Antes da noite a luz
antes da vida a cruz
antes da alma o jus
Antes do coro alegre, dos contentes sujos
A alegria imunda do submundo
Antes a clara a farda
antes a tara a garra
antes a linha ao surdo
Antemao de um principio curto
No coracao um moleque burro
Antes do vicio o uso
antes do gasto o custo
antes do pause o susto
E entao no pause, a razao
E no pause o custo, o susto, e o desuso
E no desuso a alma, no desuso a garra, no desuso a luz
Na proximidade o curto, na indecisao o cuspe
Na alegria o pulo, na comodidade o sopro, na seguranca o murro
No cadaver frio, do pause curto, a mudanca simples
Na simplicidade a morte, na rua os carros, na primavera o lindo
No lindo o cargo, na responsabilidade o fardo, no caminhar o peso
Na obrigacao o saco, na tentativa o erro, na esperanca a ultima
No coracao gelado, do cadaver frio a novidade assusta
Na novidade o velho
No velho a alma
No instante o breve
No caminhar o tunel
Depois do tunel, a luz
Antes a vida ao caco, antes ao lado ao longe,
antes a alegria ao triste
Antes voce comigo
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
If I could turn back time
Fora a classica frase "se eu pudesse voltar no tempo" eu ainda tenho um monte de outros sentimentos e entre eles alguns bons, na verdade alguns muito bons. :)
Porque esse desejo de reparacao soh existe na lembranca de algo maravilhoso, e mesmo assim ele nao precisa ficar apenas no passado. Se mais um dia comeca, porque nao recomecar com ele. Um dia a mudanca ocorre mesmo. Nenhuma novidade, na real eh uma parte do caminho.
E quando aquele sol levantar, longe no horizonte e cheio de explosoes, vou levantar junto. E dessa vez nenhuma promessa. Mas sim mudar um pouco todo dia. E sorrir pra cada novidade, cada mudanca.
Toda vez acordando melhor, uma pessoa melhor, um individuo melhor. Um ser humano. Que aproveita o erro pra crescer.
Porque esse desejo de reparacao soh existe na lembranca de algo maravilhoso, e mesmo assim ele nao precisa ficar apenas no passado. Se mais um dia comeca, porque nao recomecar com ele. Um dia a mudanca ocorre mesmo. Nenhuma novidade, na real eh uma parte do caminho.
E quando aquele sol levantar, longe no horizonte e cheio de explosoes, vou levantar junto. E dessa vez nenhuma promessa. Mas sim mudar um pouco todo dia. E sorrir pra cada novidade, cada mudanca.
Toda vez acordando melhor, uma pessoa melhor, um individuo melhor. Um ser humano. Que aproveita o erro pra crescer.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
A felicidade
"A felicidade é um estado durável de plenitude, satisfação e equilíbrio físico e psíquico, em que o sofrimento e a inquietude estão ausentes."
Se tem algo que realmente nao se encaixa, eh esse estado duravel de plenitude. Como pode? Nao tem como o meu estado ser mais duvarel e mais pleno do que eh. Pelo menos essa consciencia tenho.
Vida profissional, check.
Vida afetiva, double check. :)
Todos os outros pormenores, check.
Entao por que eh que eh tao dificil entender o significado da felicidade? E por que essa sensacao de nunca a ter vivenciado?
Por que essas inumeras interrogacoes se a racionalidade mostra que esta tudo tao perfeito? Deve ser justamente porque nao eh algo racional, eh emocional. E porque ainda por cima o perfeito nao existe.
Talvez a definicao esteja errada. Estado duravel? Sera mesmo? Talvez esteja me enganando, me fazendo de coitado. Posso ateh estar negando, soh pra ser opositivo. Soh sei que quero sentir a felicidade, de alguma forma.
Fazer com que aquele momento que acordo e olho nos seus olhos, ou quando mando um email resolvendo magicalmente todos os problemas do trabalho, ou mesmo quando sorrio pra alguem na rua, durem mais que aqueles milesimos. Pois que a felicidade esta nas pequenas coisas, eu nao serei o primeiro a dizer, mas que a felicidade esta na forma como guardamos essas lembrancas, pode ateh ser.
Se gravarmos uma lembranca de que aquela situacao nos fez feliz, ou que aquela determinada pessoa sempre nos melhora o humor com um sorriso, e resgatarmos frequentemente esses momentos. Revisitando essa sensacao tao curta, talvez prolonguemos essa sensacao, criando assim um estado duravel. E se ainda por cima entendermos que essa sensacao mesmo curta, eh o suficiente pra nos dar seguranca na vida, nas decisoes. Ai sim chegamos mais perto da felicidade, pois autoconfiantes conseguimos apenas com essas lembrancas sentir toda aquela coisa boa sem ficarmos nos questionando.
Se tem algo que realmente nao se encaixa, eh esse estado duravel de plenitude. Como pode? Nao tem como o meu estado ser mais duvarel e mais pleno do que eh. Pelo menos essa consciencia tenho.
Vida profissional, check.
Vida afetiva, double check. :)
Todos os outros pormenores, check.
Entao por que eh que eh tao dificil entender o significado da felicidade? E por que essa sensacao de nunca a ter vivenciado?
Por que essas inumeras interrogacoes se a racionalidade mostra que esta tudo tao perfeito? Deve ser justamente porque nao eh algo racional, eh emocional. E porque ainda por cima o perfeito nao existe.
Talvez a definicao esteja errada. Estado duravel? Sera mesmo? Talvez esteja me enganando, me fazendo de coitado. Posso ateh estar negando, soh pra ser opositivo. Soh sei que quero sentir a felicidade, de alguma forma.
Fazer com que aquele momento que acordo e olho nos seus olhos, ou quando mando um email resolvendo magicalmente todos os problemas do trabalho, ou mesmo quando sorrio pra alguem na rua, durem mais que aqueles milesimos. Pois que a felicidade esta nas pequenas coisas, eu nao serei o primeiro a dizer, mas que a felicidade esta na forma como guardamos essas lembrancas, pode ateh ser.
Se gravarmos uma lembranca de que aquela situacao nos fez feliz, ou que aquela determinada pessoa sempre nos melhora o humor com um sorriso, e resgatarmos frequentemente esses momentos. Revisitando essa sensacao tao curta, talvez prolonguemos essa sensacao, criando assim um estado duravel. E se ainda por cima entendermos que essa sensacao mesmo curta, eh o suficiente pra nos dar seguranca na vida, nas decisoes. Ai sim chegamos mais perto da felicidade, pois autoconfiantes conseguimos apenas com essas lembrancas sentir toda aquela coisa boa sem ficarmos nos questionando.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
misspelled attention whore
e comeca a aceitar
pouco e devagar, obvio. mas comeca a aceitar
tudo bem que foi preciso tudo quase acabar
mas serviu. No minimo pra parar e pensar.
agora soh resta esperar, pra ver quanto tempo mais,
nesse compasso ritmado eu consigo andar.
antes que de novo o meu lado caotico me faca duvidar.
pouco e devagar, obvio. mas comeca a aceitar
tudo bem que foi preciso tudo quase acabar
mas serviu. No minimo pra parar e pensar.
agora soh resta esperar, pra ver quanto tempo mais,
nesse compasso ritmado eu consigo andar.
antes que de novo o meu lado caotico me faca duvidar.
day dreamer reloaded
Dog person
PC mac person
Google person
Non-beer drinking person
People person?!!!
Evolving person :)
Google person
People person
Evolving person :)
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Demerito
Entre tantos pensamentos, vc eh o mais frequente. Vc que nao tem rosto. Que ao fechar os olhos nao enxergo, que vive na minha imaginacao.
Nem duvidar da existencia posso, eh sempre tao bom pra mim. Surpreendente.
Vem vc meu futuro, continua assim que eu continuo. E nao eh demerito algum te perdoar tao facilmente, se somente carinho transparece.
E se hoje acordo querendo que nao venha, a noite penso em vc a cada dois minutos.
Nem duvidar da existencia posso, eh sempre tao bom pra mim. Surpreendente.
Vem vc meu futuro, continua assim que eu continuo. E nao eh demerito algum te perdoar tao facilmente, se somente carinho transparece.
E se hoje acordo querendo que nao venha, a noite penso em vc a cada dois minutos.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Volé
Se eu não me posicionar na sociedade, se ficar me escondendo. Eu vou apenas ser tratado como eu me vejo.
Algo tão errado que deve ser escondido.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Matt Alber - Slow Club
lying in the halfway, singing lullabies
frozen by whatever we unrecognized
keeping with convention are declined to hesitate
rushing into everything, but always running five minutes late
I barely know you, but baby would you mind if we just meet in a slow club
would you beat in a slow club
falling into treadmills
trying to keep up the pace
front running the hit parade
keeps a smile on the face
with my favorite t-shirt I'll try to turn your head,
but what makes me a better man, can hardly be determined in bed
so what would happen instead, if we just meet in a slow club
would you beat in a slow club
you could be good for me
if we take our time
I knew before the kiss
by the way you spend your sunshine
if we just meet in a slow club
would you beat in a slow club
if we just meet in a slow club
would you beat in a slow club
frozen by whatever we unrecognized
keeping with convention are declined to hesitate
rushing into everything, but always running five minutes late
I barely know you, but baby would you mind if we just meet in a slow club
would you beat in a slow club
falling into treadmills
trying to keep up the pace
front running the hit parade
keeps a smile on the face
with my favorite t-shirt I'll try to turn your head,
but what makes me a better man, can hardly be determined in bed
so what would happen instead, if we just meet in a slow club
would you beat in a slow club
you could be good for me
if we take our time
I knew before the kiss
by the way you spend your sunshine
if we just meet in a slow club
would you beat in a slow club
if we just meet in a slow club
would you beat in a slow club
domingo, 3 de julho de 2011
back in line again
And then I realized, I need to stay out of going out on the weekends.
I gotta stay inside and fulfill other needs than the ones I fill on getting out.
But I confess, I still dance by myself, and keep making the persistent indagation.
"Don't you wanna be dangled over?"
I gotta stay inside and fulfill other needs than the ones I fill on getting out.
But I confess, I still dance by myself, and keep making the persistent indagation.
"Don't you wanna be dangled over?"
segunda-feira, 20 de junho de 2011
wait
E ele entendeu o seu olhar apaixonado.
E eu entendi Tenho consciência do meu olhar apaixonado.
Por mais que tenha sido Foi essa fixação no inteligível que me trouxera todas as coisas boas até então, tudo em que subo e me apoio, (mas) não precisa disso de se colocar em terceira pessoa.
Compreendeu a volatilidade do sentimento, cansou-se do inteligível.
Por mais que fosse essa fixação no inteligível que lhe trouxera todas as coisas boas até então, tudo que ele usa para subir e se apoiar não precisa disso, é só se colocar em primeira pessoa.
E eu entendi meu olhar apaixonado.
Compreendi a volatilidade desse sentimento, cansei-me do inteligível.
Por mais que tenha sido essa fixação no inteligível que me trouxera todas as coisas boas até então, tudo em que subo e me apoio, não precisa disso de se colocar em terceira pessoa.
(Penso que) Compreendi a volatilidade desse do meu sentimento, (finjo que) cansei-me do inteligível.
domingo, 15 de maio de 2011
caminho
i ain't going home
but i'm moving and i'm striving on my own
trying my best to deserve my inherited body
breathing the air into my also inherited lungs
forming my indefinite self,
as the ever changing world surrounds me
constantly modifying my weight
but i know i'll make it, if i just go on keeping the pace
but i'm moving and i'm striving on my own
trying my best to deserve my inherited body
breathing the air into my also inherited lungs
forming my indefinite self,
as the ever changing world surrounds me
constantly modifying my weight
but i know i'll make it, if i just go on keeping the pace
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Sono già solo
Tá, eu gosto desse tempo errado.
Desse compasso desandado, acelerado.
Desse caos sonoro,
desses ritmos descompassados
Sou amante desses caos, não só sonoros
desses de viver nesse passo acelerado
com pensamentos alhures e estagnados
dentre faltas de pontos finais, dentre achados
Desse compasso desandado, acelerado.
Desse caos sonoro,
desses ritmos descompassados
Sou amante desses caos, não só sonoros
desses de viver nesse passo acelerado
com pensamentos alhures e estagnados
dentre faltas de pontos finais, dentre achados
fatto ovvio
duvido alguém no prédio abrir e fechar a janela tantas vezes
tentando adormecer olhando a luz
tentando adormecer no quarto
tentando adormecer com a luz da lua
tentando adormecer com a escuridão do quarto
tentando a dor de ser, negando um fato óbvio
terça-feira, 26 de abril de 2011
and the sewers erupting life in gold
e vc não pode me fazer entender
se, aposto, nem mesmo vc pode entender tanto quanto diz
porque entender o tanto que diz, parece-me tão frio, tão frívolo
e prefiro te ver como um louco, do que maquiavélico
ou pode ser apenas o meu ego, que prefere não se ver como enganado
se, aposto, nem mesmo vc pode entender tanto quanto diz
porque entender o tanto que diz, parece-me tão frio, tão frívolo
e prefiro te ver como um louco, do que maquiavélico
ou pode ser apenas o meu ego, que prefere não se ver como enganado
quarta-feira, 20 de abril de 2011
en colo
am i that predictable?
am i liable, in that predictable way?
am i boring?
am i that pitiful, in a mostly boreful way?
NEXT
am i liable, in that predictable way?
am i boring?
am i that pitiful, in a mostly boreful way?
NEXT
num planeta alienígena
Pega na mão da sua amiga e vai embora.
Não é por mal, mas não quero vocês aqui. Não me sinto bem quando vocês por perto.
Eu sei que eu te conheço, mas mesmo assim, não me sinto bem. Não é um sentimento bom.
Toda essa ansiedade, entende?
Não me faz bem.
Agora você aí, vem mais perto. Respira aqui próximo. Deixa eu saber quem você é, te entender melhor. Sabe?
Porque só assim posso saber se te quero tanto.
domingo, 17 de abril de 2011
stereo
Oi lua cheia.
Olá emoções, como vão?
Bem.
Parecem um tanto apreensivas no entanto.
É.
Boa noite.
Boa noite lua.
Olá emoções, como vão?
Bem.
Parecem um tanto apreensivas no entanto.
É.
Boa noite.
Boa noite lua.
sábado, 9 de abril de 2011
autoimune
Sabe os devaneios e frustrações
dos sempre doces amores furtos?
São cavidades, são reduções
de um músculo frágil e autoimune
dos sempre doces amores furtos?
São cavidades, são reduções
de um músculo frágil e autoimune
terça-feira, 29 de março de 2011
if i could stand up mean, for all the things that i believe
Id: Eu só quero ser o melhor, só isso.
Ego: Não, você se boicota. Você gasta demais, tempo demais, pensando demais. Criando.
Id: Não vejo mal nenhum em não se contentar em ser apenas mais um, em ser medíocre.
Ego: Você só quer ser o melhor porque não pode ter o medíocre.
Id: Mas...
Ego: Mais nada, medíocre mesmo. Por isso você espera demais de si mesmo, pois não acredita que pode ser medíocre. Mas pode. E sendo não vai drenar todas suas competências e qualidades, elas vão continuar lá. Você vai continuar sendo quem é.
Superego: Alguém me explica o que é isso de novo? DE NOVO?
Ego: Espera, dessa vez deixa eu concluir. Id, é o que falei, você vive demais, em tempo de menos porque não sabe até quando vai aguentar sendo mais, esperando mais de si mesmo. E não consegue ver que um dia vai ser medíocre, e que isso não é um problema. Isso é bom na verdade. Pois você pode sim, ser medíocre. E viver sem levar tudo aos extremos. Sem viver as pessoas ao extremo.
Id: Mas...
Superego: Sem mais.
Ego: Não, você se boicota. Você gasta demais, tempo demais, pensando demais. Criando.
Id: Não vejo mal nenhum em não se contentar em ser apenas mais um, em ser medíocre.
Ego: Você só quer ser o melhor porque não pode ter o medíocre.
Id: Mas...
Ego: Mais nada, medíocre mesmo. Por isso você espera demais de si mesmo, pois não acredita que pode ser medíocre. Mas pode. E sendo não vai drenar todas suas competências e qualidades, elas vão continuar lá. Você vai continuar sendo quem é.
Superego: Alguém me explica o que é isso de novo? DE NOVO?
Ego: Espera, dessa vez deixa eu concluir. Id, é o que falei, você vive demais, em tempo de menos porque não sabe até quando vai aguentar sendo mais, esperando mais de si mesmo. E não consegue ver que um dia vai ser medíocre, e que isso não é um problema. Isso é bom na verdade. Pois você pode sim, ser medíocre. E viver sem levar tudo aos extremos. Sem viver as pessoas ao extremo.
Id: Mas...
Superego: Sem mais.
segunda-feira, 28 de março de 2011
in the darkness comes, another, another
Ego: Calma, você precisa ir com mais calma, pegar mais leve.
Id: Oi?
Ego: Estou falando sério, você tem vivido com muita intensidade.
Id: Tá.
Ego: Você precisa viver tudo de um modo mais supérfluo, viver as experiências e as pessoas de um modo mais superficial. Isso mesmo, principalmente as pessoas. Não precisa viver tudo de um vida em meses, de semanas em dias, de dias em minutos. Isso te faz mal, te suga a alma.
Id: Mas não sinto nada agora.
Ego: Por isso. Por viver tão intensamente tudo. Uma hora se está em cima, outra embaixo com as frustrações e não realizações.
Id: Não, você não entendeu. Não sinto nada. Não é estar na fossa, é nada. Simples assim.
Ego: Hmmm, como assim?
Id: Sei lá, não estou triste nem alegre. Apenas estou. Entende?
Ego: Pera, você não está triste? Não estou entendendo.
Id: Como? É você, você tem que entender.
Ego: Mas eu não sei o que dizer, não faço ideia do que possa ser. Você vive tudo com tanta intensidade e de uma hora pra outra some todo e qualquer tipo de emoção? É demais até pra mim. Não consigo te ajudar, estou tentando. Mas você está bem em não sentir nada?
Id: Não sei, nem isso eu sei.
Superego: Mas de novo! Porra Ego, para de questionar. Id para de ser intenso, é simples, você condensou tanta emoção em tão pouco tempo que nosso corpo cansou, não consegue sentir nada. Mas pelo jeito o puto do Ego ainda consegue ter força pra questionar. Agora todos dormem.
Id: Oi?
Ego: Estou falando sério, você tem vivido com muita intensidade.
Id: Tá.
Ego: Você precisa viver tudo de um modo mais supérfluo, viver as experiências e as pessoas de um modo mais superficial. Isso mesmo, principalmente as pessoas. Não precisa viver tudo de um vida em meses, de semanas em dias, de dias em minutos. Isso te faz mal, te suga a alma.
Id: Mas não sinto nada agora.
Ego: Por isso. Por viver tão intensamente tudo. Uma hora se está em cima, outra embaixo com as frustrações e não realizações.
Id: Não, você não entendeu. Não sinto nada. Não é estar na fossa, é nada. Simples assim.
Ego: Hmmm, como assim?
Id: Sei lá, não estou triste nem alegre. Apenas estou. Entende?
Ego: Pera, você não está triste? Não estou entendendo.
Id: Como? É você, você tem que entender.
Ego: Mas eu não sei o que dizer, não faço ideia do que possa ser. Você vive tudo com tanta intensidade e de uma hora pra outra some todo e qualquer tipo de emoção? É demais até pra mim. Não consigo te ajudar, estou tentando. Mas você está bem em não sentir nada?
Id: Não sei, nem isso eu sei.
Superego: Mas de novo! Porra Ego, para de questionar. Id para de ser intenso, é simples, você condensou tanta emoção em tão pouco tempo que nosso corpo cansou, não consegue sentir nada. Mas pelo jeito o puto do Ego ainda consegue ter força pra questionar. Agora todos dormem.
terça-feira, 22 de março de 2011
one life with one dream on repeat
Permeando sonhos
desatando nós
alcançando metas
desfazendo laços
deitado ao leito
olhando os tecidos
escolhendo um lado
Trechos caminhados
passos todavía
pés descompassados
profissional.
Pensando um dia
quem sabe inverno
primavera ou maio
(em) estar geminado.
domingo, 20 de março de 2011
a realidade
Era mais um. E mais um dia, e a solidão. Um a um todos iam abandonando-a. Ela não era a mais linda, muito menos inteligente, mas tinha sua função. Mas por mais que se esforçasse, no final do dia, estaria sempre sozinha, com o seu fardo. Já estava acostumada. E não culpava as pessoas, ela sempre soube que a realidade é dura de ser encarada.
Abandonar a realidade faz parte do crescimento humano.
Abandonar a realidade faz parte do crescimento humano.
it say you are a dinosaur
Ah, eu aqui vivendo sossegado a minha existência. Quietinho. Pensando de receitas com carne até o fim do mundo. Imaginando o planeta entrando em colapso e eu parado aqui nessa vista linda.
Pensando nas massas de manobra, pensando em mim como mais um. Pensando no photoshop e nas novelas, pensando na venda de imóveis, pensando na família.
Fazendo planos para os filhos que ainda não existem, pensando na aposentadoria que ainda está longe, enfim fazendo planos.
Pensando longe, imaginando perto. Ficando triste e ficando alegre. De novo, apenas mais um vivendo, e o mundo em colapso.
Pensando nas massas de manobra, pensando em mim como mais um. Pensando no photoshop e nas novelas, pensando na venda de imóveis, pensando na família.
Fazendo planos para os filhos que ainda não existem, pensando na aposentadoria que ainda está longe, enfim fazendo planos.
Pensando longe, imaginando perto. Ficando triste e ficando alegre. De novo, apenas mais um vivendo, e o mundo em colapso.
domingo, 13 de março de 2011
are you free or are you tired of?
O mesmo cabelo comprido que viu os amigos de escola irem embora, lhe dá o ar sensual. Construído por sobre algo que cresceu durante seus anos de inocência, seu visual deixa dúvidas, suas atitudes deixam dúvidas, mas seu olhar não deixa alguma, é uma menina de 17 anos, e não uma mulher.
E é com esse cabelo e o olhar que ela chama a atenção, na esperança de alguém libertá-la da prisão imaginária. São os cabelos claros, ondulados e naturais, que a diferencia das outras meninas. Meninas essas que ela não está acostumada a lidar, sempre preferiu as brincadeiras brutas.
Agora rodeada por elas, a menina-mulher usa a sua brutalidade para sobreviver, mesmo parecendo leve o ambiente da sua profissão é pesado. Encolhida como um animal acuado se concentra antes de cada entrada. E seu ar tão diferente, misto de delicadeza e agressividade, encanta as lentes.
E é com esse cabelo e o olhar que ela chama a atenção, na esperança de alguém libertá-la da prisão imaginária. São os cabelos claros, ondulados e naturais, que a diferencia das outras meninas. Meninas essas que ela não está acostumada a lidar, sempre preferiu as brincadeiras brutas.
Agora rodeada por elas, a menina-mulher usa a sua brutalidade para sobreviver, mesmo parecendo leve o ambiente da sua profissão é pesado. Encolhida como um animal acuado se concentra antes de cada entrada. E seu ar tão diferente, misto de delicadeza e agressividade, encanta as lentes.
quarta-feira, 9 de março de 2011
ride on a big jet plane
Construir esse castelinho de areia, o problema é que ele é feito de areia de praia. Clara, bonita e fraca. E esse castelinho sempre desmorona, e eu insisto em reconstruir de novo, e de novo, e de novo. Só pra ele cair.
Essa areia é fraca, e linda.
...
E de novo polissíndetos. Breves e lívidos. E esperas intermináveis.
Essa areia é fraca, e linda.
...
E de novo polissíndetos. Breves e lívidos. E esperas intermináveis.
give it up
Posso falar? Qualquer um. Qualquer coisa. Nem existe tanta restrição assim quanto parece. Já disse.
É tudo uma questão de percepção.
É tudo uma questão de percepção.
segunda-feira, 7 de março de 2011
domingo, 6 de março de 2011
not romantic and too dramatic
E a gente quer ver o mundo, e troca a tv por uma tela com as novidades dos amigos.
E a gente quer saber tudo, e justamente se especializando percebe que do assunto que mais se sabe, se sabe nada.
E a gente não tem tempo pra nada, e quando tem, reclama que o tempo não passa.
E a gente não passa de bicho esquisito, evoluiu porque é carnívoro e agora tem dó dos bichos sem consciência do cinismo.
E a gente critica todo e qualquer indivíduo. E temos medo de tudo. E sabemos nada.
E somos bicho esquisito.
E a gente quer saber tudo, e justamente se especializando percebe que do assunto que mais se sabe, se sabe nada.
E a gente não tem tempo pra nada, e quando tem, reclama que o tempo não passa.
E a gente não passa de bicho esquisito, evoluiu porque é carnívoro e agora tem dó dos bichos sem consciência do cinismo.
E a gente critica todo e qualquer indivíduo. E temos medo de tudo. E sabemos nada.
E somos bicho esquisito.
hit me double hard
i have no choice, but to leave without voice.
you left me no choice, but to hold you high above.
you left me no choice, but to hold you high above.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
aficionado
Drag myself from happiness, face me with all the pandora secrets.
Let me sustain my own sky, my sun, my stars. Let me shoot my moon.
Let me raise my doubts and praise my fears. Let me become stronger than that.
Let me perceive people, on their particular realities.
Let me (a person) aficionado on my self universe.
Locked on my own dreams.
Laisse-moi.
Let me sustain my own sky, my sun, my stars. Let me shoot my moon.
Let me raise my doubts and praise my fears. Let me become stronger than that.
Let me perceive people, on their particular realities.
Let me (a person) aficionado on my self universe.
Locked on my own dreams.
Laisse-moi.
frenesi
And once drenched in the initial frenzy, with all the caring prerogatives, we reached out for the last frontier. The ego (centred) barrier. From this point only the strong self steem prevails, our optimism smells once more a sort premature.
Do we need running? Do we need chasing?
Do we need loving?
Fuck prudence, let's drown ourselves in the moonlight. Let's survive the outer space.
Let's kill liability, and runaway the routine.
Do we need running? Do we need chasing?
Do we need loving?
Fuck prudence, let's drown ourselves in the moonlight. Let's survive the outer space.
Let's kill liability, and runaway the routine.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
i can't make new memories since
Ainda não entendi completamente esses dejá vu, na verdade ainda não entendi nada desses dejá vu. Ainda não entendi se eles pararam de significar algo ou se nunca significaram. Ou ainda se foi com o tempo que eu parei de dar significado a eles.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
I watched you suffer, a dull aching pain, now you decided to show me the same
E é por isso que eu entro nessa realidade paralela, me escondo dos sonhos e vivo quieto. Nessa realidade vivo cada detalhe, chegando perto da perfeição só pra jogar fora na manhã seguinte. E começar tudo de novo, sem me envolver demais.
No mesmo ritmo curto dos fatos nas frases e no mesmo ímpeto raso dos conteúdos, eu surto. Me acondiciono ao tempo, me acostumo ao pouco, me protejo. E lá no fundo, bem no fundo, existe um lugar tranquilo, amplo e bonito, e não mais apenas polissíndetos.
Wild horses couldn't drag me away.
No mesmo ritmo curto dos fatos nas frases e no mesmo ímpeto raso dos conteúdos, eu surto. Me acondiciono ao tempo, me acostumo ao pouco, me protejo. E lá no fundo, bem no fundo, existe um lugar tranquilo, amplo e bonito, e não mais apenas polissíndetos.
Wild horses couldn't drag me away.
domingo, 20 de fevereiro de 2011
what kind of jungle is this?
Meu dois olhos não enxergam a mesma coisa. Minha mente não enxerga a mesma coisa. Nem mesmo o lugar que eu miro, é a todo tempo, a mesma coisa.
Nunca sou uma constante e por vezes sou nada. Não é esse pedaço de carne que me define. Just listen to how loud this thing can howl. Animale.
Nunca sou uma constante e por vezes sou nada. Não é esse pedaço de carne que me define. Just listen to how loud this thing can howl. Animale.
paradoxo
O que gosto é o conceito.
Que as lembranças de um amor finito te arrastam pro passado;
E o convívio de um amor diário te joga pro futuro.
Gosto muito desse vídeo, e o seu conceito criativo.
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Barb wire
Barbituric
Barb wire
Barbarella
Fantastic
Status quo
Aquarella
"And half street was under my nails"
Barb wire
Barbarella
Fantastic
Status quo
Aquarella
"And half street was under my nails"
Elderly stars slide down the lonely sky
Lay dagger dead inside a lonely bed
Trying to hide the hole inside my head
Watching the stars slide down to reach their end
Cause sleep is not my friend
Drinking champagne to forget yesterday
Coz I remember, the way, the way, the way
It ended the day, the day, the day, the day
That I walked away, away, away, away
Drinking champagne, made by the angel
Who goes by the name of Glittering Gabriel
Drinking champagne made of an angels
Tears and pain, now I feel celestial
Elderly stars slide down the lonely sky
Slipping away to find a place to die
I wonder when the night will reach it's end
Cause sleep is not my friend
Drinking champagne, meant for a wedding
Toast to the bride, a fairytale ending
Drinking champagne, a bottle to myself
Savor the taste of fabricated wealth
Drinking champagne, made by the angel
Who goes by the name of Glittering Gabriel
Drinking champagne made of an angels
Tears and pain, now I feel celestial
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
lo siento
Ranzinza, lo siento, pero como é que eu fico?
Vc que foi, sim pra vc serve tudo isso, sim como é que eu fico!
as letras não querem estar em caixa alta
mas eu sinto.
eu te considerava tudo isso, feio, bobo, ingênuo e tudo isso.
retrógrado, amoroso, quieto e solícito.
.....
sim, tudo isso e mais um pouco, porque vc sabe que não foi pouco tudo isso. e eu sinto que foste rápido, limpo e conciso o que dizeste comigo. da última vez que estiveras contigo, um beijo, um lamento, um último aviso.
eu te considerava tudo isso, feio, bobo, ingênuo e tudo isso.
retrógrado, amoroso, quieto e solícito.
.....
sim, tudo isso e mais um pouco, porque vc sabe que não foi pouco tudo isso. e eu sinto que foste rápido, limpo e conciso o que dizeste comigo. da última vez que estiveras contigo, um beijo, um lamento, um último aviso.
ah tudo isso, e meu umbigo
e se eu te amar, como eu faço?
e se eu te desejar, e ai?
e se eu quiser filhos, envelhecer, e tudo isso? como eu fico?
e se eu só quiser dizer que estou afim de vc?
...
e se eu estiver longe?
e se eu sentir saudades? de alguém que nem o convívio foi longínquo?
e se eu sonhar com o seu calor?
...
depois disso, como é que eu fico?
e se eu sonhar de novo, e uma vez tiver resposta e construir tudo isso,
mais uma vez, como é que eu fico?
e se eu gostar de polissíndetos?
e se eu te desejar, e ai?
e se eu quiser filhos, envelhecer, e tudo isso? como eu fico?
e se eu só quiser dizer que estou afim de vc?
...
e se eu estiver longe?
e se eu sentir saudades? de alguém que nem o convívio foi longínquo?
e se eu sonhar com o seu calor?
...
depois disso, como é que eu fico?
e se eu sonhar de novo, e uma vez tiver resposta e construir tudo isso,
mais uma vez, como é que eu fico?
e se eu gostar de polissíndetos?
o seu ponto final foi uma exclamação
e essa boquinha triste, e a porra da carta de óbito do vovô em cima da mesa.
e eu escondendo todo esse tempo que é por vc que eu arrasto tudo isso, anos.
e se eu te contar que menti para amigos, e se eu te contar que eu te acho lindo desde os tempos mais findos.
e se eu te contar que eu te abraçaria e sonharia doze sonhos contigo.
e se eu te contar que eu sinto?
...
e se eu te amar, como é que eu fico?
e se eu acho tudo e mais aquilo ridículo!
e eu escondendo todo esse tempo que é por vc que eu arrasto tudo isso, anos.
e se eu te contar que menti para amigos, e se eu te contar que eu te acho lindo desde os tempos mais findos.
e se eu te contar que eu te abraçaria e sonharia doze sonhos contigo.
e se eu te contar que eu sinto?
...
e se eu te amar, como é que eu fico?
e se eu acho tudo e mais aquilo ridículo!
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Shake it down
Com sono, sem gel, sem escolher camisa, com a pior calça jeans e apático. Bom dia, dia. E a manhã que já começa com o trânsito no acesso a ponte Cidade Jardim, que é tão ruim, que todo e qualquer sonho matinal fica por lá.
...
Mas no final do dia, deitado, rola na cama, vira a cabeça, olha pro lado e ri. De dentro pra fora. Preparando um próximo sonho pra manhã seguinte.
...
Mas no final do dia, deitado, rola na cama, vira a cabeça, olha pro lado e ri. De dentro pra fora. Preparando um próximo sonho pra manhã seguinte.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Who am i to choose the boy that everyone adores?
E agora o que resta sou eu, um hipnótico e umas frustrações.
Na cama quente, vento abafado, céu estrelado. Noite clara.
Nada novo, nada demais, só o ciclo que recomeça.
Ciclo chato, ciclo metido. Meu ciclo.
.
...
..
Senta e espera, e espera nada além do que dá, mas dá demais.
Pensa e se frustra. I'm feeling down about this ****.
(o hipnótico é rápido, chego ao fim?)
Who are you to make me feel so good. Hey vc longe, estica a mão. Segura minha pata que eu te puxo, to querendo conhecer melhor seu focinho, seu sorriso e o seu belo pêlo macio enroladinho. Quero cuidar de todo o seu carinho.
Conhecer melhor suas inuências, suas cáries, suas caridades. Seus gostos, ascos, olhos, mãos. E bocas. E quando perto demais adormecer, o silêncio auscultando o coração.
E se vir tempos depois, questionar who are we to be emotional?
This love will be my downfall
Na cama quente, vento abafado, céu estrelado. Noite clara.
Nada novo, nada demais, só o ciclo que recomeça.
Ciclo chato, ciclo metido. Meu ciclo.
.
...
..
Senta e espera, e espera nada além do que dá, mas dá demais.
Pensa e se frustra. I'm feeling down about this ****.
(o hipnótico é rápido, chego ao fim?)
Who are you to make me feel so good. Hey vc longe, estica a mão. Segura minha pata que eu te puxo, to querendo conhecer melhor seu focinho, seu sorriso e o seu belo pêlo macio enroladinho. Quero cuidar de todo o seu carinho.
Conhecer melhor suas inuências, suas cáries, suas caridades. Seus gostos, ascos, olhos, mãos. E bocas. E quando perto demais adormecer, o silêncio auscultando o coração.
E se vir tempos depois, questionar who are we to be emotional?
This love will be my downfall
domingo, 6 de fevereiro de 2011
i saw you from my car
Pensamentos cada vez mais curtos, curtos na extensão de um relacionamento, complexos como a fibra de um tecido. Áspero, brilhante e sombrio.
...
CAAAAAGUEI.
...
CAAAAAGUEI.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
me custa abrir los ojos
Eu garanto. É só porque é longe, se fosse jundiaí, matão ou fortaleza ia ser perto, ia ser possível. Só porque é longe, eu caí.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
looking for the magic
As 00:33am de 3 de fevereiro de 2011 abri o olho e falei em voz alta: - BOSTA.
Completamente inconsciente.
Completamente inconsciente.
the magic
E eu que pensava que nunca me apaixonaria de novo, e eu que pensava apenas no platônico, encontrei algo ainda mais inteligível. Y tu italiani, prende tu rabia y corre. Pourquoi je n'aime pas.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Y la soledad
Y las lénguas latinas. Italiani.
Y la inocencia rota.
Y los Y, and los if.
And no language barriers.
Y la inocencia rota.
Y los Y, and los if.
And no language barriers.
Finire?
Só porque eu pensava que era inútil te esperar na escada, tenho me recordado de tanta coisa. Dentro desse mar de finais, ondas sem espuma e água morna.
E âncoras, ouvidos, correntes e mais água salgada.
E âncoras, ouvidos, correntes e mais água salgada.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Drama
O tecido morto na cama quente.
...
O pano frio na gaveta triste.
...
O papel omisso no armário alto.
...
O coração gelado.
Les animaux
E eu pulo de vício em vício, de você, pro trabalho, pro eufemismo. Mas a pena é que nenhum desses acaba logo e de uma vez comigo.
Cansei, por hoje, desses vícios bonitos.
Cansei, por hoje, desses vícios bonitos.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
lucifer you're landing
Ainda bem que é de couro, assim fica um pouco mais humano. Não aguento mais coisas frias.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Just because you left the theater, the movie didn't stop, in the barrel of the gun
E o que mais me doeu nela foi o desprezo, foi sim, foi também a virada de rosto, o excesso de segurança, o sossego.
E o pior ainda que poderia ter me ocorrido era o desapego. E ocorreu, mas falta algum tempo pra entender. Algo entre 10 e 15, minutos ou anos, vividos ou sonhados.
E só me resta a dúvida, "E se eu me apaixonar por alguém que já morreu?". Back in 1991, in the barrel of the gun. And it didn't seem to matter to anyone, then none of us made home.
Are you waiting for your ricochet?
E só me resta a dúvida, "E se eu me apaixonar por alguém que já morreu?". Back in 1991, in the barrel of the gun. And it didn't seem to matter to anyone, then none of us made home.
Are you waiting for your ricochet?
sábado, 18 de dezembro de 2010
Hmmm...
Superego: Então quer dizer que vc ficou emocionalmente abalado depois de ver um filme?
Ego: Sim.
Superego: Um filme chamado Tron, é isso?
Ego: É.
Superego: Vc sabe que ele é baseado em um jogo de videogame, né?
Ego: Mas também trata de questões profundas de religião.
Superego: Tá, e a exatos quantos minutos vc é religioso mesmo?
Ego: Também trata de copyrighting e acesso ao conhecimento.
Superego: E qual o nome das crianças desprivilegiadas que vc ajuda?
Ego: E também trata da busca da perfeição.
Superego: Hmmm...
Ego: Sim.
Superego: Um filme chamado Tron, é isso?
Ego: É.
Superego: Vc sabe que ele é baseado em um jogo de videogame, né?
Ego: Mas também trata de questões profundas de religião.
Superego: Tá, e a exatos quantos minutos vc é religioso mesmo?
Ego: Também trata de copyrighting e acesso ao conhecimento.
Superego: E qual o nome das crianças desprivilegiadas que vc ajuda?
Ego: E também trata da busca da perfeição.
Superego: Hmmm...
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
I really tried to make it up
E dos objetos pessoais? Sujos e maquiavélicos. E ficam tentando se comunicar com a gente. Já gritei com meu celular duas vezes essa semana, inclusive em público e o safado ainda não aprendeu.
Ele, ainda traumatizado, trava ao leve som da chuva. Precisa de carinho e um local seco e quentinho pra voltar a funcionar. Devo admitir que é algo difícil em São Paulo nessa época do ano, mas tenho dado meu jeito. Melhor que o meu antigo que tinha ódio a brigas, desligava no meio de discussões. E só voltava se eu ficasse calmo, o que as vezes levava horas.
E toda essa personificação dos objetos não passa da minha tentativa de objetivação.
Ele, ainda traumatizado, trava ao leve som da chuva. Precisa de carinho e um local seco e quentinho pra voltar a funcionar. Devo admitir que é algo difícil em São Paulo nessa época do ano, mas tenho dado meu jeito. Melhor que o meu antigo que tinha ódio a brigas, desligava no meio de discussões. E só voltava se eu ficasse calmo, o que as vezes levava horas.
E toda essa personificação dos objetos não passa da minha tentativa de objetivação.
Indistinto
Se eu tivesse que dar um nome, seria com certeza maldição.
s.f. Ato ou efeito de amaldiçoar.
Palavras com que uma pessoa deseja que advenham males a outra; praga.
Desgraça, fatalidade: a maldição caiu sobre o infeliz
Desgraça eu nem digo, mas fatalidade sim. E que recaiu sobre o infeliz, mais ainda. Se ao menos não tivesse sentido nada ainda. Mas agora já senti. Não tem mais o que ser feito, está no meu sangue. Deliberado.
Não consigo escapar, e me arrastam pensamentos, e me fecha a garganta, e me cala a boca no meio de um sorriso, na simples lembrança de um momento. E deve ser por ser tão inteligível que me faltam argumentos opositivos.
Mas a maldição não está em ter acabado, está em nunca ter recomeçado. Eu fadado, machucado e calado. Não quero algo novo, e o velho? É velho. Não quero a desgraça conhecida, quero me ferrar de novo.
Então é isso? Eu quero me ferrar, não quero o velho, e não quero algo novo. Então depois de maldição, a outra única palavra que também tenho certeza é confuso, sim estou confuso.
adj. Que não é claro
Indistinto
Perturbado, transtornado
Não estou claro, estou perturbado, transtornado, e mais ainda: indistinto. Me misturei a massa. A massa que chora o passado, foge do futuro, e se joga no chão e faz manha pra não levantar. Sou fraco, covarde e agora minha maldição me trouxe meu maior medo, ser indistinto.
De tudo na vida suportaria, pedras, brasas, torturas, mas nunca ser igual. Não ser único.
E minha maldição? Nem ela me faz único? É uma maldição congênita, advinda dos meus antepassados. Ah mas eu preferiria mil vezes os olhos claros, a pele amarela e a arrogância. Mas uma predisposição maldita ao amor? Não é possível. Ainda mais desses amores a primeira vista, que levam anos pra comunicar, platônicos. Eu não quero, e se não for possível uma dissociação, que me levem embora, mas eu nego. Eu piso, eu cuspo, eu não aceito essa herança. Foi bom, mas infelizmente acabou nosso tempo.
Quanto a ser indistinto, preciso de mais 15 minutos. Ainda estou confuso.
s.f. Ato ou efeito de amaldiçoar.
Palavras com que uma pessoa deseja que advenham males a outra; praga.
Desgraça, fatalidade: a maldição caiu sobre o infeliz
Desgraça eu nem digo, mas fatalidade sim. E que recaiu sobre o infeliz, mais ainda. Se ao menos não tivesse sentido nada ainda. Mas agora já senti. Não tem mais o que ser feito, está no meu sangue. Deliberado.
Não consigo escapar, e me arrastam pensamentos, e me fecha a garganta, e me cala a boca no meio de um sorriso, na simples lembrança de um momento. E deve ser por ser tão inteligível que me faltam argumentos opositivos.
Mas a maldição não está em ter acabado, está em nunca ter recomeçado. Eu fadado, machucado e calado. Não quero algo novo, e o velho? É velho. Não quero a desgraça conhecida, quero me ferrar de novo.
Então é isso? Eu quero me ferrar, não quero o velho, e não quero algo novo. Então depois de maldição, a outra única palavra que também tenho certeza é confuso, sim estou confuso.
adj. Que não é claro
Indistinto
Perturbado, transtornado
Não estou claro, estou perturbado, transtornado, e mais ainda: indistinto. Me misturei a massa. A massa que chora o passado, foge do futuro, e se joga no chão e faz manha pra não levantar. Sou fraco, covarde e agora minha maldição me trouxe meu maior medo, ser indistinto.
De tudo na vida suportaria, pedras, brasas, torturas, mas nunca ser igual. Não ser único.
E minha maldição? Nem ela me faz único? É uma maldição congênita, advinda dos meus antepassados. Ah mas eu preferiria mil vezes os olhos claros, a pele amarela e a arrogância. Mas uma predisposição maldita ao amor? Não é possível. Ainda mais desses amores a primeira vista, que levam anos pra comunicar, platônicos. Eu não quero, e se não for possível uma dissociação, que me levem embora, mas eu nego. Eu piso, eu cuspo, eu não aceito essa herança. Foi bom, mas infelizmente acabou nosso tempo.
Quanto a ser indistinto, preciso de mais 15 minutos. Ainda estou confuso.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Somewhere where the captain won't be mad
Cansei de ser massa de manobra,
Cansei da desonra.
Cansei da falta de respeito, do pejorativo.
Isso, exatamente disso, cansei do pejorativo,
De tornar pior algo lindo.
Mas parece que eu deixo,
Ou pior eu incentivo,
Quando não me dou o respeito, me sinto inseguro, eu minto.
Não minto, eu provoco.
Mas eu provoco exagerando uma verdade.
Numa quantidade que é mentira.
E acaba que eu mesmo me tiro a razão,
E afasto de mim, minha liberdade.
E dou aos outros insumos pro pejorativo.
E eu sinto.
Cansei da desonra.
Cansei da falta de respeito, do pejorativo.
Isso, exatamente disso, cansei do pejorativo,
De tornar pior algo lindo.
Mas parece que eu deixo,
Ou pior eu incentivo,
Quando não me dou o respeito, me sinto inseguro, eu minto.
Não minto, eu provoco.
Mas eu provoco exagerando uma verdade.
Numa quantidade que é mentira.
E acaba que eu mesmo me tiro a razão,
E afasto de mim, minha liberdade.
E dou aos outros insumos pro pejorativo.
E eu sinto.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
terça-feira, 23 de novembro de 2010
If there’s anything to say, if there’s anything to do, if there’s any other way, I’d do anything for you.
Aquela vontade de fugir... Aquela vontade de ficar... Vontade de curar a alma... A encruzilhada assusta e pressiona conforme a sua proximidade, e quanto mais eu ando mais longe me deixo pelo caminho.
Como quem olha uma cruz na estrada pela janela do carro que passa rápido e nos faz sentir lentos, mais lentos que o mais quente tempo. O tempo derrete aos poucos na minha mente. Mornas manhãs do passado brincam de esconde-esconde. E eu as escondo. Eu as escondo.
Sinto-me vazia e insossa como um fantasma e imóvel como um cadáver que, durante alguns segundos que se demoram como anos, depois de uma grande explosão, vê estourar o coração e assiste o resto queimar devagar...
E as lágrimas não querem deixar. As lágrimas... As lágrimas impedem a combustão de ser como deve. Não deixam o corpo consumir-se. Elas não nos deixam falir. Vertem um pouco de tristeza e alegria. E nos deixa lentos.
Busco o calor que me falta no Sol, que brilha e que queima e que se consome. Busco inspiração... busco pena... Ele nunca parará de queimar?
E a lua? Será fria como tu ou será apenas resignada? As estrelas, como lágrimas congeladas, de tanto lembrar-lhe do que quer esquecer, acabaram por congelar-la também.
Quem me dera que tu fosses a Lua! Então eu seria o seu Sol e te curaria de todos os teus males.
Quem me dera...
Como quem olha uma cruz na estrada pela janela do carro que passa rápido e nos faz sentir lentos, mais lentos que o mais quente tempo. O tempo derrete aos poucos na minha mente. Mornas manhãs do passado brincam de esconde-esconde. E eu as escondo. Eu as escondo.
Sinto-me vazia e insossa como um fantasma e imóvel como um cadáver que, durante alguns segundos que se demoram como anos, depois de uma grande explosão, vê estourar o coração e assiste o resto queimar devagar...
E as lágrimas não querem deixar. As lágrimas... As lágrimas impedem a combustão de ser como deve. Não deixam o corpo consumir-se. Elas não nos deixam falir. Vertem um pouco de tristeza e alegria. E nos deixa lentos.
Busco o calor que me falta no Sol, que brilha e que queima e que se consome. Busco inspiração... busco pena... Ele nunca parará de queimar?
E a lua? Será fria como tu ou será apenas resignada? As estrelas, como lágrimas congeladas, de tanto lembrar-lhe do que quer esquecer, acabaram por congelar-la também.
Quem me dera que tu fosses a Lua! Então eu seria o seu Sol e te curaria de todos os teus males.
Quem me dera...
domingo, 21 de novembro de 2010
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
For all the things that I believe
The sweetness and tenderness on the loveless moments of the self-clamed lonely fellows.
Turn us all into bright guys with shiny armors, on the following skies.
The early morning sun make me and my beloved ones, stare for long longing hours at the older times.
So me, myself and i, fly to the burned clouds on the previous nights, on metal minds.
Turn us all into bright guys with shiny armors, on the following skies.
The early morning sun make me and my beloved ones, stare for long longing hours at the older times.
So me, myself and i, fly to the burned clouds on the previous nights, on metal minds.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Silver grin
Aqueles poucos que não se perdem,
nesse andar pesado, dessa vida frágil
ficam frustrados, buscando aqui o eterno.
Mesmo que no chão só existam passos.
E os que não se frustam completamente
tem a mínima chance de serem felizes,
pois algumas vezes a felicidade perdura
por mais de um tempo sufocado em riste.
Então acaba por virar um mesmo sonho,
vivido límpido, vívido e ad aeternum
Deixando de ser uma vida parada,
sonhada, calma e apática para sempre.
(obrigado senhor pela falta de versos aliterativos no mundo)
nesse andar pesado, dessa vida frágil
ficam frustrados, buscando aqui o eterno.
Mesmo que no chão só existam passos.
E os que não se frustam completamente
tem a mínima chance de serem felizes,
pois algumas vezes a felicidade perdura
por mais de um tempo sufocado em riste.
Então acaba por virar um mesmo sonho,
vivido límpido, vívido e ad aeternum
Deixando de ser uma vida parada,
sonhada, calma e apática para sempre.
(obrigado senhor pela falta de versos aliterativos no mundo)
Chupa essa manga
De tudo, ao meu amor serei desatento
Antes, e com desprezo, e nunca, e falho
Que mesmo em frente a um novo encanto
Dele se afaste mais meu pensamento.
Quero matá-lo em todo vão momento
E em seu fingir, hei de sufocar meu canto
Sem rir meu riso, só derramar meu pranto
Ao seu pensar e meus contestamentos.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, lisura de quem vive
Ou a sofreguidão, fardo de quem ama
Eu possa dizer do seu amor (se tive):
Por mais que seja imortal, arde e é chama
Então não seja infinito o seu perdure.
(releitura do mais lindo soneto de Vinícius de Moraes)
Antes, e com desprezo, e nunca, e falho
Que mesmo em frente a um novo encanto
Dele se afaste mais meu pensamento.
Quero matá-lo em todo vão momento
E em seu fingir, hei de sufocar meu canto
Sem rir meu riso, só derramar meu pranto
Ao seu pensar e meus contestamentos.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, lisura de quem vive
Ou a sofreguidão, fardo de quem ama
Eu possa dizer do seu amor (se tive):
Por mais que seja imortal, arde e é chama
Então não seja infinito o seu perdure.
(releitura do mais lindo soneto de Vinícius de Moraes)
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sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Vi o amor vencer o tédio
Penso automaticamente num churrasquinho, de queijo coalho e espetinho. Com farofa e quindim.
O quinto cômodo
De todos os quartos, o quinto cômodo era o mais novo, mesmo sendo o primeiro construído. Era limpo, organizado e arejado, com duas janelas baixas e altas que quase alcançavam o teto.
O mais interessante é que o quarto não era utilizado, nunca. Dentro apenas um piano preto de cauda preenchia o ambiente, o restante da mobília era desprezível. Não era horrenda, era desprezível pelo simples fato de não ter importância alguma, de poder a qualquer momento ser substituída sem prejuízo.
Na mesa desimportante de canto, a de pernas esguias, apenas um vaso transparente com flores velhas na água turva. As cortinas de renda branca emolduravam o pouco que se via pelos vidros sujos e finamente bisotados. Nos últimos anos a única companhia da água suja era a luz do sol.
O piano acordava todo dia às seis e meia, maquinalmente. Sua laca preta empoeirada pouco refletia, mas mesmo assim, antes da cristaleira, era o único indício de vida matinal.
A cristaleira e os quatro porta-copos tinham o mesmo aspecto, frios.
Enquanto o quarto todo dormia, apenas a poeira trocava de lugar. Ora no taco de ipê, ora nas teclas de marfim.
O mais interessante é que o quarto não era utilizado, nunca. Dentro apenas um piano preto de cauda preenchia o ambiente, o restante da mobília era desprezível. Não era horrenda, era desprezível pelo simples fato de não ter importância alguma, de poder a qualquer momento ser substituída sem prejuízo.
Na mesa desimportante de canto, a de pernas esguias, apenas um vaso transparente com flores velhas na água turva. As cortinas de renda branca emolduravam o pouco que se via pelos vidros sujos e finamente bisotados. Nos últimos anos a única companhia da água suja era a luz do sol.
O piano acordava todo dia às seis e meia, maquinalmente. Sua laca preta empoeirada pouco refletia, mas mesmo assim, antes da cristaleira, era o único indício de vida matinal.
A cristaleira e os quatro porta-copos tinham o mesmo aspecto, frios.
Enquanto o quarto todo dormia, apenas a poeira trocava de lugar. Ora no taco de ipê, ora nas teclas de marfim.
domingo, 7 de novembro de 2010
well i called your number twice
Não se iluda, mais é mais, e menos é menos. E são apenas maneiras bem evasivas de quantificar, não querem dizer nada além disso. Imputar qualquer outro tipo de significado gera apenas confusão descabida. Mas somos humanos e aprender é algo que temos nos esquecido diariamente.
E no momento auto ajuda confie em si mesmo e não em palavras.
E no momento auto ajuda confie em si mesmo e não em palavras.
oú c'est vous?
As 2 são importantes, é fato. Mas a segurança é de ouro e a proteção de prata. Enquanto a segurança deve ser mantida muito próxima, e se basear em no mínimo duas pontes, emocional e racional, a proteção deve ser um pouco mais ampla e distante, para não sufocar. O ideal é essa última se basear em diversos pontos de apoio, racionais, irracionais, emotivos, desconexos, tanto faz. Quanto mais melhor.
(me distrai tanto durante que o Id acabou dormindo e eu me perdendo)
(me distrai tanto durante que o Id acabou dormindo e eu me perdendo)
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Ma como?
Id: - Se você tivesse um desejo, o que pediria?
Ego: - Paz mundial.
Id: - Tá, tá bom, é sim viu. Sério, um pedido, o que seria?
Ego: - Tô falando, paz mundial. Não tô falando daquela paz medíocre ao qual as misses se referem quando questionadas, estou falando de uma paz em todos os aspectos. Não haver mais guerras, não haver mais intolerâncias de nenhum tipo, haver uma preservação dos direitos civis, tudo isso. Ou seja, o respeito a vida acima de tudo e a preservação dos seus direitos.
Id: - Hmmm, tô sentindo uma pitada de problemas com auto aceitação. Ego, você precisa se valorizar mais, e não ficar perseguindo a paz mundial só pra se aceitar. Você pouco se importa com as outras pessoas, se elas não te julgassem, ou te repreendessem quando anda por aí igual um louco, você estaria feliz e daria de ombros pra paz mundial. Pensa nisso.
Ego: - Não. Hmmm. Pera, acho que...
Superego: - Paro a palhaçada, os dois deveriam estar dormindo AGORA. Corta já esse papinho idiota e cama, seus porra!
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terça-feira, 2 de novembro de 2010
Ostacoli
E ela me pergunta, "Pra que ficar 3 dias sem comer?". Porque meu coração bate mais forte a partir da quadragésima nona hora.
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i don't like to see you cry
Aqueles poucos que não se perdem, ficam frustrados buscando o eterno, eternamente. E os que não se frustam completamente tem uma fração de chance de serem felizes. E algumas vezes a felicidade perdura por mais que o tempo de um sonho. Então acaba por virar um sonho, vivido ad aeternum e deixa de ser uma vida sonhada para sempre.
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terça-feira, 26 de outubro de 2010
Infected
I'm living other's people life,
I'm telling them some lies
exposing cries beneath their lives
To somehow me, and just me and I
search for the inner light
from the shameful and dearest eyes
But, all I get from being aside
is a huge pain in the heart,
and a bunch of tears in my eyes
And now to fullfill my engine
I need again the loving stampede
to warm me up on freezing nights.
That's all that lies within my heart,
just not sure if I'm obsessed,
but I'm blessed, to row so far.
I'm telling them some lies
exposing cries beneath their lives
To somehow me, and just me and I
search for the inner light
from the shameful and dearest eyes
But, all I get from being aside
is a huge pain in the heart,
and a bunch of tears in my eyes
And now to fullfill my engine
I need again the loving stampede
to warm me up on freezing nights.
That's all that lies within my heart,
just not sure if I'm obsessed,
but I'm blessed, to row so far.
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necessidade
sábado, 23 de outubro de 2010
Destino Maravilhoso
São uns sopros pertinazes
Que escapam sem permissão,
Recôndito nos sorrisos
E nos pesados olhares.
E a respiração funde-se
A uma melodia de veneta,
Como se lamentassem
Das mesmas tormentas.
Os intépridos argonautas,
Em sua busca itinerante,
Ao contar o verdejante de seus anos
Abstém-se ao cenário atávico.
Ao encontrar os saltimbancos
Fogem do mar, fogem do mar!
Fogem para o langor da carência
Que aconchega a romântica inocência.
Que escapam sem permissão,
Recôndito nos sorrisos
E nos pesados olhares.
E a respiração funde-se
A uma melodia de veneta,
Como se lamentassem
Das mesmas tormentas.
Os intépridos argonautas,
Em sua busca itinerante,
Ao contar o verdejante de seus anos
Abstém-se ao cenário atávico.
Ao encontrar os saltimbancos
Fogem do mar, fogem do mar!
Fogem para o langor da carência
Que aconchega a romântica inocência.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
domingo, 17 de outubro de 2010
Hector e Sr. Fox - Parte 9 ou Cozinhando com Amélia
Hector estava a duas semanas na cidade grande e o máximo que havia feito era coco 26 vezes. Sim essa era sua obra máxima e mais importante naquele momento.
Mas o telefone tocou diferente naquela quinta feira, uma voz gelada e histérica do outro lado deu a notícia, casting em 40 minutos. Mas pera lá! O garoto não conseguiria se preparar tão bem, fazer toda a análise em frente ao espelho identificando os angulos bons e ruins daquele dia, não conseguiria depilar se fosse necessário, ou sequer cortar o cabelo.
Só que a conta bancária e a tia gritavam, então ele foi, e foi correndo. A gelada histérica garantiu que não haveria algum problema, que era um casting simples e que o "pessoal" da produção havia "adorado" seu composite (tudo com aspas) Aham, acredito sim! Mas o Hector bananão acreditou e foi correndo. Tomou um banho rápido, esquecendo inclusive de lavar debaixo do braço esquerdo. Mas afinal era quinta de manhã, havia tomado banho no outro dia de noite, ele estava limpinho (o suficiente).
Colocou uma roupa como a voz falou, camiseta branca e jeans. Segurou a mochila pela alça enquanto passava correndo com uma banana na mão, e foi o suficiente pra ela pegar impulso e voar pras costas dele, num movimento finamente calculado e bem sucedido (a mochila, não a banana). Saindo pela porta só conseguiu escutar o telefone tocando de novo e sua tia atendendo, e enquanto mastigava o último pedaço de banana constatou que o toque do telefone estava mesmo diferente, mas era porque alguém havia trocado. Fechou a porta e entrou no elevador.
Segurou a casca de banana por 8 minutos até encontrar uma lixeira que fosse possível se aproximar sem desviar do trajeto mental que estava matutando. Chegou na estação de metro, passou o bilhete, pensou em S.h., rodou a catraca, entrou com passos firmes enquanto olhava o vagão que se aproximava, pensou no Sr. Fox, colocou um fone de ouvido. Fitou a porta por um tempo descomunal de 10 segundos e assim que ela abriu, entrou.
Sentou no vagão semi vazio (ou semi cheio, depende do ângulo) e ficou tentando ler todas as assinaturas dos vidros em volta, a mais antiga tinha 3 anos e a mais nova ainda nem estava totalmente pronta. Chegou na paulista, os prédios enormes em volta, como grandes colunas de um céu ainda inacabado. Colocou o outro fone, neutralizando o barulho da rua um pouco e continuou andando.
Chegou no prédio do número indicado, entrou no saguão e anunciou seu nome, mas descobriu que seu nome não estava autorizado pro casting. Na verdade eles nem faziam ideia de quem era o Hector. Isso só serviu pra deixar ele ainda mais perdido, e assim que a loira da recepção garantiu pela oitava vez, bufando, que não estava autorizada a entrada, ele virou e foi em direção a porta. Fazer o que né? Mas antes de atingisse sua meta, uma voz gelada, mas não histérica, chamou ele. (na verdade a voz gritou "OOO garoto!" mas ele entendeu).
Não haviam muitos candidatos, e quanto mais gente melhor, ai o sujeito retomou o assunto, explicou que era um casting para a vaga de ajudante de uma apresentadora de grande fama (tá bom), que ele nem precisaria saber cozinhar, mas sim ajudar ela com o andamento do programa.
Ele não achou esquisito na hora, e topou fazer o teste. Mas no caminho em direção a sala de teste de câmera ele achou muito esquisito, porque uma apresentadora famosa precisaria de um ajudante pra conduzir o programa, e não pra cozinhar? Enfim, aconteceu.
Hector extremamente nervoso parou na frente da câmera, alguém lhe entregou um papel com algumas falas e pediu pra ele ler em voz alta. Hector questionou sobre qual a motivação, que tipo de entonação deveria usar e etc. O diretor nem se deu ao trabalho de responder e apontou pro canto da sala onde alguém (o mesmo que entregou o roteiro), estava de cócoras e respondeu de costas sem nem mesmo olhar pro diretor, como se já soubesse que iria sobrar pra ele:
- Então Hector, é Hector seu nome, certo?
Hector concordou com um balançar de cabeça, e nem se deu conta que o cara estava de costas e não iria ver a resposta. O cara então continuou:
- A apresentadora na verdade sabe tudo o que deve fazer, mas ela já está numa idade difícil, se é que você me entende. Ela as vezes se perde do roteiro, e como ela insiste em conversar com uma foto de pudim que tem no cenário, tivemos a ideia de fazer um novo personagem. O GRANDE PUDINZINHO. E é para essa vaga que estamos fazendo o casting. Agora você poderia ler, imaginando que é um pudim?
Hector se mijou de rir quando saiu dali, mas naquela hora continuou sério, e disse "CLARO" (dessa vez não balançou a cabeça).
Começou pela segunda frase pois teve vergonha da primeira: - Amélia, querida Mélinha, é pó soluvel e não soldivel.
O diretor nem pestanejou, e disse: - É isso meu garoto, procuramos alguém de boa aparência e que saiba entrar no personagem. O modo que você encheu a boca pra passar o aspecto fofo e de cremosidade do pudim me acertou em cheio. Maravilhoso trabalho.
Ahn?
Tá, agora Hector era o Sr. Pudim, fato que o levou diretamente a pensar no paradeiro do amigo, Sr. Fox.
Mas o telefone tocou diferente naquela quinta feira, uma voz gelada e histérica do outro lado deu a notícia, casting em 40 minutos. Mas pera lá! O garoto não conseguiria se preparar tão bem, fazer toda a análise em frente ao espelho identificando os angulos bons e ruins daquele dia, não conseguiria depilar se fosse necessário, ou sequer cortar o cabelo.
Só que a conta bancária e a tia gritavam, então ele foi, e foi correndo. A gelada histérica garantiu que não haveria algum problema, que era um casting simples e que o "pessoal" da produção havia "adorado" seu composite (tudo com aspas) Aham, acredito sim! Mas o Hector bananão acreditou e foi correndo. Tomou um banho rápido, esquecendo inclusive de lavar debaixo do braço esquerdo. Mas afinal era quinta de manhã, havia tomado banho no outro dia de noite, ele estava limpinho (o suficiente).
Colocou uma roupa como a voz falou, camiseta branca e jeans. Segurou a mochila pela alça enquanto passava correndo com uma banana na mão, e foi o suficiente pra ela pegar impulso e voar pras costas dele, num movimento finamente calculado e bem sucedido (a mochila, não a banana). Saindo pela porta só conseguiu escutar o telefone tocando de novo e sua tia atendendo, e enquanto mastigava o último pedaço de banana constatou que o toque do telefone estava mesmo diferente, mas era porque alguém havia trocado. Fechou a porta e entrou no elevador.
Segurou a casca de banana por 8 minutos até encontrar uma lixeira que fosse possível se aproximar sem desviar do trajeto mental que estava matutando. Chegou na estação de metro, passou o bilhete, pensou em S.h., rodou a catraca, entrou com passos firmes enquanto olhava o vagão que se aproximava, pensou no Sr. Fox, colocou um fone de ouvido. Fitou a porta por um tempo descomunal de 10 segundos e assim que ela abriu, entrou.
Sentou no vagão semi vazio (ou semi cheio, depende do ângulo) e ficou tentando ler todas as assinaturas dos vidros em volta, a mais antiga tinha 3 anos e a mais nova ainda nem estava totalmente pronta. Chegou na paulista, os prédios enormes em volta, como grandes colunas de um céu ainda inacabado. Colocou o outro fone, neutralizando o barulho da rua um pouco e continuou andando.
Chegou no prédio do número indicado, entrou no saguão e anunciou seu nome, mas descobriu que seu nome não estava autorizado pro casting. Na verdade eles nem faziam ideia de quem era o Hector. Isso só serviu pra deixar ele ainda mais perdido, e assim que a loira da recepção garantiu pela oitava vez, bufando, que não estava autorizada a entrada, ele virou e foi em direção a porta. Fazer o que né? Mas antes de atingisse sua meta, uma voz gelada, mas não histérica, chamou ele. (na verdade a voz gritou "OOO garoto!" mas ele entendeu).
Não haviam muitos candidatos, e quanto mais gente melhor, ai o sujeito retomou o assunto, explicou que era um casting para a vaga de ajudante de uma apresentadora de grande fama (tá bom), que ele nem precisaria saber cozinhar, mas sim ajudar ela com o andamento do programa.
Ele não achou esquisito na hora, e topou fazer o teste. Mas no caminho em direção a sala de teste de câmera ele achou muito esquisito, porque uma apresentadora famosa precisaria de um ajudante pra conduzir o programa, e não pra cozinhar? Enfim, aconteceu.
Hector extremamente nervoso parou na frente da câmera, alguém lhe entregou um papel com algumas falas e pediu pra ele ler em voz alta. Hector questionou sobre qual a motivação, que tipo de entonação deveria usar e etc. O diretor nem se deu ao trabalho de responder e apontou pro canto da sala onde alguém (o mesmo que entregou o roteiro), estava de cócoras e respondeu de costas sem nem mesmo olhar pro diretor, como se já soubesse que iria sobrar pra ele:
- Então Hector, é Hector seu nome, certo?
Hector concordou com um balançar de cabeça, e nem se deu conta que o cara estava de costas e não iria ver a resposta. O cara então continuou:
- A apresentadora na verdade sabe tudo o que deve fazer, mas ela já está numa idade difícil, se é que você me entende. Ela as vezes se perde do roteiro, e como ela insiste em conversar com uma foto de pudim que tem no cenário, tivemos a ideia de fazer um novo personagem. O GRANDE PUDINZINHO. E é para essa vaga que estamos fazendo o casting. Agora você poderia ler, imaginando que é um pudim?
Hector se mijou de rir quando saiu dali, mas naquela hora continuou sério, e disse "CLARO" (dessa vez não balançou a cabeça).
Começou pela segunda frase pois teve vergonha da primeira: - Amélia, querida Mélinha, é pó soluvel e não soldivel.
O diretor nem pestanejou, e disse: - É isso meu garoto, procuramos alguém de boa aparência e que saiba entrar no personagem. O modo que você encheu a boca pra passar o aspecto fofo e de cremosidade do pudim me acertou em cheio. Maravilhoso trabalho.
Ahn?
Tá, agora Hector era o Sr. Pudim, fato que o levou diretamente a pensar no paradeiro do amigo, Sr. Fox.
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terça-feira, 12 de outubro de 2010
Hector e Sr. Fox - Parte sem número e sem nome
A cerca de 12 minutos ele nunca havia formado uma frase inteira, na verdade nunca havia exteriorizado uma, e isso estava limitando sua coordenação motora para continuar em linha reta sem guinadas repentinas.
Não pense que guinadas repentinas não são boas, são ótimas na medida certa, mas nosso amigo aqui não entendia muito bem disso. Sempre opositivo, sempre inseguro, sempre receoso se poderia manter uma mesma posição por bastante tempo. Sempre usando palavras repetidas.
Hector acabara de perder um pedaço de confusão interna, mas ainda estava a caminho da biblioteca. Os pés mal tocavam o piso, a respiração finamente calculada, inspirações longas e expirações quase que imperceptíveis faziam daquele corredor um tanto mais comprido. O piso de linóleo empurrava ele na mesma força da sua passada, parecia flutuar sem muito alarde. Levemente chegava no seu destino. A porta parecia menor, mas o barulho ali dentro não deixava dúvidas, biblioteca em véspera de prova.
O menino entrou, passou rapidamente pela bibliotecária sem fazer algum contato visual, de cabeça baixa e passada ligeira, diferente do que havia feito durante o percurso até ali.
Enfiou a mão no bolso e puxou um pedacinho de papel amassado, letra de menina com as coordenadas necessárias. Corredor 2, prateleira 3, o lugar era o indicado, mas até encontrar o que ele realmente queria demorou mais um tempinho, exatamente 3 semanas (ou 15 minutos em tempo real), e ainda só conseguiu encontrar com a ajuda de algumas pessoas que entendiam melhor de bibliotecas.
Bibliotecas são o lugar ideal para encontrar soldados, reinos, planetas longínquos e a matéria de biologia III.
Sr. Fox nesse mesmo tempo só quis saber de sentar, ficar quieto, não estudar nada. Era um tempo mais que benvindo, um tempo pra ele mesmo. Estava com os braços em volta dos joelhos e queixo falsamente apoiado nos mesmos, a ver o movimento das folhas no jardim e o barulho do vento numa tarde de primavera.
Não pense que guinadas repentinas não são boas, são ótimas na medida certa, mas nosso amigo aqui não entendia muito bem disso. Sempre opositivo, sempre inseguro, sempre receoso se poderia manter uma mesma posição por bastante tempo. Sempre usando palavras repetidas.
Hector acabara de perder um pedaço de confusão interna, mas ainda estava a caminho da biblioteca. Os pés mal tocavam o piso, a respiração finamente calculada, inspirações longas e expirações quase que imperceptíveis faziam daquele corredor um tanto mais comprido. O piso de linóleo empurrava ele na mesma força da sua passada, parecia flutuar sem muito alarde. Levemente chegava no seu destino. A porta parecia menor, mas o barulho ali dentro não deixava dúvidas, biblioteca em véspera de prova.
O menino entrou, passou rapidamente pela bibliotecária sem fazer algum contato visual, de cabeça baixa e passada ligeira, diferente do que havia feito durante o percurso até ali.
Enfiou a mão no bolso e puxou um pedacinho de papel amassado, letra de menina com as coordenadas necessárias. Corredor 2, prateleira 3, o lugar era o indicado, mas até encontrar o que ele realmente queria demorou mais um tempinho, exatamente 3 semanas (ou 15 minutos em tempo real), e ainda só conseguiu encontrar com a ajuda de algumas pessoas que entendiam melhor de bibliotecas.
Bibliotecas são o lugar ideal para encontrar soldados, reinos, planetas longínquos e a matéria de biologia III.
Sr. Fox nesse mesmo tempo só quis saber de sentar, ficar quieto, não estudar nada. Era um tempo mais que benvindo, um tempo pra ele mesmo. Estava com os braços em volta dos joelhos e queixo falsamente apoiado nos mesmos, a ver o movimento das folhas no jardim e o barulho do vento numa tarde de primavera.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Sentido
Não forma frases inteiras, não gosta do sujeito, nem do predicado.
Gosta de aditivos, substantivos e adjetivos. Do de, não do do.
E é isso, interessante no início. Paixão pelos duplo sentidos, triplo sentidos, e pelos cem e sem sentidos.
Gosta de aditivos, substantivos e adjetivos. Do de, não do do.
E é isso, interessante no início. Paixão pelos duplo sentidos, triplo sentidos, e pelos cem e sem sentidos.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
E a nesga?
E a nuca, e a luva, e a cotoveleira. E a bota?
O chão, a água, e a goteira.E a insônia, luz acesa, e o medo?
A adição, e a nesga. E a repetição, e o polissíndeto?
E o cacho, as uvas, em cima da mesa.
E a nesga.
E o padre, e a dilma, e a imprensa.
E as frutas, e a ameixa, e as uvas ainda na mesa.
E a luta?
E a curva, e a mesma?
E na frente a barragem. E o tijolo?
E na mesma, a nesga de luz por cima da mesa.
E a viagem, e a vespa?
E o quilômetro rodado por sobre o asfalto, e o salto?
E o beijo e o abraço e o boa viagem?
E a passagem.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Capim Imperial
Em campo aberto, corro atrás dos porquês.
Em campo, aperto as conclusões escondidas.
Encurralo-as e investigo em suas caras
Os pecados passados.
Como uma santa, zelando pelos
Erros alhures da humanidade.
Mas não sou santa e quero acordar desse pesadelo,
Zelando pela sanidade.
Olho para seu rosto e
Nada.
Olho através da janela,
Nada.
Porque não sou santa, não sou santa.
Não sinto ódio nem compaixão.
Estou no ócio contemplando o meu nada,
Coisa que se deve fazer
Em campos abertos, em campos abertos...
Olho através de das gotas de sol
E nada.
Olho através das promessas
E nada.
Como uma santa. Imparcial.
Mergulho no abismo do meu chão
Que me sufoca de tanta horizontalidade
De tanta solidez, de tanta estabilidade.
O capim doura com o sol,
Majestoso e imperial.
O capim morre para viver,
Viver o animal.
Em campo, aperto as conclusões escondidas.
Encurralo-as e investigo em suas caras
Os pecados passados.
Como uma santa, zelando pelos
Erros alhures da humanidade.
Mas não sou santa e quero acordar desse pesadelo,
Zelando pela sanidade.
Olho para seu rosto e
Nada.
Olho através da janela,
Nada.
Porque não sou santa, não sou santa.
Não sinto ódio nem compaixão.
Estou no ócio contemplando o meu nada,
Coisa que se deve fazer
Em campos abertos, em campos abertos...
Olho através de das gotas de sol
E nada.
Olho através das promessas
E nada.
Como uma santa. Imparcial.
Mergulho no abismo do meu chão
Que me sufoca de tanta horizontalidade
De tanta solidez, de tanta estabilidade.
O capim doura com o sol,
Majestoso e imperial.
O capim morre para viver,
Viver o animal.
domingo, 26 de setembro de 2010
Saudade
Eu só faço o que quero, mas não é fácil, pois querer sempre o certo é difícil.
E o sempre certo é relativo, o que pra ti é bom pra mim é negativo.
E o sempre certo é relativo, o que pra ti é bom pra mim é negativo.
sábado, 11 de setembro de 2010
The Hurts - Wonderful life
On a bridge across the Severn on a saturday night,
Susie meets the man of her dreams.
He says that he got in trouble and if she doesn't mind
He doesn't want the company
But there's something in the air
They share a look in silence and everything is understood
Susie grabs her man and puts a grip on his hand as the rain puts a tear in his eye.
SHE SAYS:
Don't let go
Never give up, it's such a wonderful life
Don't let go
Never give up, it's such a wonderful life
Driving through the city to the temple station,
Cries into the leather seat
And Susie knows the baby was a family man,
But the world has got him down on his knees
So she throws him at the wall and kisses burn like fire,
And suddenly he starts to believe
He takes her in his arms and he doesn't know why,
But he thinks that he begins to see
SHE SAYS:
Don't let go
Never give up, it's such a wonderful life
Susie meets the man of her dreams.
He says that he got in trouble and if she doesn't mind
He doesn't want the company
But there's something in the air
They share a look in silence and everything is understood
Susie grabs her man and puts a grip on his hand as the rain puts a tear in his eye.
SHE SAYS:
Don't let go
Never give up, it's such a wonderful life
Don't let go
Never give up, it's such a wonderful life
Driving through the city to the temple station,
Cries into the leather seat
And Susie knows the baby was a family man,
But the world has got him down on his knees
So she throws him at the wall and kisses burn like fire,
And suddenly he starts to believe
He takes her in his arms and he doesn't know why,
But he thinks that he begins to see
SHE SAYS:
Don't let go
Never give up, it's such a wonderful life
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Batata
"Créc", primeira mordida mais que receosa. Volta a mão ao nariz, segunda cheirada, o gosto parece ainda melhor. Volta a batata à mesa, rigidamente centralizada no guardanapo. Para, olha, sorri com ar de indagação. Olha de novo menos receoso. Repara na cor, vermelho uniforme.
Suspende mais uma vez, dessa vez não morde, repara no guardanapo. "Créc", segunda mordida.
Canela, páprica, assada.
Mais uma mordida, lembra do guardanapo.
Canela, páprica, frita (não assada).
Volta pro guardanapo, dessa vez displicente, cai um pontinho vermelho.
Canela, páprica, frita. Com pimenta calabresa.
Numerais
Devia ter percebido no primeiro dia, quando olhei pra platéia e por mais cheia que estivesse, faltava alguém. Perceber depois é muito tempo. Por mais que o depois sejam 10 minutos ou 10 dias, é tempo suficiente pra começar.
Ah e quando começa teima em acabar. Aí vem a primeira, a segunda, a décima quinta, e outra primeira, uma décima quinta mais rápida e a vigésima sétima. Pronto. Suficiente pra acabar o que começou. Mas ninguém aqui disse que começou porque deveria, simplesmente começou, foi sem querer, sem culpa. Mas voltando o pior, acaba sem acabar de verdade, e acaba voltando. Aí pronto, trinta e duas, não da primeira, da segunda, em menos de uma semana. Aí na terça, ou quarta-feira termina tudo de vez, pela segunda vez.
Ah e quando começa teima em acabar. Aí vem a primeira, a segunda, a décima quinta, e outra primeira, uma décima quinta mais rápida e a vigésima sétima. Pronto. Suficiente pra acabar o que começou. Mas ninguém aqui disse que começou porque deveria, simplesmente começou, foi sem querer, sem culpa. Mas voltando o pior, acaba sem acabar de verdade, e acaba voltando. Aí pronto, trinta e duas, não da primeira, da segunda, em menos de uma semana. Aí na terça, ou quarta-feira termina tudo de vez, pela segunda vez.
Aí vem ligação, vem chororo, vem mais um monte de numerais.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
You've got the love
Um amor algures n'algum calor alhures as vezes eu sinto.
Um calor algures n'algum amor alhures as vezes eu sinto.
She says don't let go, never give up in such a wonderful life
Não sou desses que vai a festas de formatura, nem desses primeiros a confirmar idas a aniversários ou almoços de último dia. Não me importo.
Eu sou desses que gosta do óbvio, de sair pra conversar num dia comum, de escutar quando tudo é tão normal. Gosto de enxugar as lágrimas, de abraçar sem dizer nada, de apertar contra o corpo, de olhar nos olhos.
Gosto de abrir o vidro quando paro no semáforo, de dizer que não tenho nada com um sorriso.
Luto pra menosprezar a cada dia um preconceito e a cada hora um egoísmo. Não gosto do correto, da lei, ou do que é imposto. Gosto do choro e do riso. E as vezes quando parece que tudo é demais, a vida é otima, os amigos demais, as ideias idem, tenho nojo de eufemismos.
Gosto do gosto da conquista, da tensão da vitória, do grito. E a cada abrir de olhos deixo o passado pra traz, a medida que a pele morta invisível cai do meu corpo adormecido. Tenho que mudar enquanto o oxigênio envelhece minhas células, pra entender que não sou o mesmo. E tenho que ver através do vidro do espelho, pra enxergar que é igual ao de todos, o olhar que tem em mim.
Eu sou desses que gosta do óbvio, de sair pra conversar num dia comum, de escutar quando tudo é tão normal. Gosto de enxugar as lágrimas, de abraçar sem dizer nada, de apertar contra o corpo, de olhar nos olhos.
Gosto de abrir o vidro quando paro no semáforo, de dizer que não tenho nada com um sorriso.
Luto pra menosprezar a cada dia um preconceito e a cada hora um egoísmo. Não gosto do correto, da lei, ou do que é imposto. Gosto do choro e do riso. E as vezes quando parece que tudo é demais, a vida é otima, os amigos demais, as ideias idem, tenho nojo de eufemismos.
Gosto do gosto da conquista, da tensão da vitória, do grito. E a cada abrir de olhos deixo o passado pra traz, a medida que a pele morta invisível cai do meu corpo adormecido. Tenho que mudar enquanto o oxigênio envelhece minhas células, pra entender que não sou o mesmo. E tenho que ver através do vidro do espelho, pra enxergar que é igual ao de todos, o olhar que tem em mim.
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sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Nada importa, tanto faz, se é pra sempre ou nunca mais
Penso, tento achar palavras pro meu sentimento. Tanto é pouco nada diz, não é triste nem feliz.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Lusonoid Mind
And I wanna know what happened to your boyfriend
'Cause he was looking at me like "Woah!"
'Cause he was looking at me like "Woah!"
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
My teeth dazzle like an igloo wall
E eu procuro o equilíbrio entre o esteticamente belo e a emoção
busco na audácia da imperfeição.
i will gain an extra life
busco na audácia da imperfeição.
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quarta-feira, 4 de agosto de 2010
I can't find the words to say, they're overdue.
Eu não me conformo com o fato de precisarmos de palavras para pensar. Penso, logo existo. Letras contam minha existência, a prendem no papel e de essência costurada com carvão e madeira, eu penso: sou impregnada de palavras.
Que doença é pensar, existir. Morremos todos disto, algum dia. A respiração só marca o passo. Não pense demais, não exista demais, só viva às marcas da respiração: a Valsa do Tic Tac. Tal qual deve ser.
Que doença é pensar, existir. Morremos todos disto, algum dia. A respiração só marca o passo. Não pense demais, não exista demais, só viva às marcas da respiração: a Valsa do Tic Tac. Tal qual deve ser.
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