sábado, 4 de janeiro de 2014
Teus olhos meus
Os outros, eles vão e vem na nossa vida, assim como as ondas vão e vem nesse mar, elas vem e se desfazem assim como as pessoas e somem da nossa vida, mas o mar ele tá ali, e quanto mais profundo vc for, mais solitário, mais quieto, mais silencioso ele tá. Tem que ser imenso pra saber ser sozinho.
A terra é redonda
Desde sempre me apeguei ao inusitado.
Desde sempre, quando a resposta era A eu gritava B.
E não há máxima mais clichê que desde sempre, mas essa é real. É desde sempre.
Daí vem o que é real, e o que é real?
Todo ponto final é burro
E todo é burro
E final é
E no final, mais uma vez, é o e que fica
E
Desde sempre, quando a resposta era A eu gritava B.
E não há máxima mais clichê que desde sempre, mas essa é real. É desde sempre.
Daí vem o que é real, e o que é real?
Todo ponto final é burro
E todo é burro
E final é
E no final, mais uma vez, é o e que fica
E
terça-feira, 17 de setembro de 2013
make your mind, i never will
eu amava quando vc era o primeiro.
nao é mais.
é isso.
if we fall apart at the same time, and i come undone at the same lines, it doesn't mean that i'm falling in love, i never have and never will
nao é mais.
é isso.
if we fall apart at the same time, and i come undone at the same lines, it doesn't mean that i'm falling in love, i never have and never will
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Standing blinded closing off the space I'm in
Minha paz saiu de mim. As respostas que eu não queria, de perguntas que nunca fiz, vieram. As respostas que eu sempre quis, nunca chegaram.
Todas as dúvidas se juntaram pra me infernizar.
Todas as dúvidas se juntaram pra me infernizar.
segunda-feira, 15 de julho de 2013
I can't run and I can't hide, I'll be wasted by the light, I'm undone but I'm alive
Benvinda sensação de impotência.
Joga minha segurança no lixo, e me mostra o quanto tenho e temos capacidades limitadas.
Me mostra que nem tudo que eu quero, eu consigo.
Me mostra que nem tudo que faz bem, está comigo.
Mostra que somos seres humanos sem regras claras, com interesses complexos.
Mostra que mudamos, eu e todo mundo, de ideia.
Mostra que não sabemos direito nem quem somos.
Desconstrói a segurança e reconstrói, mantendo partes, sem medo de novos caminhos.
Caminhos que nem foram explorados, que nem sequer existem. E por isso são infinitos.
Vi pessoas irem embora forçosamente, vi pessoas aparecerem e irem, mais de uma vez.
Vi até meu pé não poder mais tocar o solo. Tudo isso sem poder fazer nada, a não ser ficar triste. Sem ser suficiente dentro de mim mesmo pra mudar a situação, só saber que se é impotente.
Me fechei num quarto escuro procurando o interruptor, e tive que aprender a confiar sem a segurança de um plano.
Continuo querendo tudo o que há de melhor, hoje e sempre, só estou adquirindo novas capacidades.
Joga minha segurança no lixo, e me mostra o quanto tenho e temos capacidades limitadas.
Me mostra que nem tudo que eu quero, eu consigo.
Me mostra que nem tudo que faz bem, está comigo.
Mostra que somos seres humanos sem regras claras, com interesses complexos.
Mostra que mudamos, eu e todo mundo, de ideia.
Mostra que não sabemos direito nem quem somos.
Desconstrói a segurança e reconstrói, mantendo partes, sem medo de novos caminhos.
Caminhos que nem foram explorados, que nem sequer existem. E por isso são infinitos.
Vi pessoas irem embora forçosamente, vi pessoas aparecerem e irem, mais de uma vez.
Vi até meu pé não poder mais tocar o solo. Tudo isso sem poder fazer nada, a não ser ficar triste. Sem ser suficiente dentro de mim mesmo pra mudar a situação, só saber que se é impotente.
Me fechei num quarto escuro procurando o interruptor, e tive que aprender a confiar sem a segurança de um plano.
Continuo querendo tudo o que há de melhor, hoje e sempre, só estou adquirindo novas capacidades.
terça-feira, 4 de junho de 2013
eu nem sei
eu nem sei de onde vem o tiro, de que lado vem a dor
eu nem sei
eu nem sei porque fiz tudo isso, me entreguei
eu tentei
eu nem sei pra que passar tudo isso, exatamente igual
sempre
todo esse complexo sistema neurologico, pra que?
pra fazer tudo igual, todo dia, sempre do mesmo jeito
e ainda teimar
eu nem sei de onde vem o tiro
eu nem sei o que eu sinto falta
eu não sei de nada
eu nem sei
eu nem sei porque fiz tudo isso, me entreguei
eu tentei
eu nem sei pra que passar tudo isso, exatamente igual
sempre
todo esse complexo sistema neurologico, pra que?
pra fazer tudo igual, todo dia, sempre do mesmo jeito
e ainda teimar
eu nem sei de onde vem o tiro
eu nem sei o que eu sinto falta
eu não sei de nada
segunda-feira, 22 de abril de 2013
nuclear season
Então todo esse período dessa vibe baixa, vem da perda do exoesqueleto? Beleza e agora? Acabou, é isso? Tenho grandes dúvidas, grandes inseguranças, mas nada diferente de todo mundo. Nada fora do comum.
A única diferença é que essas inseguranças são minhas e portanto pra mim, elas são enormes. Tomam todo meu mundo conhecido.
E o que fazer agora? O que fazer, senão ficar bem?
O que fazer senão deixar o exoesqueleto ir embora e não definhar por isso? O que fazer senão mudar de cor, se adaptar. Entender que uma vez a camada protetora indo embora, as intempéries bater direto na pele e endurecer vai apenas criar um novo exoesqueleto, que vai esconder mais uma vez quem se é.
A única diferença é que essas inseguranças são minhas e portanto pra mim, elas são enormes. Tomam todo meu mundo conhecido.
E o que fazer agora? O que fazer, senão ficar bem?
O que fazer senão deixar o exoesqueleto ir embora e não definhar por isso? O que fazer senão mudar de cor, se adaptar. Entender que uma vez a camada protetora indo embora, as intempéries bater direto na pele e endurecer vai apenas criar um novo exoesqueleto, que vai esconder mais uma vez quem se é.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
to aprendendo a viver sem você
Sem alguém pra dividir, sem alguém pra brigar, sem alguém pra sentir.
Sem dividir sonhos, sem discordar, sem discorrer por horas e horas e horas.
Sem abrir mão de nada, sem saber agradar, sem se machucar.
De uma assepsia estúpida, sem aquela necessidade absurda.
Sem alguém pra somar, sem se arrepender, sem surpreender.
Sem tentar, só conseguir.
Sem dividir sonhos, sem discordar, sem discorrer por horas e horas e horas.
Sem abrir mão de nada, sem saber agradar, sem se machucar.
De uma assepsia estúpida, sem aquela necessidade absurda.
Sem alguém pra somar, sem se arrepender, sem surpreender.
Sem tentar, só conseguir.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
we cannot weather
Sou eu tentando convencer o outro que assim me convenço, sou eu que me faço acreditar nos meus ideais, que apaixono por tudo que me é trivial.
E é a mim, e somente a mim, por quem me apaixono (mas só quando tenho o outro).
Sou eu, tão inseguro, que lhe acalmo e assim me asseguro, pelo simples poder de acalmar por quem me acalmo.
Me faz veramente forte esse paradoxo.
E é a mim, e somente a mim, por quem me apaixono (mas só quando tenho o outro).
Sou eu, tão inseguro, que lhe acalmo e assim me asseguro, pelo simples poder de acalmar por quem me acalmo.
Me faz veramente forte esse paradoxo.
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Addormentato
Não fui eu, foi ela.
Ela fez todos os pequenos atos de carinho sumirem, todas as ligações bobas serem esquecidas, todos os bom dias virarem boa noite. Ela foi impiedosa, veio sem a gente perceber e destruiu tudo por dentro. Foi ela, a segurança, que corroeu o sentimento.
Ela fez todos os pequenos atos de carinho sumirem, todas as ligações bobas serem esquecidas, todos os bom dias virarem boa noite. Ela foi impiedosa, veio sem a gente perceber e destruiu tudo por dentro. Foi ela, a segurança, que corroeu o sentimento.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Cheiro
As vezes eu sinto cheiro de pretensão, de desamor, de desafeto.
Muitas vezes de egoísmo e sempre de medo, e medo tem um cheiro nojento. O medo de ser quem se é, é amargo, podre. Encoberto de falsidade e dissimulação, engana por alguns segundos, mas não por muito tempo.
Palavras tem cheiro, ações tem cheiro, pensamentos tem cheiro.
E tem alguns cheiros que eu tenho ojeriza.
Est
O amor não pede permissão, não pede nada. O amor não retribui, o amor dá, sem pesar o amanhã. O amor não tem interesse, o amor não joga fora, o amor guarda.
O amor é decidido, sabe o que quer. Se não sabe, se tem medo, não é amor.
E ao mesmo tempo, o amor é egoísta, só faz o que faz porque fazer o bem a quem se ama, te faz bem.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Alguéns
Vem do medo de perder alguém.
Como pode ser perder algo que nem meu é, algo que não pode ser de ninguém, que não dele mesmo.
Algo que nem algo é, é alguém.
Objetos que mesmo de desejo, não passam de coisas.
E como coisa, têm na sua essência a posse, mas não esqueceis que somos alguéns, não algo.
E esse medo de ficar sem "o alguém".
E o que é o alguém, senão um alguém que se quer.
Título concebido pelo simples querer. Atribuído por vontades próprias.
Somos todos uns alguéns.
E o único medo que resta é o de se perder de alguém.
Como pode ser perder algo que nem meu é, algo que não pode ser de ninguém, que não dele mesmo.
Algo que nem algo é, é alguém.
Objetos que mesmo de desejo, não passam de coisas.
E como coisa, têm na sua essência a posse, mas não esqueceis que somos alguéns, não algo.
E esse medo de ficar sem "o alguém".
E o que é o alguém, senão um alguém que se quer.
Título concebido pelo simples querer. Atribuído por vontades próprias.
Somos todos uns alguéns.
E o único medo que resta é o de se perder de alguém.
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Você
Não era o voo mais longo, nem o destino mais lindo, nem o mais esperado, mas era o momento ideal. O aviao decolava com quase 30 minutos de atraso, novamente nada demais, quase metade dos voos daquele aeroporto atrasam, sem contar os cancelados.
Mas foi naquele voo, logo apos a decolagem, enquanto o aviao ainda acelerava pra atingir a velocidade de cruzeiro, ele pendeu para o lado oposto a mim ao passar pela camada de nuvens e pude ver durante o crepusculo o ceu, de azul denso porem claro, degrade, brilhante proximo a linha do horizonte e cada vez mais forte a medida que se afastava, com cada ponto luminoso, cada estrela extremamente luminosa em suspensao. Pela primeira vez na vida tive a percepcao do que apenas se le nos livros, de que as estrelas sao sois e planetas cada um a uma distancia diferente na imensidao do universo, cada qual unica, com luminescencias diferentes.
Nao eram apenas luzes de natal pregadas em um veludo escuro. Eram corpos vivos.
E ao olhar mais pra baixo, uma lava branca queimando luzes por nuvens densas de algodao. Todo predio, poste, estadio, shopping center era agora reduzido a uma luz disforme, filtrada pelo principio de chuva logo abaixo.
Uma cidade vivia ali embaixo, sem a consciencia de tudo que existia ali em cima, e alem.
Voltando o olhar mais pra frente pude ver que iamos em direcao ao por do sol, o que fez com que aquele azul brilhante e as estrelas em suspensao ficassem se locomovendo na mesma velocidade que eu, exatamente ao meu lado por 5 minutos. Era o infinito como companheiro de viagem, em direcao ao por de um sol.
Mas foi naquele voo, logo apos a decolagem, enquanto o aviao ainda acelerava pra atingir a velocidade de cruzeiro, ele pendeu para o lado oposto a mim ao passar pela camada de nuvens e pude ver durante o crepusculo o ceu, de azul denso porem claro, degrade, brilhante proximo a linha do horizonte e cada vez mais forte a medida que se afastava, com cada ponto luminoso, cada estrela extremamente luminosa em suspensao. Pela primeira vez na vida tive a percepcao do que apenas se le nos livros, de que as estrelas sao sois e planetas cada um a uma distancia diferente na imensidao do universo, cada qual unica, com luminescencias diferentes.
Nao eram apenas luzes de natal pregadas em um veludo escuro. Eram corpos vivos.
E ao olhar mais pra baixo, uma lava branca queimando luzes por nuvens densas de algodao. Todo predio, poste, estadio, shopping center era agora reduzido a uma luz disforme, filtrada pelo principio de chuva logo abaixo.
Uma cidade vivia ali embaixo, sem a consciencia de tudo que existia ali em cima, e alem.
Voltando o olhar mais pra frente pude ver que iamos em direcao ao por do sol, o que fez com que aquele azul brilhante e as estrelas em suspensao ficassem se locomovendo na mesma velocidade que eu, exatamente ao meu lado por 5 minutos. Era o infinito como companheiro de viagem, em direcao ao por de um sol.
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
someone here tonight
nothing more to say that day, nothing left to care
no one home at night that time, no one i could find
none of us was fine apart, something i should know
then i thought about our pride and about settling down
about the pinch of happiness, we thought we found alive
about the truth, the lies, the nodding undefined
the undisclosed fireflies, that lighted our selfish selves
on the very very start, not so far behind
i entered (and would enter again) your lonely life
that gave me the strength to let me go, to let me dive inside
my own self, my fears, my lies, my now dry and fast lines
so (again) let me fill your narrow mind, your id, your soul, your heart
domingo, 14 de outubro de 2012
Instagram for me is not about what I'm eating, but what I'm feeling. The pictures are the graphical registration of my mood (I truly believe it is the same for most of the people). Said that, a closer look on the pictures it selves reveals the more frequent assortment of emotions I put myself through daily. On my personal pictures more geometrical elements with a lot of blue mixed to a touch of vibrant red can be seen. Analyzing not only the colors and geometrical elements aspects, but the lack of people says a lot about what I like to call "my melancholic essence", that or I just live in Sao Paulo, I just can't decide.
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
I want to come home, to celebrate
A confianca, a busca, a seguranca.
E a montanha russa de novo, e o looping.
E o conjunto de palavras avessas, cravadas na carne ja nao tao espessa?
E as unhas, as veias, as mesas. E as janelas, os hiatos, os carros?
E a volta incessante, e a busca? E a luta?
E a briga. Feia. E a espera. Nada.
A lua, o sol, o carro. A musica, as nuvens, a raiva.
E a temperanca, a duvida e a navalha. E a carne ja nem tao espessa.
E a luta diaria da confianca, e a mesa.
E o prover esperanca, e a crenca. E a saude, e as mesmas brigas expostas na mesa.
E a falta das lutas internas, das minhas, das suas.
E a montanha russa de novo, e o looping.
E o conjunto de palavras avessas, cravadas na carne ja nao tao espessa?
E as unhas, as veias, as mesas. E as janelas, os hiatos, os carros?
E a volta incessante, e a busca? E a luta?
E a briga. Feia. E a espera. Nada.
A lua, o sol, o carro. A musica, as nuvens, a raiva.
E a temperanca, a duvida e a navalha. E a carne ja nem tao espessa.
E a luta diaria da confianca, e a mesa.
E o prover esperanca, e a crenca. E a saude, e as mesmas brigas expostas na mesa.
E a falta das lutas internas, das minhas, das suas.
Once I get up i feel better
E o superfoco em sintoma em detrimento da causa?
E o imediatismo?
E a irracionalidade, e a raiva?
E a raiva de que? de si mesmo? de um mundo?
De todo mundo.
E a possessao? E o ego?
E a vida, a rima, o subconsciente e o tragico?
E o amargo?
E o forte, e o fraco?
E os padroes, os focos e os desejos?
E os medos?
E os erros que nem mesmo eu reconheco?
E os pelos? Os meus, os seus, os recomecos. E os termos?
E o imediatismo?
E a irracionalidade, e a raiva?
E a raiva de que? de si mesmo? de um mundo?
De todo mundo.
E a possessao? E o ego?
E a vida, a rima, o subconsciente e o tragico?
E o amargo?
E o forte, e o fraco?
E os padroes, os focos e os desejos?
E os medos?
E os erros que nem mesmo eu reconheco?
E os pelos? Os meus, os seus, os recomecos. E os termos?
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
L'amour n'aime pas hésiter
Naquele exato momento em que o mundano começa a destruir o inteligível.
E a noção, e consciência disso tem um gosto tão bom.
E a noção, e consciência disso tem um gosto tão bom.
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