pedacos, quebrar a gritos, a marretadas, socos.

e sair correndo, pra esse novo castelo que se coloca ao horizonte

e o que eu faco com a razao, que me segura aqui, e me faz tomar ainda mais cuidado?
e o que eu faco com a vontade (com a mesma intensidade da primeira) de ficar aqui, cuidar e confiar?

hein, o que eu faco?

quarta-feira, 25 de julho de 2012

in the words can you feel my love?

de todos os lados a reprodução, se aproximando o fim.
fim do pensamento individual, fim dos tempos.

vem na superexposição, vem na repetição.
vem no ganho. vem na imagem, na fala, no texto. a venda.

nasce dele o inconsciente coletivo, nasce o preconceito, o medo.
nascem milhares de crencas, nascem crianças.

acorrenta o consciente, deprime a mente. transforma de fora pra dentro.
e de dentro pra fora controla. cria sua massa de manobra.

domingo, 15 de julho de 2012

it will be worth

estou me sentindo gigante, e doi tudo o que eu nao sinto.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

the whole world wanna dance

A previsibilidade dos fatos é resultado do conhecimento profundo das variáveis e dinâmicas previamente analisadas. A insistência dos fracos deriva do sucesso dos fortes, dos pontos em comum encontrados. De ambos os casos, das pontes.


quinta-feira, 31 de maio de 2012

Laisse moi


O texto foi escrito com uma calma absurda, num ambiente caotico. Num dia atipico e positivamente diferente. 

O texto fala de um amigo, de si mesmo e de um ponto desconhecido, o amago. 

O texto e demasiado comprido.

Estranho.

O texto e meu. Do meu intimo e do que estou ********.

Schrodinger Cat


Levanta pela quinta vez, abre a carteira e tira 11 reais, 3 notas de 2 e uma de cinco. Coloca no bolso de tras, esquerdo. Tosse pela terceira vez, na parte de tras da mao direita um pingo de sangue, pequeno, mas de sangue.

Desce os 38 degraus, puxa a porta usando a forca do corpo penso para tras, para e respira. Olha pro teto e respira de novo. Passa pela porta de vidro, alcanca o bolso, pega o dinheiro e no momento em que vai entregar a moca loira, desmaia. 

Acorda na sala do rh, deitado em 2 cadeiras enfileiradas, 3 pessoas olhando para o seu rosto. Fecha e abre o olho de novo. Sao 3 pessoas, 2 cadeiras e a sala do rh. 

Levanta pela sexta vez, ainda nao escuta nada, visao semi turva, balanca a cabeca com um "tudo bem" e sai da sala. Ninguem lhe segue.

Empurra a porta com o ombro, sobe 9 dos 38 degraus e cai, segura no corrimao inutilmente e cai. Deita no chao, vira de rosto pra cima e respira, e desfalece, lembrando de um sonho recorrente na semana.

Ceu limpo, mesas de piquenique antigas pintadas de branco, bancos da mesma cor e com o mesmo aspecto nos dois lados, conjuntos espalhadas por todo o gramado, lona cobrindo parcialmente, mas nao as laterais, como se fossem varios circos com palcos estranhamente pequenos. Continua andando, encontra um tigre branco amarrado num toco baixo, continua andando em sua direcao, sem vontade de desviar.

O tigre encara-o nos olhos e levanta calmamente a cabeca, puxa fortemente o ar com a boca entreaberta e solta o ar num so sopro, que produz um barulho parecido com um rugido. O homem nao desvia, mesmo com medo, sua mao vai em direcao a boca do animal. 

Ele acorda. 

Levanta rapido, arruma a camisa e sobe sem correr os outros 31 degraus, parando para respirar a cada 6 mais ou menos.  

O resto do dia acontece como num dia normal, 18 horas em ponto levanta pela ultima vez, fecha o computador, levanta cambaleando, apoia na mesa, respira e continua andando. Consegue alcancar o elevador que quase fechava a porta e aperta o botao do subsolo. 

O trajeto do 11 andar ate o subsolo leva o dobro do tempo normal, mas antes que ele pudesse pensar nisso sua visao turva novamente. O homem se apoia nas laterais do elevador com uma das maos e com a outra protege a boca e tosse novamente, agora na parte de tras da mao esquerda uma gota de sangue, maior que o pingo anterior. Leva a mao ao nariz e limpa mais o que achava ser algo sujo, mas era seu sangue.

Passa pela porta de vidro do subsolo e entra no carro, fecha a porta, respira ofegante por 2 minutos, se acalma e gira a ignicao. Pe na embreagem com cuidado, engata a primeira marcha e acelera aos poucos. Ao soltar o pe da embreagem sua respiracao volta ao normal.

Planeja fazer todo o caminho ate sua casa ao telefone, varias pessoas diferentes, pois assim, se passar mal na direcao consegue avisar alguem antes de desfalecer. Mas subitamente a ligacao cai, e seu celular fica sem rede. Um rapido momento de panico que nao culmina em nada. Consegue dirigir ate o destino sem problemas, apenas uma leve tristeza. 

Estaciona o carro na garagem mais calmo, menos triste e com um som alto no radio. Entra no elevador pensando em nada, abre a porta do apartamento e como de costume retira tudo do bolso, deposita simetricamente na bancada e vai ao banheiro.

Ao abaixar as calcas pensa em varias coisas diferentes, trabalho, amigos e musica. Terminando o que havia comecado a fazer, vai se limpar. Mas no papel enrolado e amassado ao inves do esperado encontra mais cor vermelha.

Nao consegue imaginar o que seria se nao sangue.

Sem desespero e com um auto controle desconhecido se limpa e levanta.  Encara seu rosto no espelho e percebe na narina direita uma mancha vermelha. Se aproxima um pouco mais, olhando nos proprios olhos e percebe seu coracao parar lentamente.

Respira pela ultima vez e se deita. Calmamente suas narinas liberam sangue suficiente para cobrir com uma fina camada todo o piso do banheiro. 

Sua cabeca pensa por mais 7 minutos. Ele nao sabe se esta dormindo.

terça-feira, 1 de maio de 2012

i can say i hope

Desde a minha ultima contagem, das 6 bilhoes de pessoas no mundo que eu poderia escolher. Eu ainda escolheria vc. Se eu ainda pudesse escolher.

Eu sei que eh dificil, mas eu queria ainda que desse certo. Muito certo. Que nao houvesse nenhum minuto de inseguranca, de falta de carinho. Que tudo fosse mais que perfeito.

E mesmo se fora perfeito, como ser, uma vez humano?

Sem citar o amor humano, logo imperfeito. Logo minhas tentativas de controle, de auto controle, e minha intransigencia nao sao amor.

Sao falhas tentativas de forcar uma perfeicao, que pelo simples fato de existir, descaracteriza o meu amor.



terça-feira, 24 de abril de 2012

my secret lover is 108

apatia
cansaco

nem aparecem palavras, soh letras.
nem parecem minhas.

domingo, 15 de abril de 2012

worth the fight

Essa vontade de chegar perto, te vendo nos detalhes.
Tocar seu braco macio, sentir sua temperatura.

Entender metade da metade que voce mostra.
E com um abraco afastar seu medo.

Na sutileza das maos sozinhas.

E saber porque discursa sobre inseguranca se a metade que mostra é perfeita.

don't wanna know

E se agora eu me transformo em um castelo de cristal? Se sou promessas eternas (com prazo de validade)?
Se estiver sufocando alguem aqui dentro, ameacando quebrar e machucar?

E se a pessoa em questao tambem hesita em fugir, ainda lembra porque quis entrar e nao esta disposta a abrir mao.

E se eu, em condicao de castelo de cristal, nao quiser quebrar?
E se eu sorrir?

sábado, 14 de abril de 2012

the stampede crushes you

E agora olho a fragilidade desse castelo de cristal, sei que qualquer estilhaco pode e vai machucar, mas antes de sair correndo e fugir daqui, prefiro lembrar o motivo que me fez entrar pela primeira vez.

Ora lindo e majestoso, esse castelo é, e somente é um castelo. De cristal.

De fato qualquer pessoa de fora, incluido eu, em algum momento se entrega ao impeto de entrar. é um senso comum, estatizado, pasteurizado no discurso. Complexo e multifacetado no tratamento diario. Dificil na pratica.

Mas mesmo aqui de dentro, olhando pra essa aboboda transparente e fragil acima de mim, ainda acho (e vou continuar achando) ele lindo.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

i will take you to another height

E a discrepância entre o discurso e a ação, cria o questionamento, e dentro do questionamento cabe entender quanto desse abismo sou eu quem cava. Cabe entender quantos questionamentos cabem (se cabem), dentro desse abismo. Resta ainda entender se são válidos, se não são só a tendência natural à digressão.

Vale analisar qual a profundidade que cavo (se cavo), e se preocupar com o fundo. Prestando atenção nos parênteses.

quinta-feira, 22 de março de 2012

bacana

e comeca aquela ideia idiota
de por carinha feliz, sorriso babaca
no final de cada frase bacana

aquela fase sozinha
egoista
safada

bacana e babaca

stay down here

now i'm older, and i no longer steal
but i think about it, all the time


quisesse

Vc eh a pessoa que eu teria escolhido
se me fosse possivel ser quem eu queria ter sido

Eh tanto e eh isso, que me faz pensar no vicio
que penso em vc

Mas querer, nao me foi possivel
e agradeco por isso

Pois um dia qualquer, sem plano algum
encontrei vc

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Devious

Do sentimento o vicio
Do vicio o fogo
Do tempo o sentimento
Do amor o empenho

Seja paixao ou luta,
da coragem ou vento
existe em mim nesse momento
um sentimento estranho

Um sentimento novo
de um momento antigo
que antes apenas o vicio
sentia algo parecido

Agora o vicio se foi
o estranho tomou conta

O amor nesse momento de novo
como novo deve ser em todo vao momento

Learnings

Entao que quando menos se espera se aprende algo, nesse exato momento, sentado em um restaurante perto de casa, aprendi o significado da persistencia.

Nao da persistencia com raiva, com frustacao, mas da tentativa. Analise, nova tentativa. Insistencia sem perder a cabeca. Querer muito alguma coisa, e fazer os meio para sua obtencao. Como no exemplo desse restaurante, conexao a internet.

Mas voltando ao motivo que me fez querer escrever esse texto, me remeto a relacionamentos passados e ate atuais. De todos sai uma pessoa melhor, como imagino que todo mundo deve sair, ou pelo menos deve querer sair.

E mesmo nos piores momentos, nos mais dificeis, quando achei que nao conseguiria mais viver, aprendi. Como ja vi pessoas dizendo, com a companheira dor, que nao sai do nosso lado mesmo nos momentos complicados. E principalmente nesses, e que ela esta la, para nos apoiar, nos ajudar.

Mas nao quero ficar negativo, e mesmo tentando implicitar aprendizado na dor, aceito que ela e sim algo negativo.

Quero me referir a coisas boas, coisas que me fizeram uma pessoa muito melhor. Aprendi a respeitar o outro, aprendi a dar valor aos amigos a me curtir mais. A fazer o que quero, na hora que quero as vezes. A ter paciencia. A sorrir.

Aprendi muito a sorrir com os relacionamentos, tanto nos bons quanto nos maus momentos, mas principalmente nos momentos sem definicao. Nos momentos onde apenas a duvida era uma certeza.

Nesses aprendi a sorrir muito, e aprendi que sorrindo muito, o momento seguinte a indefinicao, era um momento de puro prazer. De puro amor.

E esse sentimento de saber que e uma questao de tempo, e que em pouco havera apenas coisas boas transbordando meu ser, me enche quase me instantaneamente de amor. E esse amor de preencher so faz atrair mais amor.

Portanto ate mesmo a infima esperanca de um amor, nos entrega a sorrisos que nos enchem de coisas boas, e faz assim chegar o amor que ainda era indefinido.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Against mine



I promise I won't tell anybody else
Please stay together and hold hands,
our instructions before entering the symphony hall

The amazing everyday

E a incrivel capacidade de ser suscetivel a coisas boas :)

Anti

Anti amargo e positivo
Anti pesado e amigo
Anti agressivo e resolvido

Amado


Positive

A million Dandelion seeds are floating in the breeze
So every time you catch one, 
You'll know you're catching me.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Escolha

E nesse momento tudo que eu posso esperar eh que nao tenha acabado, porem sei que acabado eh forte mas nao me mata.
E na escolha de morrer escolho nao, e na escolha de tentar escolho sim.

Pedacinho

Acabei de achar teu cheiro num pedacinho do travesseiro

Volts

E esse pensamento musical, e esse ritmo, e esse padrao.
e essa volta aos polissindetos?

Essa inquietude um raio. No raio os volts.

Antes

Antes da noite a luz
antes da vida a cruz
antes da alma o jus

Antes do coro alegre, dos contentes sujos
A alegria imunda do submundo

Antes a clara a farda
antes a tara a garra
antes a linha ao surdo

Antemao de um principio curto
No coracao um moleque burro

Antes do vicio o uso
antes do gasto o custo
antes do pause o susto

E entao no pause, a razao
E no pause o custo, o susto, e o desuso
E no desuso a alma, no desuso a garra, no desuso a luz

Na proximidade o curto, na indecisao o cuspe
Na alegria o pulo, na comodidade o sopro, na seguranca o murro

No cadaver frio, do pause curto, a mudanca simples
Na simplicidade a morte, na rua os carros, na primavera o lindo

No lindo o cargo, na responsabilidade o fardo, no caminhar o peso
Na obrigacao o saco, na tentativa o erro, na esperanca a ultima

No coracao gelado, do cadaver frio a novidade assusta
Na novidade o velho

No velho a alma
No instante o breve
No caminhar o tunel

Depois do tunel, a luz

Antes a vida ao caco, antes ao lado ao longe,
antes a alegria ao triste

Antes voce comigo

If I could turn back time

Fora a classica frase "se eu pudesse voltar no tempo" eu ainda tenho um monte de outros sentimentos e entre eles alguns bons, na verdade alguns muito bons. :)

Porque esse desejo de reparacao soh existe na lembranca de algo maravilhoso, e mesmo assim ele nao precisa ficar apenas no passado. Se mais um dia comeca, porque nao recomecar com ele. Um dia a mudanca ocorre mesmo. Nenhuma novidade, na real eh uma parte do caminho.

E quando aquele sol levantar, longe no horizonte e cheio de explosoes, vou levantar junto. E dessa vez nenhuma promessa. Mas sim mudar um pouco todo dia. E sorrir pra cada novidade, cada mudanca.

Toda vez acordando melhor, uma pessoa melhor, um individuo melhor. Um ser humano. Que aproveita o erro pra crescer.

I'm the everlasting calm


terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

A felicidade

"A felicidade é um estado durável de plenitude, satisfação e equilíbrio físico e psíquico, em que o sofrimento e a inquietude estão ausentes."

Se tem algo que realmente nao se encaixa, eh esse estado duravel de plenitude. Como pode? Nao tem como o meu estado ser mais duvarel e mais pleno do que eh. Pelo menos essa consciencia tenho.

Vida profissional, check.
Vida afetiva, double check. :)
Todos os outros pormenores, check.

Entao por que eh que eh tao dificil entender o significado da felicidade? E por que essa sensacao de nunca a ter vivenciado?

Por que essas inumeras interrogacoes se a racionalidade mostra que esta tudo tao perfeito? Deve ser justamente porque nao eh algo racional, eh emocional. E porque ainda por cima o perfeito nao existe.

Talvez a definicao esteja errada. Estado duravel? Sera mesmo? Talvez esteja me enganando, me fazendo de coitado. Posso ateh estar negando, soh pra ser opositivo. Soh sei que quero sentir a felicidade, de alguma forma.

Fazer com que aquele momento que acordo e olho nos seus olhos, ou quando mando um email resolvendo magicalmente todos os problemas do trabalho, ou mesmo quando sorrio pra alguem na rua, durem mais que aqueles milesimos. Pois que a felicidade esta nas pequenas coisas, eu nao serei o primeiro a dizer, mas que a felicidade esta na forma como guardamos essas lembrancas, pode ateh ser.

Se gravarmos uma lembranca de que aquela situacao nos fez feliz, ou que aquela determinada pessoa sempre nos melhora o humor com um sorriso, e resgatarmos frequentemente esses momentos. Revisitando essa sensacao tao curta, talvez prolonguemos essa sensacao, criando assim um estado duravel. E se ainda por cima entendermos que essa sensacao mesmo curta, eh o suficiente pra nos dar seguranca na vida, nas decisoes. Ai sim chegamos mais perto da felicidade, pois autoconfiantes conseguimos apenas com essas lembrancas sentir toda aquela coisa boa sem ficarmos nos questionando.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

misspelled attention whore

e comeca a aceitar
pouco e devagar, obvio. mas comeca a aceitar

tudo bem que foi preciso tudo quase acabar
mas serviu. No minimo pra parar e pensar.

agora soh resta esperar, pra ver quanto tempo mais,
nesse compasso ritmado eu consigo andar.

antes que de novo o meu lado caotico me faca duvidar.

day dreamer reloaded

Dog person
PC mac person
Google person
Non-beer drinking person
People person?!!!


Evolving person :)

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Demerito

Entre tantos pensamentos, vc eh o mais frequente. Vc que nao tem rosto. Que ao fechar os olhos nao enxergo, que vive na minha imaginacao.

Nem duvidar da existencia posso, eh sempre tao bom pra mim. Surpreendente.

Vem vc meu futuro, continua assim que eu continuo. E nao eh demerito algum te perdoar tao facilmente, se somente carinho transparece.

E se hoje acordo querendo que nao venha, a noite penso em vc a cada dois minutos.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Volé

Se eu não me posicionar na sociedade, se ficar me escondendo. Eu vou apenas ser tratado como eu me vejo.
Algo tão errado que deve ser escondido.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Matt Alber - Slow Club

lying in the halfway, singing lullabies
frozen by whatever we unrecognized
keeping with convention are declined to hesitate
rushing into everything, but always running five minutes late
I barely know you, but baby would you mind if we just meet in a slow club
would you beat in a slow club

falling into treadmills
trying to keep up the pace
front running the hit parade
keeps a smile on the face
with my favorite t-shirt I'll try to turn your head,
but what makes me a better man, can hardly be determined in bed

so what would happen instead, if we just meet in a slow club
would you beat in a slow club

you could be good for me
if we take our time
I knew before the kiss
by the way you spend your sunshine

if we just meet in a slow club
would you beat in a slow club
if we just meet in a slow club
would you beat in a slow club

domingo, 3 de julho de 2011

back in line again

And then I realized, I need to stay out of going out on the weekends.
I gotta stay inside and fulfill other needs than the ones I fill on getting out.

But I confess, I still dance by myself, and keep making the persistent indagation.
"Don't you wanna be dangled over?"

segunda-feira, 20 de junho de 2011

wait

E ele entendeu o seu olhar apaixonado.
Compreendeu a volatilidade do sentimento, cansou-se do inteligível.

Por mais que fosse essa fixação no inteligível que lhe trouxera todas as coisas boas até então, tudo que ele usa para subir e se apoiar não precisa disso, é só se colocar em primeira pessoa.

E eu entendi meu olhar apaixonado.
Compreendi a volatilidade desse sentimento, cansei-me do inteligível.

Por mais que tenha sido essa fixação no inteligível que me trouxera todas as coisas boas até então, tudo em que subo e me apoio, não precisa disso de se colocar em terceira pessoa.

E eu entendi Tenho consciência do meu olhar apaixonado.
(Penso que) Compreendi a volatilidade desse do meu sentimento, (finjo que) cansei-me do inteligível.

Por mais que tenha sido Foi essa fixação no inteligível que me trouxera todas as coisas boas até então, tudo em que subo e me apoio, (mas) não precisa disso de se colocar em terceira pessoa.

domingo, 15 de maio de 2011

caminho

i ain't going home
but i'm moving and i'm striving on my own
trying my best to deserve my inherited body
breathing the air into my also inherited lungs

forming my indefinite self,
as the ever changing world  surrounds me
constantly modifying my weight
but i know i'll make it, if i just go on keeping the pace

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Sono già solo

Tá, eu gosto desse tempo errado.
Desse compasso desandado, acelerado.

Desse caos sonoro,
desses ritmos descompassados

Sou amante desses caos, não só sonoros
desses de viver nesse passo acelerado

com pensamentos alhures e estagnados
dentre faltas de pontos finais, dentre achados

fatto ovvio

duvido alguém no prédio abrir e fechar a janela tantas vezes

tentando adormecer olhando a luz
tentando adormecer no quarto
tentando adormecer com a luz da lua
tentando adormecer com a escuridão do quarto

tentando a dor de ser, negando um fato óbvio 

terça-feira, 26 de abril de 2011

and the sewers erupting life in gold

e vc não pode me fazer entender
se, aposto, nem mesmo vc pode entender tanto quanto diz

porque entender o tanto que diz, parece-me tão frio, tão frívolo
e prefiro te ver como um louco, do que maquiavélico

ou pode ser apenas o meu ego, que prefere não se ver como enganado

quarta-feira, 20 de abril de 2011

en colo

am i that predictable?
am i liable, in that predictable way?

am i boring?
am i that pitiful, in a mostly boreful way?

NEXT

num planeta alienígena

Pega na mão da sua amiga e vai embora. 
Não é por mal, mas não quero vocês aqui. Não me sinto bem quando vocês por perto.

Eu sei que eu te conheço, mas mesmo assim, não me sinto bem. Não é um sentimento bom.
Toda essa ansiedade, entende?
Não me faz bem.

Agora você aí, vem mais perto. Respira aqui próximo. Deixa eu saber quem você é, te entender melhor. Sabe?
Porque só assim posso saber se te quero tanto.


domingo, 17 de abril de 2011

stereo

Oi lua cheia.
Olá emoções, como vão?
Bem.
Parecem um tanto apreensivas no entanto.
É.
Boa noite.
Boa noite lua.

sábado, 9 de abril de 2011

autoimune

Sabe os devaneios e frustrações
dos sempre doces amores furtos?
São cavidades, são reduções
de um músculo frágil e autoimune

terça-feira, 29 de março de 2011

if i could stand up mean, for all the things that i believe

Id: Eu só quero ser o melhor, só isso.

Ego: Não, você se boicota. Você gasta demais, tempo demais, pensando demais. Criando.

Id: Não vejo mal nenhum em não se contentar em ser apenas mais um, em ser medíocre.

Ego: Você só quer ser o melhor porque não pode ter o medíocre.

Id: Mas...

Ego: Mais nada, medíocre mesmo. Por isso você espera demais de si mesmo, pois não acredita que pode ser medíocre. Mas pode. E sendo não vai drenar todas suas competências e qualidades, elas vão continuar lá. Você vai continuar sendo quem é.

Superego: Alguém me explica o que é isso de novo? DE NOVO?

Ego: Espera, dessa vez deixa eu concluir. Id, é o que falei, você vive demais, em tempo de menos porque não sabe até quando vai aguentar sendo mais, esperando mais de si mesmo. E não consegue ver que um dia vai ser medíocre, e que isso não é um problema. Isso é bom na verdade. Pois você pode sim, ser medíocre. E viver sem levar tudo aos extremos. Sem viver as pessoas ao extremo.

Id: Mas...

Superego: Sem mais.

segunda-feira, 28 de março de 2011

in the darkness comes, another, another

Ego: Calma, você precisa ir com mais calma, pegar mais leve.

Id: Oi?

Ego: Estou falando sério, você tem vivido com muita intensidade.

Id: Tá.

Ego: Você precisa viver tudo de um modo mais supérfluo, viver as experiências e as pessoas de um modo mais superficial. Isso mesmo, principalmente as pessoas. Não precisa viver tudo de um vida em meses, de semanas em dias, de dias em minutos. Isso te faz mal, te suga a alma.

Id: Mas não sinto nada agora.

Ego: Por isso. Por viver tão intensamente tudo. Uma hora se está em cima, outra embaixo com as frustrações e não realizações.

Id: Não, você não entendeu. Não sinto nada. Não é estar na fossa, é nada. Simples assim.

Ego: Hmmm, como assim?

Id: Sei lá, não estou triste nem alegre. Apenas estou. Entende?

Ego: Pera, você não está triste? Não estou entendendo.

Id: Como? É você, você tem que entender.

Ego: Mas eu não sei o que dizer, não faço ideia do que possa ser. Você vive tudo com tanta intensidade e de uma hora pra outra some todo e qualquer tipo de emoção? É demais até pra mim. Não consigo te ajudar, estou tentando. Mas você está bem em não sentir nada?

Id: Não sei, nem isso eu sei.

Superego: Mas de novo! Porra Ego, para de questionar. Id para de ser intenso, é simples, você condensou tanta emoção em tão pouco tempo que nosso corpo cansou, não consegue sentir nada. Mas pelo jeito o puto do Ego ainda consegue ter força pra questionar. Agora todos dormem.

terça-feira, 22 de março de 2011

one life with one dream on repeat

Permeando sonhos
desatando nós
alcançando metas
desfazendo laços

Num sonhar sem lua
deitado ao leito
olhando os tecidos
escolhendo um lado

Trechos caminhados
passos todavía
pés descompassados
profissional.

Pensando um dia
quem sabe inverno
primavera ou maio
(em) estar geminado.

domingo, 20 de março de 2011

a realidade

Era mais um. E mais um dia, e a solidão. Um a um todos iam abandonando-a. Ela não era a mais linda, muito menos inteligente, mas tinha sua função. Mas por mais que se esforçasse, no final do dia, estaria sempre sozinha, com o seu fardo. Já estava acostumada. E não culpava as pessoas, ela sempre soube que a realidade é dura de ser encarada.

Abandonar a realidade faz parte do crescimento humano.

it say you are a dinosaur

Ah, eu aqui vivendo sossegado a minha existência. Quietinho. Pensando de receitas com carne até o fim do mundo. Imaginando o planeta entrando em colapso e eu parado aqui nessa vista linda.

Pensando nas massas de manobra, pensando em mim como mais um. Pensando no photoshop e nas novelas, pensando na venda de imóveis, pensando na família.

Fazendo planos para os filhos que ainda não existem, pensando na aposentadoria que ainda está longe, enfim fazendo planos.

Pensando longe, imaginando perto. Ficando triste e ficando alegre. De novo, apenas mais um vivendo, e o mundo em colapso.

domingo, 13 de março de 2011

are you free or are you tired of?

O mesmo cabelo comprido que viu os amigos de escola irem embora, lhe dá o ar sensual. Construído por sobre algo que cresceu durante seus anos de inocência, seu visual deixa dúvidas, suas atitudes deixam dúvidas, mas seu olhar não deixa alguma, é uma menina de 17 anos, e não uma mulher.

E é com esse cabelo e o olhar que ela chama a atenção, na esperança de alguém libertá-la da prisão imaginária. São os cabelos claros, ondulados e naturais, que a diferencia das outras meninas. Meninas essas que ela não está acostumada a lidar, sempre preferiu as brincadeiras brutas.

Agora rodeada por elas, a menina-mulher usa a sua brutalidade para sobreviver, mesmo parecendo leve o ambiente da sua profissão é pesado. Encolhida como um animal acuado se concentra antes de cada entrada. E seu ar tão diferente, misto de delicadeza e agressividade, encanta as lentes.

quarta-feira, 9 de março de 2011

ride on a big jet plane

Construir esse castelinho de areia, o problema é que ele é feito de areia de praia. Clara, bonita e fraca. E esse castelinho sempre desmorona, e eu insisto em reconstruir de novo, e de novo, e de novo. Só pra ele cair.
Essa areia é fraca, e linda.

...

E de novo polissíndetos. Breves e lívidos. E esperas intermináveis.

give it up

Posso falar? Qualquer um. Qualquer coisa. Nem existe tanta restrição assim quanto parece. Já disse.
É tudo uma questão de percepção.

segunda-feira, 7 de março de 2011

belly of a whale

meio tanta coisa que acaba sendo eu.

...

the enticing donut

domingo, 6 de março de 2011

not romantic and too dramatic

E a gente quer ver o mundo, e troca a tv por uma tela com as novidades dos amigos.
E a gente quer saber tudo, e justamente se especializando percebe que do assunto que mais se sabe, se sabe nada.
E a gente não tem tempo pra nada, e quando tem, reclama que o tempo não passa.
E a gente não passa de bicho esquisito, evoluiu porque é carnívoro e agora tem dó dos bichos sem consciência do cinismo.
E a gente critica todo e qualquer indivíduo. E temos medo de tudo. E sabemos nada.
E somos bicho esquisito.

hit me double hard

i have no choice, but to leave without voice.
you left me no choice, but to hold you high above.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

aficionado

Drag myself from happiness, face me with all the pandora secrets.
Let me sustain my own sky, my sun, my stars. Let me shoot my moon.

Let me raise my doubts and praise my fears. Let me become stronger than that.
Let me perceive people, on their particular realities.
Let me (a person) aficionado on my self universe.

Locked on my own dreams.
Laisse-moi.

frenesi

And once drenched in the initial frenzy, with all the caring prerogatives, we reached out for the last frontier. The ego (centred) barrier. From this point only the strong self steem prevails, our optimism smells once more a sort premature.

Do we need running? Do we need chasing?

Do we need loving?

Fuck prudence, let's drown ourselves in the moonlight. Let's survive the outer space.
Let's kill liability, and runaway the routine.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

faraday cage

lights all failled
covered up their mouths

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

i can't make new memories since

Ainda não entendi completamente esses dejá vu, na verdade ainda não entendi nada desses dejá vu. Ainda não entendi se eles pararam de significar algo ou se nunca significaram. Ou ainda se foi com o tempo que eu parei de dar significado a eles.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

I watched you suffer, a dull aching pain, now you decided to show me the same

E é por isso que eu entro nessa realidade paralela, me escondo dos sonhos e vivo quieto. Nessa realidade vivo cada detalhe, chegando perto da perfeição só pra jogar fora na manhã seguinte. E começar tudo de novo, sem me envolver demais.

No mesmo ritmo curto dos fatos nas frases e no mesmo ímpeto raso dos conteúdos, eu surto. Me acondiciono ao tempo, me acostumo ao pouco, me protejo. E lá no fundo, bem no fundo, existe um lugar tranquilo, amplo e bonito, e não mais apenas polissíndetos.

Wild horses couldn't drag me away.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

day dreamer

Dog person
PC person
Google person
Non-beer person
People person?


never let me go

Tem muito espaço entre o começo e o infinito.

what kind of jungle is this?

Meu dois olhos não enxergam a mesma coisa. Minha mente não enxerga a mesma coisa. Nem mesmo o lugar que eu miro, é a todo tempo, a mesma coisa.

Nunca sou uma constante e por vezes sou nada. Não é esse pedaço de carne que me define. Just listen to how loud this thing can howl. Animale.

paradoxo



O que gosto é o conceito.

Que as lembranças de um amor finito te arrastam pro passado;
E o convívio de um amor diário te joga pro futuro.

Gosto muito desse vídeo, e o seu conceito criativo.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Barb wire

Barbituric
Barb wire
Barbarella

Fantastic
Status quo
Aquarella

"And half street was under my nails"

Elderly stars slide down the lonely sky



Lay dagger dead inside a lonely bed
Trying to hide the hole inside my head
Watching the stars slide down to reach their end
Cause sleep is not my friend

Drinking champagne to forget yesterday
Coz I remember, the way, the way, the way
It ended the day, the day, the day, the day
That I walked away, away, away, away

Drinking champagne, made by the angel
Who goes by the name of Glittering Gabriel
Drinking champagne made of an angels
Tears and pain, now I feel celestial

Elderly stars slide down the lonely sky
Slipping away to find a place to die
I wonder when the night will reach it's end
Cause sleep is not my friend

Drinking champagne, meant for a wedding
Toast to the bride, a fairytale ending
Drinking champagne, a bottle to myself
Savor the taste of fabricated wealth

Drinking champagne, made by the angel
Who goes by the name of Glittering Gabriel
Drinking champagne made of an angels
Tears and pain, now I feel celestial

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

lo siento

Ranzinza, lo siento, pero como é que eu fico?
Vc que foi, sim pra vc serve tudo isso, sim como é que eu fico!

as letras não querem estar em caixa alta

mas eu sinto.
eu te considerava tudo isso, feio, bobo, ingênuo e tudo isso.
retrógrado, amoroso, quieto e solícito.

.....

sim, tudo isso e mais um pouco, porque vc sabe que não foi pouco tudo isso. e eu sinto que foste rápido, limpo e conciso o que dizeste comigo. da última vez que estiveras contigo, um beijo, um lamento, um último aviso.

ah tudo isso, e meu umbigo

e se eu te amar, como eu faço?
e se eu te desejar, e ai?
e se eu quiser filhos, envelhecer, e tudo isso? como eu fico?
e se eu só quiser dizer que estou afim de vc?
...
e se eu estiver longe?
e se eu sentir saudades? de alguém que nem o convívio foi longínquo?
e se eu sonhar com o seu calor?
...
depois disso, como é que eu fico?
e se eu sonhar de novo, e uma vez tiver resposta e construir tudo isso,
mais uma vez, como é que eu fico?

e se eu gostar de polissíndetos?

o seu ponto final foi uma exclamação

e essa boquinha triste, e a porra da carta de óbito do vovô em cima da mesa.
e eu escondendo todo esse tempo que é por vc que eu arrasto tudo isso, anos.
e se eu te contar que menti para amigos, e se eu te contar que eu te acho lindo desde os tempos mais findos.
e se eu te contar que eu te abraçaria e sonharia doze sonhos contigo.
e se eu te contar que eu sinto?

...

e se eu te amar, como é que eu fico?
e se eu acho tudo e mais aquilo ridículo!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Shake it down

Com sono, sem gel, sem escolher camisa, com a pior calça jeans e apático. Bom dia, dia. E a manhã que já começa com o trânsito no acesso a ponte Cidade Jardim, que é tão ruim, que todo e qualquer sonho matinal fica por lá.

...

Mas no final do dia, deitado, rola na cama, vira a cabeça, olha pro lado e ri. De dentro pra fora. Preparando um próximo sonho pra manhã seguinte.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Manta acrílica

E é agora que eu piro, e o tecido não tecido?

Who am i to choose the boy that everyone adores?

E agora o que resta sou eu, um hipnótico e umas frustrações.
Na cama quente, vento abafado, céu estrelado. Noite clara.

Nada novo, nada demais, só o ciclo que recomeça.
Ciclo chato, ciclo metido. Meu ciclo.
.
...
..

Senta e espera, e espera nada além do que dá, mas dá demais.
Pensa e se frustra. I'm feeling down about this ****.

(o hipnótico é rápido, chego ao fim?)

Who are you to make me feel so good. Hey vc longe, estica a mão. Segura minha pata que eu te puxo, to querendo conhecer melhor seu focinho, seu sorriso e o seu belo pêlo macio enroladinho. Quero cuidar de todo o seu carinho.

Conhecer melhor suas inuências, suas cáries, suas caridades. Seus gostos, ascos, olhos, mãos. E bocas. E quando perto demais adormecer, o silêncio auscultando o coração.

E se vir tempos depois, questionar who are we to be emotional?

This love will be my downfall

domingo, 6 de fevereiro de 2011

i saw you from my car

Pensamentos cada vez mais curtos, curtos na extensão de um relacionamento, complexos como a fibra de um tecido. Áspero, brilhante e sombrio.

...

CAAAAAGUEI.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

me custa abrir los ojos

Eu garanto. É só porque é longe, se fosse jundiaí, matão ou fortaleza ia ser perto, ia ser possível. Só porque é longe, eu caí.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

looking for the magic

As 00:33am de 3 de fevereiro de 2011 abri o olho e falei em voz alta: - BOSTA.
Completamente inconsciente.

the magic

E eu que pensava que nunca me apaixonaria de novo, e eu que pensava apenas no platônico, encontrei algo ainda mais inteligível. Y tu italiani, prende tu rabia y corre. Pourquoi je n'aime pas.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Y la soledad

Y las lénguas latinas. Italiani.
Y la inocencia rota.
Y los Y, and los if.
And no language barriers.

Finire?

Só porque eu pensava que era inútil te esperar na escada, tenho me recordado de tanta coisa. Dentro desse mar de finais, ondas sem espuma e água morna.

E âncoras, ouvidos, correntes e mais água salgada.

Spiegare

Doze horas de uma terça-feira.
Olheiras. Orelhas, ouvidos.

...

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Drama

O tecido morto na cama quente.

...

O pano frio na gaveta triste.

...

O papel omisso no armário alto.

...

O coração gelado.

Les animaux

E eu pulo de vício em vício, de você, pro trabalho, pro eufemismo. Mas a pena é que nenhum desses acaba logo e de uma vez comigo.

Cansei, por hoje, desses vícios bonitos.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

lucifer you're landing

Ainda bem que é de couro, assim fica um pouco mais humano. Não aguento mais coisas frias.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Just because you left the theater, the movie didn't stop, in the barrel of the gun

E o que mais me doeu nela foi o desprezo, foi sim, foi também a virada de rosto, o excesso de segurança, o sossego.

E o pior ainda que poderia ter me ocorrido era o desapego. E ocorreu, mas falta algum tempo pra entender. Algo entre 10 e 15, minutos ou anos, vividos ou sonhados.

E só me resta a dúvida, "E se eu me apaixonar por alguém que já morreu?". Back in 1991, in the barrel of the gun. And it didn't seem to matter to anyone, then none of us made home.

Are you waiting for your ricochet?