domingo, 15 de julho de 2012

it will be worth

estou me sentindo gigante, e doi tudo o que eu nao sinto.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

the whole world wanna dance

A previsibilidade dos fatos é resultado do conhecimento profundo das variáveis e dinâmicas previamente analisadas. A insistência dos fracos deriva do sucesso dos fortes, dos pontos em comum encontrados. De ambos os casos, das pontes.


quinta-feira, 31 de maio de 2012

Laisse moi


O texto foi escrito com uma calma absurda, num ambiente caotico. Num dia atipico e positivamente diferente. 

O texto fala de um amigo, de si mesmo e de um ponto desconhecido, o amago. 

O texto e demasiado comprido.

Estranho.

O texto e meu. Do meu intimo e do que estou ********.

Schrodinger Cat


Levanta pela quinta vez, abre a carteira e tira 11 reais, 3 notas de 2 e uma de cinco. Coloca no bolso de tras, esquerdo. Tosse pela terceira vez, na parte de tras da mao direita um pingo de sangue, pequeno, mas de sangue.

Desce os 38 degraus, puxa a porta usando a forca do corpo penso para tras, para e respira. Olha pro teto e respira de novo. Passa pela porta de vidro, alcanca o bolso, pega o dinheiro e no momento em que vai entregar a moca loira, desmaia. 

Acorda na sala do rh, deitado em 2 cadeiras enfileiradas, 3 pessoas olhando para o seu rosto. Fecha e abre o olho de novo. Sao 3 pessoas, 2 cadeiras e a sala do rh. 

Levanta pela sexta vez, ainda nao escuta nada, visao semi turva, balanca a cabeca com um "tudo bem" e sai da sala. Ninguem lhe segue.

Empurra a porta com o ombro, sobe 9 dos 38 degraus e cai, segura no corrimao inutilmente e cai. Deita no chao, vira de rosto pra cima e respira, e desfalece, lembrando de um sonho recorrente na semana.

Ceu limpo, mesas de piquenique antigas pintadas de branco, bancos da mesma cor e com o mesmo aspecto nos dois lados, conjuntos espalhadas por todo o gramado, lona cobrindo parcialmente, mas nao as laterais, como se fossem varios circos com palcos estranhamente pequenos. Continua andando, encontra um tigre branco amarrado num toco baixo, continua andando em sua direcao, sem vontade de desviar.

O tigre encara-o nos olhos e levanta calmamente a cabeca, puxa fortemente o ar com a boca entreaberta e solta o ar num so sopro, que produz um barulho parecido com um rugido. O homem nao desvia, mesmo com medo, sua mao vai em direcao a boca do animal. 

Ele acorda. 

Levanta rapido, arruma a camisa e sobe sem correr os outros 31 degraus, parando para respirar a cada 6 mais ou menos.  

O resto do dia acontece como num dia normal, 18 horas em ponto levanta pela ultima vez, fecha o computador, levanta cambaleando, apoia na mesa, respira e continua andando. Consegue alcancar o elevador que quase fechava a porta e aperta o botao do subsolo. 

O trajeto do 11 andar ate o subsolo leva o dobro do tempo normal, mas antes que ele pudesse pensar nisso sua visao turva novamente. O homem se apoia nas laterais do elevador com uma das maos e com a outra protege a boca e tosse novamente, agora na parte de tras da mao esquerda uma gota de sangue, maior que o pingo anterior. Leva a mao ao nariz e limpa mais o que achava ser algo sujo, mas era seu sangue.

Passa pela porta de vidro do subsolo e entra no carro, fecha a porta, respira ofegante por 2 minutos, se acalma e gira a ignicao. Pe na embreagem com cuidado, engata a primeira marcha e acelera aos poucos. Ao soltar o pe da embreagem sua respiracao volta ao normal.

Planeja fazer todo o caminho ate sua casa ao telefone, varias pessoas diferentes, pois assim, se passar mal na direcao consegue avisar alguem antes de desfalecer. Mas subitamente a ligacao cai, e seu celular fica sem rede. Um rapido momento de panico que nao culmina em nada. Consegue dirigir ate o destino sem problemas, apenas uma leve tristeza. 

Estaciona o carro na garagem mais calmo, menos triste e com um som alto no radio. Entra no elevador pensando em nada, abre a porta do apartamento e como de costume retira tudo do bolso, deposita simetricamente na bancada e vai ao banheiro.

Ao abaixar as calcas pensa em varias coisas diferentes, trabalho, amigos e musica. Terminando o que havia comecado a fazer, vai se limpar. Mas no papel enrolado e amassado ao inves do esperado encontra mais cor vermelha.

Nao consegue imaginar o que seria se nao sangue.

Sem desespero e com um auto controle desconhecido se limpa e levanta.  Encara seu rosto no espelho e percebe na narina direita uma mancha vermelha. Se aproxima um pouco mais, olhando nos proprios olhos e percebe seu coracao parar lentamente.

Respira pela ultima vez e se deita. Calmamente suas narinas liberam sangue suficiente para cobrir com uma fina camada todo o piso do banheiro. 

Sua cabeca pensa por mais 7 minutos. Ele nao sabe se esta dormindo.

terça-feira, 1 de maio de 2012

i can say i hope

Desde a minha ultima contagem, das 6 bilhoes de pessoas no mundo que eu poderia escolher. Eu ainda escolheria vc. Se eu ainda pudesse escolher.

Eu sei que eh dificil, mas eu queria ainda que desse certo. Muito certo. Que nao houvesse nenhum minuto de inseguranca, de falta de carinho. Que tudo fosse mais que perfeito.

E mesmo se fora perfeito, como ser, uma vez humano?

Sem citar o amor humano, logo imperfeito. Logo minhas tentativas de controle, de auto controle, e minha intransigencia nao sao amor.

Sao falhas tentativas de forcar uma perfeicao, que pelo simples fato de existir, descaracteriza o meu amor.



terça-feira, 24 de abril de 2012

my secret lover is 108

apatia
cansaco

nem aparecem palavras, soh letras.
nem parecem minhas.

domingo, 15 de abril de 2012

worth the fight

Essa vontade de chegar perto, te vendo nos detalhes.
Tocar seu braco macio, sentir sua temperatura.

Entender metade da metade que voce mostra.
E com um abraco afastar seu medo.

Na sutileza das maos sozinhas.

E saber porque discursa sobre inseguranca se a metade que mostra é perfeita.

don't wanna know

E se agora eu me transformo em um castelo de cristal? Se sou promessas eternas (com prazo de validade)?
Se estiver sufocando alguem aqui dentro, ameacando quebrar e machucar?

E se a pessoa em questao tambem hesita em fugir, ainda lembra porque quis entrar e nao esta disposta a abrir mao.

E se eu, em condicao de castelo de cristal, nao quiser quebrar?
E se eu sorrir?

sábado, 14 de abril de 2012

the stampede crushes you

E agora olho a fragilidade desse castelo de cristal, sei que qualquer estilhaco pode e vai machucar, mas antes de sair correndo e fugir daqui, prefiro lembrar o motivo que me fez entrar pela primeira vez.

Ora lindo e majestoso, esse castelo é, e somente é um castelo. De cristal.

De fato qualquer pessoa de fora, incluido eu, em algum momento se entrega ao impeto de entrar. é um senso comum, estatizado, pasteurizado no discurso. Complexo e multifacetado no tratamento diario. Dificil na pratica.

Mas mesmo aqui de dentro, olhando pra essa aboboda transparente e fragil acima de mim, ainda acho (e vou continuar achando) ele lindo.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

i will take you to another height

E a discrepância entre o discurso e a ação, cria o questionamento, e dentro do questionamento cabe entender quanto desse abismo sou eu quem cava. Cabe entender quantos questionamentos cabem (se cabem), dentro desse abismo. Resta ainda entender se são válidos, se não são só a tendência natural à digressão.

Vale analisar qual a profundidade que cavo (se cavo), e se preocupar com o fundo. Prestando atenção nos parênteses.

quinta-feira, 22 de março de 2012

bacana

e comeca aquela ideia idiota
de por carinha feliz, sorriso babaca
no final de cada frase bacana

aquela fase sozinha
egoista
safada

bacana e babaca

stay down here

now i'm older, and i no longer steal
but i think about it, all the time


quisesse

Vc eh a pessoa que eu teria escolhido
se me fosse possivel ser quem eu queria ter sido

Eh tanto e eh isso, que me faz pensar no vicio
que penso em vc

Mas querer, nao me foi possivel
e agradeco por isso

Pois um dia qualquer, sem plano algum
encontrei vc

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Devious

Do sentimento o vicio
Do vicio o fogo
Do tempo o sentimento
Do amor o empenho

Seja paixao ou luta,
da coragem ou vento
existe em mim nesse momento
um sentimento estranho

Um sentimento novo
de um momento antigo
que antes apenas o vicio
sentia algo parecido

Agora o vicio se foi
o estranho tomou conta

O amor nesse momento de novo
como novo deve ser em todo vao momento

Learnings

Entao que quando menos se espera se aprende algo, nesse exato momento, sentado em um restaurante perto de casa, aprendi o significado da persistencia.

Nao da persistencia com raiva, com frustacao, mas da tentativa. Analise, nova tentativa. Insistencia sem perder a cabeca. Querer muito alguma coisa, e fazer os meio para sua obtencao. Como no exemplo desse restaurante, conexao a internet.

Mas voltando ao motivo que me fez querer escrever esse texto, me remeto a relacionamentos passados e ate atuais. De todos sai uma pessoa melhor, como imagino que todo mundo deve sair, ou pelo menos deve querer sair.

E mesmo nos piores momentos, nos mais dificeis, quando achei que nao conseguiria mais viver, aprendi. Como ja vi pessoas dizendo, com a companheira dor, que nao sai do nosso lado mesmo nos momentos complicados. E principalmente nesses, e que ela esta la, para nos apoiar, nos ajudar.

Mas nao quero ficar negativo, e mesmo tentando implicitar aprendizado na dor, aceito que ela e sim algo negativo.

Quero me referir a coisas boas, coisas que me fizeram uma pessoa muito melhor. Aprendi a respeitar o outro, aprendi a dar valor aos amigos a me curtir mais. A fazer o que quero, na hora que quero as vezes. A ter paciencia. A sorrir.

Aprendi muito a sorrir com os relacionamentos, tanto nos bons quanto nos maus momentos, mas principalmente nos momentos sem definicao. Nos momentos onde apenas a duvida era uma certeza.

Nesses aprendi a sorrir muito, e aprendi que sorrindo muito, o momento seguinte a indefinicao, era um momento de puro prazer. De puro amor.

E esse sentimento de saber que e uma questao de tempo, e que em pouco havera apenas coisas boas transbordando meu ser, me enche quase me instantaneamente de amor. E esse amor de preencher so faz atrair mais amor.

Portanto ate mesmo a infima esperanca de um amor, nos entrega a sorrisos que nos enchem de coisas boas, e faz assim chegar o amor que ainda era indefinido.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Against mine



I promise I won't tell anybody else
Please stay together and hold hands,
our instructions before entering the symphony hall

The amazing everyday

E a incrivel capacidade de ser suscetivel a coisas boas :)

Anti

Anti amargo e positivo
Anti pesado e amigo
Anti agressivo e resolvido

Amado


Positive

A million Dandelion seeds are floating in the breeze
So every time you catch one, 
You'll know you're catching me.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Escolha

E nesse momento tudo que eu posso esperar eh que nao tenha acabado, porem sei que acabado eh forte mas nao me mata.
E na escolha de morrer escolho nao, e na escolha de tentar escolho sim.

Pedacinho

Acabei de achar teu cheiro num pedacinho do travesseiro

Volts

E esse pensamento musical, e esse ritmo, e esse padrao.
e essa volta aos polissindetos?

Essa inquietude um raio. No raio os volts.

Antes

Antes da noite a luz
antes da vida a cruz
antes da alma o jus

Antes do coro alegre, dos contentes sujos
A alegria imunda do submundo

Antes a clara a farda
antes a tara a garra
antes a linha ao surdo

Antemao de um principio curto
No coracao um moleque burro

Antes do vicio o uso
antes do gasto o custo
antes do pause o susto

E entao no pause, a razao
E no pause o custo, o susto, e o desuso
E no desuso a alma, no desuso a garra, no desuso a luz

Na proximidade o curto, na indecisao o cuspe
Na alegria o pulo, na comodidade o sopro, na seguranca o murro

No cadaver frio, do pause curto, a mudanca simples
Na simplicidade a morte, na rua os carros, na primavera o lindo

No lindo o cargo, na responsabilidade o fardo, no caminhar o peso
Na obrigacao o saco, na tentativa o erro, na esperanca a ultima

No coracao gelado, do cadaver frio a novidade assusta
Na novidade o velho

No velho a alma
No instante o breve
No caminhar o tunel

Depois do tunel, a luz

Antes a vida ao caco, antes ao lado ao longe,
antes a alegria ao triste

Antes voce comigo

If I could turn back time

Fora a classica frase "se eu pudesse voltar no tempo" eu ainda tenho um monte de outros sentimentos e entre eles alguns bons, na verdade alguns muito bons. :)

Porque esse desejo de reparacao soh existe na lembranca de algo maravilhoso, e mesmo assim ele nao precisa ficar apenas no passado. Se mais um dia comeca, porque nao recomecar com ele. Um dia a mudanca ocorre mesmo. Nenhuma novidade, na real eh uma parte do caminho.

E quando aquele sol levantar, longe no horizonte e cheio de explosoes, vou levantar junto. E dessa vez nenhuma promessa. Mas sim mudar um pouco todo dia. E sorrir pra cada novidade, cada mudanca.

Toda vez acordando melhor, uma pessoa melhor, um individuo melhor. Um ser humano. Que aproveita o erro pra crescer.

I'm the everlasting calm


terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

A felicidade

"felicidade é um estado durável de plenitude, satisfação e equilíbrio físico e psíquico, em que o sofrimento e a inquietude estão ausentes."

Se tem algo que realmente nao se encaixa, eh esse estado duravel de plenitude. Como pode? Nao tem como o meu estado ser mais duvarel e mais pleno do que eh. Pelo menos essa consciencia tenho.

Vida profissional, check.
Vida afetiva, double check. :)
Todos os outros pormenores, check.

Entao por que eh que eh tao dificil entender o significado da felicidade? E por que essa sensacao de nunca a ter vivenciado?

Por que essas inumeras interrogacoes se a racionalidade mostra que esta tudo tao perfeito? Deve ser justamente porque nao eh algo racional, eh emocional. E porque ainda por cima o perfeito nao existe.

Talvez a definicao esteja errada. Estado duravel? Sera mesmo? Talvez esteja me enganando, me fazendo de coitado. Posso ateh estar negando, soh pra ser opositivo. Soh sei que quero sentir a felicidade, de alguma forma.

Fazer com que aquele momento que acordo e olho nos seus olhos, ou quando mando um email resolvendo magicalmente todos os problemas do trabalho, ou mesmo quando sorrio pra alguem na rua, durem mais que aqueles milesimos. Pois que a felicidade esta nas pequenas coisas, eu nao serei o primeiro a dizer, mas que a felicidade esta na forma como guardamos essas lembrancas, pode ateh ser.

Se gravarmos uma lembranca de que aquela situacao nos fez feliz, ou que aquela determinada pessoa sempre nos melhora o humor com um sorriso, e resgatarmos frequentemente esses momentos. Revisitando essa sensacao tao curta, talvez prolonguemos essa sensacao, criando assim um estado duravel. E se ainda por cima entendermos que essa sensacao mesmo curta, eh o suficiente pra nos dar seguranca na vida, nas decisoes. Ai sim chegamos mais perto da felicidade, pois autoconfiantes conseguimos apenas com essas lembrancas sentir toda aquela coisa boa sem ficarmos nos questionando.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

misspelled attention whore

e comeca a aceitar
pouco e devagar, obvio. mas comeca a aceitar

tudo bem que foi preciso tudo quase acabar
mas serviu. No minimo pra parar e pensar.

agora soh resta esperar, pra ver quanto tempo mais,
nesse compasso ritmado eu consigo andar.

antes que de novo o meu lado caotico me faca duvidar.

day dreamer reloaded

Dog person
PC mac person
Google person
Non-beer drinking person
People person?!!!


Evolving person :)

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Demerito

Entre tantos pensamentos, vc eh o mais frequente. Vc que nao tem rosto. Que ao fechar os olhos nao enxergo, que vive na minha imaginacao.

Nem duvidar da existencia posso, eh sempre tao bom pra mim. Surpreendente.

Vem vc meu futuro, continua assim que eu continuo. E nao eh demerito algum te perdoar tao facilmente, se somente carinho transparece.

E se hoje acordo querendo que nao venha, a noite penso em vc a cada dois minutos.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Volé

Se eu não me posicionar na sociedade, se ficar me escondendo. Eu vou apenas ser tratado como eu me vejo.
Algo tão errado que deve ser escondido.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Matt Alber - Slow Club

lying in the halfway, singing lullabies
frozen by whatever we unrecognized
keeping with convention are declined to hesitate
rushing into everything, but always running five minutes late
I barely know you, but baby would you mind if we just meet in a slow club
would you beat in a slow club

falling into treadmills
trying to keep up the pace
front running the hit parade
keeps a smile on the face
with my favorite t-shirt I'll try to turn your head,
but what makes me a better man, can hardly be determined in bed

so what would happen instead, if we just meet in a slow club
would you beat in a slow club

you could be good for me
if we take our time
I knew before the kiss
by the way you spend your sunshine

if we just meet in a slow club
would you beat in a slow club
if we just meet in a slow club
would you beat in a slow club

domingo, 3 de julho de 2011

back in line again

And then I realized, I need to stay out of going out on the weekends.
I gotta stay inside and fulfill other needs than the ones I fill on getting out.

But I confess, I still dance by myself, and keep making the persistent indagation.
"Don't you wanna be dangled over?"

segunda-feira, 20 de junho de 2011

wait

E ele entendeu o seu olhar apaixonado.
Compreendeu a volatilidade do sentimento, cansou-se do inteligível.

Por mais que fosse essa fixação no inteligível que lhe trouxera todas as coisas boas até então, tudo que ele usa para subir e se apoiar não precisa disso, é só se colocar em primeira pessoa.

E eu entendi meu olhar apaixonado.
Compreendi a volatilidade desse sentimento, cansei-me do inteligível.

Por mais que tenha sido essa fixação no inteligível que me trouxera todas as coisas boas até então, tudo em que subo e me apoio, não precisa disso de se colocar em terceira pessoa.

E eu entendi Tenho consciência do meu olhar apaixonado.
(Penso que) Compreendi a volatilidade desse do meu sentimento, (finjo que) cansei-me do inteligível.

Por mais que tenha sido Foi essa fixação no inteligível que me trouxera todas as coisas boas até então, tudo em que subo e me apoio, (mas) não precisa disso de se colocar em terceira pessoa.

domingo, 15 de maio de 2011

caminho

i ain't going home
but i'm moving and i'm striving on my own
trying my best to deserve my inherited body
breathing the air into my also inherited lungs

forming my indefinite self,
as the ever changing world  surrounds me
constantly modifying my weight
but i know i'll make it, if i just go on keeping the pace

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Sono già solo

Tá, eu gosto desse tempo errado.
Desse compasso desandado, acelerado.

Desse caos sonoro,
desses ritmos descompassados

Sou amante desses caos, não só sonoros
desses de viver nesse passo acelerado

com pensamentos alhures e estagnados
dentre faltas de pontos finais, dentre achados

fatto ovvio

duvido alguém no prédio abrir e fechar a janela tantas vezes

tentando adormecer olhando a luz
tentando adormecer no quarto
tentando adormecer com a luz da lua
tentando adormecer com a escuridão do quarto

tentando a dor de ser, negando um fato óbvio 

terça-feira, 26 de abril de 2011

and the sewers erupting life in gold

e vc não pode me fazer entender
se, aposto, nem mesmo vc pode entender tanto quanto diz

porque entender o tanto que diz, parece-me tão frio, tão frívolo
e prefiro te ver como um louco, do que maquiavélico

ou pode ser apenas o meu ego, que prefere não se ver como enganado

quarta-feira, 20 de abril de 2011

en colo

am i that predictable?
am i liable, in that predictable way?

am i boring?
am i that pitiful, in a mostly boreful way?

NEXT

num planeta alienígena

Pega na mão da sua amiga e vai embora. 
Não é por mal, mas não quero vocês aqui. Não me sinto bem quando vocês por perto.

Eu sei que eu te conheço, mas mesmo assim, não me sinto bem. Não é um sentimento bom.
Toda essa ansiedade, entende?
Não me faz bem.

Agora você aí, vem mais perto. Respira aqui próximo. Deixa eu saber quem você é, te entender melhor. Sabe?
Porque só assim posso saber se te quero tanto.


domingo, 17 de abril de 2011

stereo

Oi lua cheia.
Olá emoções, como vão?
Bem.
Parecem um tanto apreensivas no entanto.
É.
Boa noite.
Boa noite lua.

sábado, 9 de abril de 2011

autoimune

Sabe os devaneios e frustrações
dos sempre doces amores furtos?
São cavidades, são reduções
de um músculo frágil e autoimune

terça-feira, 29 de março de 2011

if i could stand up mean, for all the things that i believe

Id: Eu só quero ser o melhor, só isso.

Ego: Não, você se boicota. Você gasta demais, tempo demais, pensando demais. Criando.

Id: Não vejo mal nenhum em não se contentar em ser apenas mais um, em ser medíocre.

Ego: Você só quer ser o melhor porque não pode ter o medíocre.

Id: Mas...

Ego: Mais nada, medíocre mesmo. Por isso você espera demais de si mesmo, pois não acredita que pode ser medíocre. Mas pode. E sendo não vai drenar todas suas competências e qualidades, elas vão continuar lá. Você vai continuar sendo quem é.

Superego: Alguém me explica o que é isso de novo? DE NOVO?

Ego: Espera, dessa vez deixa eu concluir. Id, é o que falei, você vive demais, em tempo de menos porque não sabe até quando vai aguentar sendo mais, esperando mais de si mesmo. E não consegue ver que um dia vai ser medíocre, e que isso não é um problema. Isso é bom na verdade. Pois você pode sim, ser medíocre. E viver sem levar tudo aos extremos. Sem viver as pessoas ao extremo.

Id: Mas...

Superego: Sem mais.

segunda-feira, 28 de março de 2011

in the darkness comes, another, another

Ego: Calma, você precisa ir com mais calma, pegar mais leve.

Id: Oi?

Ego: Estou falando sério, você tem vivido com muita intensidade.

Id: Tá.

Ego: Você precisa viver tudo de um modo mais supérfluo, viver as experiências e as pessoas de um modo mais superficial. Isso mesmo, principalmente as pessoas. Não precisa viver tudo de um vida em meses, de semanas em dias, de dias em minutos. Isso te faz mal, te suga a alma.

Id: Mas não sinto nada agora.

Ego: Por isso. Por viver tão intensamente tudo. Uma hora se está em cima, outra embaixo com as frustrações e não realizações.

Id: Não, você não entendeu. Não sinto nada. Não é estar na fossa, é nada. Simples assim.

Ego: Hmmm, como assim?

Id: Sei lá, não estou triste nem alegre. Apenas estou. Entende?

Ego: Pera, você não está triste? Não estou entendendo.

Id: Como? É você, você tem que entender.

Ego: Mas eu não sei o que dizer, não faço ideia do que possa ser. Você vive tudo com tanta intensidade e de uma hora pra outra some todo e qualquer tipo de emoção? É demais até pra mim. Não consigo te ajudar, estou tentando. Mas você está bem em não sentir nada?

Id: Não sei, nem isso eu sei.

Superego: Mas de novo! Porra Ego, para de questionar. Id para de ser intenso, é simples, você condensou tanta emoção em tão pouco tempo que nosso corpo cansou, não consegue sentir nada. Mas pelo jeito o puto do Ego ainda consegue ter força pra questionar. Agora todos dormem.

terça-feira, 22 de março de 2011

one life with one dream on repeat

Permeando sonhos
desatando nós
alcançando metas
desfazendo laços

Num sonhar sem lua
deitado ao leito
olhando os tecidos
escolhendo um lado

Trechos caminhados
passos todavía
pés descompassados
profissional.

Pensando um dia
quem sabe inverno
primavera ou maio
(em) estar geminado.

domingo, 20 de março de 2011

a realidade

Era mais um. E mais um dia, e a solidão. Um a um todos iam abandonando-a. Ela não era a mais linda, muito menos inteligente, mas tinha sua função. Mas por mais que se esforçasse, no final do dia, estaria sempre sozinha, com o seu fardo. Já estava acostumada. E não culpava as pessoas, ela sempre soube que a realidade é dura de ser encarada.

Abandonar a realidade faz parte do crescimento humano.

it say you are a dinosaur

Ah, eu aqui vivendo sossegado a minha existência. Quietinho. Pensando de receitas com carne até o fim do mundo. Imaginando o planeta entrando em colapso e eu parado aqui nessa vista linda.

Pensando nas massas de manobra, pensando em mim como mais um. Pensando no photoshop e nas novelas, pensando na venda de imóveis, pensando na família.

Fazendo planos para os filhos que ainda não existem, pensando na aposentadoria que ainda está longe, enfim fazendo planos.

Pensando longe, imaginando perto. Ficando triste e ficando alegre. De novo, apenas mais um vivendo, e o mundo em colapso.

domingo, 13 de março de 2011

are you free or are you tired of?

O mesmo cabelo comprido que viu os amigos de escola irem embora, lhe dá o ar sensual. Construído por sobre algo que cresceu durante seus anos de inocência, seu visual deixa dúvidas, suas atitudes deixam dúvidas, mas seu olhar não deixa alguma, é uma menina de 17 anos, e não uma mulher.

E é com esse cabelo e o olhar que ela chama a atenção, na esperança de alguém libertá-la da prisão imaginária. São os cabelos claros, ondulados e naturais, que a diferencia das outras meninas. Meninas essas que ela não está acostumada a lidar, sempre preferiu as brincadeiras brutas.

Agora rodeada por elas, a menina-mulher usa a sua brutalidade para sobreviver, mesmo parecendo leve o ambiente da sua profissão é pesado. Encolhida como um animal acuado se concentra antes de cada entrada. E seu ar tão diferente, misto de delicadeza e agressividade, encanta as lentes.

quarta-feira, 9 de março de 2011

ride on a big jet plane

Construir esse castelinho de areia, o problema é que ele é feito de areia de praia. Clara, bonita e fraca. E esse castelinho sempre desmorona, e eu insisto em reconstruir de novo, e de novo, e de novo. Só pra ele cair.
Essa areia é fraca, e linda.

...

E de novo polissíndetos. Breves e lívidos. E esperas intermináveis.

give it up

Posso falar? Qualquer um. Qualquer coisa. Nem existe tanta restrição assim quanto parece. Já disse.
É tudo uma questão de percepção.

segunda-feira, 7 de março de 2011

belly of a whale

meio tanta coisa que acaba sendo eu.

...

the enticing donut

domingo, 6 de março de 2011

not romantic and too dramatic

E a gente quer ver o mundo, e troca a tv por uma tela com as novidades dos amigos.
E a gente quer saber tudo, e justamente se especializando percebe que do assunto que mais se sabe, se sabe nada.
E a gente não tem tempo pra nada, e quando tem, reclama que o tempo não passa.
E a gente não passa de bicho esquisito, evoluiu porque é carnívoro e agora tem dó dos bichos sem consciência do cinismo.
E a gente critica todo e qualquer indivíduo. E temos medo de tudo. E sabemos nada.
E somos bicho esquisito.

hit me double hard

i have no choice, but to leave without voice.
you left me no choice, but to hold you high above.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

aficionado

Drag myself from happiness, face me with all the pandora secrets.
Let me sustain my own sky, my sun, my stars. Let me shoot my moon.

Let me raise my doubts and praise my fears. Let me become stronger than that.
Let me perceive people, on their particular realities.
Let me (a person) aficionado on my self universe.

Locked on my own dreams.
Laisse-moi.

frenesi

And once drenched in the initial frenzy, with all the caring prerogatives, we reached out for the last frontier. The ego (centred) barrier. From this point only the strong self steem prevails, our optimism smells once more a sort premature.

Do we need running? Do we need chasing?

Do we need loving?

Fuck prudence, let's drown ourselves in the moonlight. Let's survive the outer space.
Let's kill liability, and runaway the routine.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

faraday cage

lights all failled
covered up their mouths

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

i can't make new memories since

Ainda não entendi completamente esses dejá vu, na verdade ainda não entendi nada desses dejá vu. Ainda não entendi se eles pararam de significar algo ou se nunca significaram. Ou ainda se foi com o tempo que eu parei de dar significado a eles.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

I watched you suffer, a dull aching pain, now you decided to show me the same

E é por isso que eu entro nessa realidade paralela, me escondo dos sonhos e vivo quieto. Nessa realidade vivo cada detalhe, chegando perto da perfeição só pra jogar fora na manhã seguinte. E começar tudo de novo, sem me envolver demais.

No mesmo ritmo curto dos fatos nas frases e no mesmo ímpeto raso dos conteúdos, eu surto. Me acondiciono ao tempo, me acostumo ao pouco, me protejo. E lá no fundo, bem no fundo, existe um lugar tranquilo, amplo e bonito, e não mais apenas polissíndetos.

Wild horses couldn't drag me away.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

day dreamer

Dog person
PC person
Google person
Non-beer person
People person?


never let me go

Tem muito espaço entre o começo e o infinito.

what kind of jungle is this?

Meu dois olhos não enxergam a mesma coisa. Minha mente não enxerga a mesma coisa. Nem mesmo o lugar que eu miro, é a todo tempo, a mesma coisa.

Nunca sou uma constante e por vezes sou nada. Não é esse pedaço de carne que me define. Just listen to how loud this thing can howl. Animale.

paradoxo



O que gosto é o conceito.

Que as lembranças de um amor finito te arrastam pro passado;
E o convívio de um amor diário te joga pro futuro.

Gosto muito desse vídeo, e o seu conceito criativo.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Barb wire

Barbituric
Barb wire
Barbarella

Fantastic
Status quo
Aquarella

"And half street was under my nails"

Elderly stars slide down the lonely sky



Lay dagger dead inside a lonely bed
Trying to hide the hole inside my head
Watching the stars slide down to reach their end
Cause sleep is not my friend

Drinking champagne to forget yesterday
Coz I remember, the way, the way, the way
It ended the day, the day, the day, the day
That I walked away, away, away, away

Drinking champagne, made by the angel
Who goes by the name of Glittering Gabriel
Drinking champagne made of an angels
Tears and pain, now I feel celestial

Elderly stars slide down the lonely sky
Slipping away to find a place to die
I wonder when the night will reach it's end
Cause sleep is not my friend

Drinking champagne, meant for a wedding
Toast to the bride, a fairytale ending
Drinking champagne, a bottle to myself
Savor the taste of fabricated wealth

Drinking champagne, made by the angel
Who goes by the name of Glittering Gabriel
Drinking champagne made of an angels
Tears and pain, now I feel celestial

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

lo siento

Ranzinza, lo siento, pero como é que eu fico?
Vc que foi, sim pra vc serve tudo isso, sim como é que eu fico!

as letras não querem estar em caixa alta

mas eu sinto.
eu te considerava tudo isso, feio, bobo, ingênuo e tudo isso.
retrógrado, amoroso, quieto e solícito.

.....

sim, tudo isso e mais um pouco, porque vc sabe que não foi pouco tudo isso. e eu sinto que foste rápido, limpo e conciso o que dizeste comigo. da última vez que estiveras contigo, um beijo, um lamento, um último aviso.

ah tudo isso, e meu umbigo

e se eu te amar, como eu faço?
e se eu te desejar, e ai?
e se eu quiser filhos, envelhecer, e tudo isso? como eu fico?
e se eu só quiser dizer que estou afim de vc?
...
e se eu estiver longe?
e se eu sentir saudades? de alguém que nem o convívio foi longínquo?
e se eu sonhar com o seu calor?
...
depois disso, como é que eu fico?
e se eu sonhar de novo, e uma vez tiver resposta e construir tudo isso,
mais uma vez, como é que eu fico?

e se eu gostar de polissíndetos?

o seu ponto final foi uma exclamação

e essa boquinha triste, e a porra da carta de óbito do vovô em cima da mesa.
e eu escondendo todo esse tempo que é por vc que eu arrasto tudo isso, anos.
e se eu te contar que menti para amigos, e se eu te contar que eu te acho lindo desde os tempos mais findos.
e se eu te contar que eu te abraçaria e sonharia doze sonhos contigo.
e se eu te contar que eu sinto?

...

e se eu te amar, como é que eu fico?
e se eu acho tudo e mais aquilo ridículo!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Shake it down

Com sono, sem gel, sem escolher camisa, com a pior calça jeans e apático. Bom dia, dia. E a manhã que já começa com o trânsito no acesso a ponte Cidade Jardim, que é tão ruim, que todo e qualquer sonho matinal fica por lá.

...

Mas no final do dia, deitado, rola na cama, vira a cabeça, olha pro lado e ri. De dentro pra fora. Preparando um próximo sonho pra manhã seguinte.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Manta acrílica

E é agora que eu piro, e o tecido não tecido?

Who am i to choose the boy that everyone adores?

E agora o que resta sou eu, um hipnótico e umas frustrações.
Na cama quente, vento abafado, céu estrelado. Noite clara.

Nada novo, nada demais, só o ciclo que recomeça.
Ciclo chato, ciclo metido. Meu ciclo.
.
...
..

Senta e espera, e espera nada além do que dá, mas dá demais.
Pensa e se frustra. I'm feeling down about this ****.

(o hipnótico é rápido, chego ao fim?)

Who are you to make me feel so good. Hey vc longe, estica a mão. Segura minha pata que eu te puxo, to querendo conhecer melhor seu focinho, seu sorriso e o seu belo pêlo macio enroladinho. Quero cuidar de todo o seu carinho.

Conhecer melhor suas inuências, suas cáries, suas caridades. Seus gostos, ascos, olhos, mãos. E bocas. E quando perto demais adormecer, o silêncio auscultando o coração.

E se vir tempos depois, questionar who are we to be emotional?

This love will be my downfall

domingo, 6 de fevereiro de 2011

i saw you from my car

Pensamentos cada vez mais curtos, curtos na extensão de um relacionamento, complexos como a fibra de um tecido. Áspero, brilhante e sombrio.

...

CAAAAAGUEI.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

me custa abrir los ojos

Eu garanto. É só porque é longe, se fosse jundiaí, matão ou fortaleza ia ser perto, ia ser possível. Só porque é longe, eu caí.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

looking for the magic

As 00:33am de 3 de fevereiro de 2011 abri o olho e falei em voz alta: - BOSTA.
Completamente inconsciente.

the magic

E eu que pensava que nunca me apaixonaria de novo, e eu que pensava apenas no platônico, encontrei algo ainda mais inteligível. Y tu italiani, prende tu rabia y corre. Pourquoi je n'aime pas.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Y la soledad

Y las lénguas latinas. Italiani.
Y la inocencia rota.
Y los Y, and los if.
And no language barriers.

Finire?

Só porque eu pensava que era inútil te esperar na escada, tenho me recordado de tanta coisa. Dentro desse mar de finais, ondas sem espuma e água morna.

E âncoras, ouvidos, correntes e mais água salgada.

Spiegare

Doze horas de uma terça-feira.
Olheiras. Orelhas, ouvidos.

...

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Drama

O tecido morto na cama quente.

...

O pano frio na gaveta triste.

...

O papel omisso no armário alto.

...

O coração gelado.

Les animaux

E eu pulo de vício em vício, de você, pro trabalho, pro eufemismo. Mas a pena é que nenhum desses acaba logo e de uma vez comigo.

Cansei, por hoje, desses vícios bonitos.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

lucifer you're landing

Ainda bem que é de couro, assim fica um pouco mais humano. Não aguento mais coisas frias.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Just because you left the theater, the movie didn't stop, in the barrel of the gun

E o que mais me doeu nela foi o desprezo, foi sim, foi também a virada de rosto, o excesso de segurança, o sossego.

E o pior ainda que poderia ter me ocorrido era o desapego. E ocorreu, mas falta algum tempo pra entender. Algo entre 10 e 15, minutos ou anos, vividos ou sonhados.

E só me resta a dúvida, "E se eu me apaixonar por alguém que já morreu?". Back in 1991, in the barrel of the gun. And it didn't seem to matter to anyone, then none of us made home.

Are you waiting for your ricochet?

sábado, 18 de dezembro de 2010

Hmmm...

Superego: Então quer dizer que vc ficou emocionalmente abalado depois de ver um filme?

Ego: Sim.

Superego: Um filme chamado Tron, é isso?

Ego: É.

Superego: Vc sabe que ele é baseado em um jogo de videogame, né?

Ego: Mas também trata de questões profundas de religião.

Superego: Tá, e a exatos quantos minutos vc é religioso mesmo?

Ego: Também trata de copyrighting e acesso ao conhecimento.

Superego: E qual o nome das crianças desprivilegiadas que vc ajuda?

Ego: E também trata da busca da perfeição.

Superego: Hmmm...

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

I really tried to make it up

E dos objetos pessoais? Sujos e maquiavélicos. E ficam tentando se comunicar com a gente. Já gritei com meu celular duas vezes essa semana, inclusive em público e o safado ainda não aprendeu.

Ele, ainda traumatizado, trava ao leve som da chuva. Precisa de carinho e um local seco e quentinho pra voltar a funcionar. Devo admitir que é algo difícil em São Paulo nessa época do ano, mas tenho dado meu jeito. Melhor que o meu antigo que tinha ódio a brigas, desligava no meio de discussões. E só voltava se eu ficasse calmo, o que as vezes levava horas.

E toda essa personificação dos objetos não passa da minha tentativa de objetivação.

Indistinto

Se eu tivesse que dar um nome, seria com certeza maldição.

s.f. Ato ou efeito de amaldiçoar.
Palavras com que uma pessoa deseja que advenham males a outra; praga.
Desgraça, fatalidade: a maldição caiu sobre o infeliz

Desgraça eu nem digo, mas fatalidade sim. E que recaiu sobre o infeliz, mais ainda. Se ao menos não tivesse sentido nada ainda. Mas agora já senti. Não tem mais o que ser feito, está no meu sangue. Deliberado.

Não consigo escapar, e me arrastam pensamentos, e me fecha a garganta, e me cala a boca no meio de um sorriso, na simples lembrança de um momento. E deve ser por ser tão inteligível que me faltam argumentos opositivos.

Mas a maldição não está em ter acabado, está em nunca ter recomeçado. Eu fadado, machucado e calado. Não quero algo novo, e o velho? É velho. Não quero a desgraça conhecida, quero me ferrar de novo.

Então é isso? Eu quero me ferrar, não quero o velho, e não quero algo novo. Então depois de maldição, a outra única palavra que também tenho certeza é confuso, sim estou confuso.

adj. Que não é claro
Indistinto
Perturbado, transtornado

Não estou claro, estou perturbado, transtornado, e mais ainda: indistinto. Me misturei a massa. A massa que chora o passado, foge do futuro, e se joga no chão e faz manha pra não levantar. Sou fraco, covarde e agora minha maldição me trouxe meu maior medo, ser indistinto.

De tudo na vida suportaria, pedras, brasas, torturas, mas nunca ser igual. Não ser único.

E minha maldição? Nem ela me faz único? É uma maldição congênita, advinda dos meus antepassados. Ah mas eu preferiria mil vezes os olhos claros, a pele amarela e a arrogância. Mas uma predisposição maldita ao amor? Não é possível. Ainda mais desses amores a primeira vista, que levam anos pra comunicar, platônicos. Eu não quero, e se não for possível uma dissociação, que me levem embora, mas eu nego. Eu piso, eu cuspo, eu não aceito essa herança. Foi bom, mas infelizmente acabou nosso tempo.

Quanto a ser indistinto, preciso de mais 15 minutos. Ainda estou confuso.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

I guess

Eu acho que vi em algum lugar. Na minha imaginação, é um lugar não é?

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Somewhere where the captain won't be mad

Cansei de ser massa de manobra,
Cansei da desonra.
Cansei da falta de respeito, do pejorativo.

Isso, exatamente disso, cansei do pejorativo,
De tornar pior algo lindo.

Mas parece que eu deixo,
Ou pior eu incentivo,
Quando não me dou o respeito, me sinto inseguro, eu minto.

Não minto, eu provoco.
Mas eu provoco exagerando uma verdade.
Numa quantidade que é mentira.

E acaba que eu mesmo me tiro a razão,
E afasto de mim, minha liberdade.
E dou aos outros insumos pro pejorativo.

E eu sinto.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

terça-feira, 23 de novembro de 2010

If there’s anything to say, if there’s anything to do, if there’s any other way, I’d do anything for you.

Aquela vontade de fugir... Aquela vontade de ficar... Vontade de curar a alma... A encruzilhada assusta e pressiona conforme a sua proximidade, e quanto mais eu ando mais longe me deixo pelo caminho.

Como quem olha uma cruz na estrada pela janela do carro que passa rápido e nos faz sentir lentos, mais lentos que o mais quente tempo. O tempo derrete aos poucos na minha mente. Mornas manhãs do passado brincam de esconde-esconde. E eu as escondo. Eu as escondo.

Sinto-me vazia e insossa como um fantasma e imóvel como um cadáver que, durante alguns segundos que se demoram como anos, depois de uma grande explosão, vê estourar o coração e assiste o resto queimar devagar...

E as lágrimas não querem deixar. As lágrimas... As lágrimas impedem a combustão de ser como deve. Não deixam o corpo consumir-se. Elas não nos deixam falir. Vertem um pouco de tristeza e alegria. E nos deixa lentos.

Busco o calor que me falta no Sol, que brilha e que queima e que se consome. Busco inspiração... busco pena... Ele nunca parará de queimar?

E a lua? Será fria como tu ou será apenas resignada? As estrelas, como lágrimas congeladas, de tanto lembrar-lhe do que quer esquecer, acabaram por congelar-la também.

Quem me dera que tu fosses a Lua! Então eu seria o seu Sol e te curaria de todos os teus males.

Quem me dera...

domingo, 21 de novembro de 2010

Final

Nunca mais é muito tempo.
Pra sempre é tempo demais.
Fica aqui sem ponto final

Aposta

Eu jogo tudo, ele pega e joga fora a minha lucidez e todo o meu estudo.
Eu acho que ele me namora, ele acha que só rola diversão.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

For all the things that I believe

The sweetness and tenderness on the loveless moments of the self-clamed lonely fellows.
Turn us all into bright guys with shiny armors, on the following skies.

The early morning sun make me and my beloved ones, stare for long longing hours at the older times.
So me, myself and i, fly to the burned clouds on the previous nights, on metal minds.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Silver grin

Aqueles poucos que não se perdem, 
nesse andar pesado, dessa vida frágil
ficam frustrados, buscando aqui o eterno. 
Mesmo que no chão só existam passos.


E os que não se frustam completamente 
tem a mínima chance de serem felizes,
pois algumas vezes a felicidade perdura 
por mais de um tempo sufocado em riste. 


Então acaba por virar um mesmo sonho, 
vivido límpido, vívido e ad aeternum


Deixando de ser uma vida parada, 
sonhada, calma e apática para sempre.


(obrigado senhor pela falta de versos aliterativos no mundo)

Chupa essa manga

De tudo, ao meu amor serei desatento
Antes, e com desprezo, e nunca, e falho
Que mesmo em frente a um novo encanto
Dele se afaste mais meu pensamento. 

Quero matá-lo em todo vão momento
E em seu fingir, hei de sufocar meu canto
Sem rir meu riso, só derramar meu pranto
Ao seu pensar e meus contestamentos.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, lisura de quem vive
Ou a sofreguidão, fardo de quem ama

Eu possa dizer do seu amor (se tive):
Por mais que seja imortal, arde e é chama
Então não seja infinito o seu perdure.


(releitura do mais lindo soneto de Vinícius de Moraes)

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Vi o amor vencer o tédio


Penso automaticamente num churrasquinho, de queijo coalho e espetinho. Com farofa e quindim.

O quinto cômodo

De todos os quartos, o quinto cômodo era o mais novo, mesmo sendo o primeiro construído. Era limpo, organizado e arejado, com duas janelas baixas e altas que quase alcançavam o teto.

O mais interessante é que o quarto não era utilizado, nunca. Dentro apenas um piano preto de cauda preenchia o ambiente, o restante da mobília era desprezível. Não era horrenda, era desprezível pelo simples fato de não ter importância alguma, de poder a qualquer momento ser substituída sem prejuízo.

Na mesa desimportante de canto, a de pernas esguias, apenas um vaso transparente com flores velhas na água turva. As cortinas de renda branca emolduravam o pouco que se via pelos vidros sujos e finamente bisotados. Nos últimos anos a única companhia da água suja era a luz do sol.

O piano acordava todo dia às seis e meia, maquinalmente. Sua laca preta empoeirada pouco refletia, mas mesmo assim, antes da cristaleira, era o único indício de vida matinal.

A cristaleira e os quatro porta-copos tinham o mesmo aspecto, frios.

Enquanto o quarto todo dormia, apenas a poeira trocava de lugar. Ora no taco de ipê, ora nas teclas de marfim.

domingo, 7 de novembro de 2010

well i called your number twice

Não se iluda, mais é mais, e menos é menos. E são apenas maneiras bem evasivas de quantificar, não querem dizer nada além disso. Imputar qualquer outro tipo de significado gera apenas confusão descabida. Mas somos humanos e aprender é algo que temos nos esquecido diariamente.

E no momento auto ajuda confie em si mesmo e não em palavras.

oú c'est vous?

As 2 são importantes, é fato. Mas a segurança é de ouro e a proteção de prata. Enquanto a segurança deve ser mantida muito próxima, e se basear em no mínimo duas pontes, emocional e racional, a proteção deve ser um pouco mais ampla e distante, para não sufocar. O ideal é essa última se basear em diversos pontos de apoio, racionais, irracionais, emotivos, desconexos, tanto faz. Quanto mais melhor.

(me distrai tanto durante que o Id acabou dormindo e eu me perdendo)

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Ma como?

Id: - Se você tivesse um desejo, o que pediria?

Ego: - Paz mundial.

Id: - Tá, tá bom, é sim viu. Sério, um pedido, o que seria?

Ego: - Tô falando, paz mundial. Não tô falando daquela paz medíocre ao qual as misses se referem quando questionadas, estou falando de uma paz em todos os aspectos. Não haver mais guerras, não haver mais intolerâncias de nenhum tipo, haver uma preservação dos direitos civis, tudo isso. Ou seja, o respeito a vida acima de tudo e a preservação dos seus direitos.

Id: - Hmmm, tô sentindo uma pitada de problemas com auto aceitação. Ego, você precisa se valorizar mais, e não ficar perseguindo a paz mundial só pra se aceitar. Você pouco se importa com as outras pessoas, se elas não te julgassem, ou te repreendessem quando anda por aí igual um louco, você estaria feliz e daria de ombros pra paz mundial. Pensa nisso.

Ego: - Não. Hmmm. Pera, acho que...

Superego: - Paro a palhaçada, os dois deveriam estar dormindo AGORA. Corta já esse papinho idiota e cama, seus porra!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Ostacoli

E ela me pergunta, "Pra que ficar 3 dias sem comer?". Porque meu coração bate mais forte a partir da quadragésima nona hora.

i don't like to see you cry

Aqueles poucos que não se perdem, ficam frustrados buscando o eterno, eternamente. E os que não se frustam completamente tem uma fração de chance de serem felizes. E algumas vezes a felicidade perdura por mais que o tempo de um sonho. Então acaba por virar um sonho, vivido ad aeternum e deixa de ser uma vida sonhada para sempre.